domingo, fevereiro 28, 2010
O "novo" livro de Alexandre Castanheira é um "Tributo a Almada"
Alexandre Castanheira comemora hoje 82 anos. Poeta, dramaturgo, ensaista, dirigente associativo, professor universitário, grande divulgador das Artes e letras que se fazem por terras almadenses - Castanheira praticamente dispensa apresentações, tal é a amplitude e importância da sua obra.
(No que diz respeito às Letras, então, é mesmo um caso excepcional, num concelho como o de Almada, onde há muita gente a escrever - isso é certo - mas onde poucos se têm distinguido nesse ofício. É a minha opinião.)
O livro apresentado no dia 27 de Fevereiro é uma reedição (via Poetas Almadenses, na colecção Índex Poesis) de textos escritos para o catálogo da exposição de pintura de Albino Moura, "Almada do meu olhar"
Não serão, certamente, do mmelhor que Alexandre Castanheira escreveu até hoje. Mas, ainda assim, vale a pena lê-lo. E vê-lo a declamar a sua poesia.
Ou, também, ver e ouvir Francisco Naia - que adaptou, destra forma, a poesia de Alexandre Castanheira:
(Sessão de lançamento de "Tributo a Almada (Assim aprendi a olhar Almada)", poesia de Alexandre Castanheira, editada pela associação Poetas Almadenses. Le Bistro Café, Almada, 27 de Fevereiro de 2010)
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Terrakota e Concrete Jungle Sound System
sábado, fevereiro 06, 2010
Mostra de Teatro de Almada, edição 2010 - um momento do espectáculo de abertura
"Theatron", da companhia Artelier, na abertura da 14.ª Mostra de Teatro de Almada. Espectáculo de rua, na Praça da Liberdade, dia 5 de Fevereiro de 2010.
Vídeo do meu canal http://www.youtube.com/bulcanico
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
A Mostra de Teatro de Almada
«Na sua 14ª edição, a Mostra de Teatro de Almada realiza-se de 5 a 27 de Fevereiro nos vários espaços culturais do concelho de Almada, contando com a participação de 17 Companhias e Grupos teatrais almadenses, profissionais e amadores.
No total, a edição deste ano apresenta 19 espectáculos, entre os quais algumas estreias absolutas, levando a cena textos originais, bem como obras de autores tão diversos quanto Adília Lopes, Jean-Luc Lagarce, Molière, Manuel António Pina, Gil Vicente e García Lorca.»
(Fonte: Câmara Municipal de Almada)
Se quiserem conhecer as origens da Mostra de Teatro de Almada, encontram, neste mesmo blogue, um artigo que escrevi em 1996 (ano da primeira edição) para o jornal Sul Expresso.
Aqui:
http://vitorinices.blogspot.com/2009/02/mostra-de-teatro-de-almada-primeira-em.html
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Um apelo da AMI a favor do povo do Haiti
sábado, janeiro 23, 2010
Mais sinalização e menos velocidade para o MST, em Almada. A notícia é essa, não é?

quarta-feira, janeiro 20, 2010
Carro da Polícia cruza-se com viatura não autorizada na "zona pedonal" de Almada. E deixa andar.

segunda-feira, janeiro 18, 2010
"Espectáculo de Homenagem a ARY DOS SANTOS - POETA DE CANÇÕES"
"Espectáculo Musical interactivo da Vida e Obra de Ary dos Santos, com projecção de imagens. 4 Artistas fazem uma passagem pelo autor desde a música ligeira ao fado, desde o início ao fim da sua vida. Este é um Espectáculo Cultural que pretende recordar e ensinar, mas acima de tudo, viver ao Vivo as emoções dos poemas cantados com os quais Ary dos Santos se deu a conhecer." - informação copiada do canal do Youtube de onde copiei este vídeo.
José Carlos Ary dos Santos "nasceu na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, a 07 de Dezembro de 1936 e faleceu a 18 de Janeiro de 1984 na mesma cidade", diz a Wikipédia (aqui).
Mais dados biográficos e poemas, em
http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/ary.dos.santos.html
http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/ary_dos_santos/
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Uma notícia do Jornal da Região e um comentário meu

quarta-feira, janeiro 13, 2010
Uma carta aberta do Teatro Fórum de Moura
são estas as médias: no Alentejo o valor médio é absurdamente baixo, valendo um projecto apenas 17.000 euros, no Algarve 21.000 euros, no Centro 75.000 euros, em Lisboa e Vale do Tejo 48.500 euros, e no Norte 58.000 euros.
2009, falando agora do Alentejo, só na área do Teatro, 1 quarto das candidaturas não foram apoiadas. Há portanto nesta Região uma dinâmica a ter em conta, reconhecida local e regionalmente, mas que não é apoiada pelo Estado.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
O Auto da Índia, de Gil Vicente e a inauguração do Cristo-Rei, no Boletim de Fontes Documentais do Arquivo Histórico de Almada

da S. C. da Misericórdia de Almada.
José Catalão", pergaminho do Arquivo Histórico Municipal de Almada.
"Auto da Índia, de Gil Vicente, representado em Almada, em 1509 - transcrição do Auto da Índia, segundo a edição de 1562, representado em Almada, perante a rainha D. Leonor e a corte que saira da capital, por motivo da peste, em 1509", reprodução de documento do arquivo daBiblioteca Nacional.

segunda-feira, janeiro 04, 2010
Ano novo, mais hábitos velhos

sexta-feira, janeiro 01, 2010
Ano novo, hábitos velhos

quarta-feira, dezembro 30, 2009
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Vade retro

quinta-feira, dezembro 24, 2009
Do they know it's Christmas?
Há 25 anos éramos todos muito novinhos e cheios de boas intenções, mas vestiamo-nos muito mal e tinhamos penteados ridículos - dirão os parolos que não conseguem ver mais que um palmo à frente do nariz.
Há 25 anos, havia muitos parolos que não conseguiam ver mais que um palmo à frente do nariz - e é, em grande parte, por culpa deles que o mundo está como está. Ou seja: muito pior que há 25 anos atrás!
É por causa dos parolos - de ontem e de hoje - que esta música e este vídeo, apesar de esteticamente "datados" continuam a fazer todo o sentido. Triste sentido...
Não sejamos parolos.
(Ah, pois: feliz Natal para todos vós, se for caso disso.)
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Alexandre Castanheira na apresentação do Ciclo da Serpente:
«Existe em Almada um homem de que os habitantes interessados pelas coisas da cultura e da literatura ouvem falar, lêem em jornais e revistas, deliciam-se com a leitura do seu blog, escutam-no a dizer poemas seus nas poucas ocasiões a que se dispõe a tal e por quem perguntam muitas vezes "o que é feito dele?" nos variados silêncios a que se entrega e nos diferentes desaparecimentos de que desconhecemos as mais das vezes a razão.
Este homem, é assim, como dizer? Talvez mal comparado, como o concelho de Almada - tem vida própria! Por muito que isso custe a algumas pessoas que, em vez da sua actividade criadora, gostariam era de conhecer em pormenor como ele vive, como se situa nesta terrível sociedade em que todos vivemos livres (segundo a Constituição da República) mas, na realidade, prisioneiros de leis e regras para que não contribuímos nem ninguém nos pede opinião, enclausurados, espiados, constrangidos a uma vivência em que só nos é permitido sobreviver como Humanos. E porque tem vida própria, reage, decide, interroga, recusa, ri, despreza, ajuda, bate-se, fazendo assim parte de um pequeno (pequeno à escala da população global do País, mas que ainda conta talvez com uns milhares) ... de um pequeno número de seres independentes que se mantém fiel à directiva libertária de Ary dos Santos: "podem acusar-me de tudo... mas poeta castrado, NÃO!"
Pois agora esse homem, registado no mundo literário como ANTÓNIO VITORINO, resolveu abrir a arca dos seus segredos, por alguns considerados mistérios, e dar-nos a possibilidade de o conhecer melhor.»
Texto completo em
http://umaefemeridemotivadora.blogspot.com
terça-feira, dezembro 22, 2009
Um círculo de poesia, em Moura
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Earth Song
O Ciclo da Serpente em Almada
Quero agradecer a todos os que fizeram questão de não faltar a este evento. Foram poucos mas bons. E tiveram a oportunidade de assistir a um grande recital de poesia, pelos actores (e poetas, também eles) João Vasco Henriques e José Vaz.
(Fotos de Rui Tavares)
quarta-feira, dezembro 16, 2009
ÍCARO

atormentaste a solidão do impossível e os castigos
da poesia.
muito cedo se fez corpo em teu dia. muito cedo
amaste outro labirinto.
ícaro,
caiste para salvar a humanidade. ora pro nobis.
António Vitorino
O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas (1989)
Edição Poetas Almadenses, colecção Index Poesis.
Almada, Dezembro de 2009
É hoje!

Depois de quase três décadas a guardar papelada em gavetas, publico finalmente um livrito que se veja. Chama-se "O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas". Foi escrito em 1989, mas só vai ser editado em livro agora - muito devido ao incentivo e à insistência (no bom sentido, claro!...) do professor Alexandre Castanheira (que, de resto, escreve um notável prefácio a este livro - e à minha "obra literária" não editada, que ele conhece como poucos).
O lançamento é hoje - quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009 - a partir das 21h30, na Sala Pablo Neruda do Fórum Municipal Romeu Correia (biblioteca central de Almada).
A edição é do colectivo Poetas Almadenses (associação informal de autores cá do burgo).
A seguir à apresentação do livro, José Vaz e João Vasco Henriques farão a leitura dos poemas, num recital sonorizado pelo projecto "O Burro e o Cigano". Se os meus estimados amigos e potenciais leitores quiserem, também posso dar autógrafos no final (apesar de não ter jeitinho nenhum para essas coisas). Infelizmente não vos posso oferecer um copito com qualquer coisa dentro. A menos que água vos satisfaça.
Aproveito o ensejo para lembrar que, no sábado à noite, farei a apresentação deste livro em Moura, no Teatro Fórum.
Não quero deixar de agradecer, também, à directora da colecção Index Poesis, Ermelinda Toscano (como e óbvio, sem a sua colaboração e empenho seria impossível publicar este livro), ao Rui Tavares (autor da capa e contra-capa do livro), à Sofia Chanoca (a modelo que, sem saber muito bem como, se viu metida nesta "alhada"), aos actores que vão fazer a leitura dos poemas. E, por último mas não menos importantes, a Andreia Egas e Jorge Feliciano - que me vão receber (receber bem, espero...) em Moura!
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Are "friends" electric? - perguntava Gary Numan, em 1979
Esta música tem 30 anos. É de 1979 - mas, de alguma forma, é também um dos temas "fundadores" dos anos 80. Não dos "míticos" anos 80 - dessa pseudo-"alegre e colorida" década inventada agora, talvez para fazer esquecer as agruras desta em que vivemos... Não: dos anos 80, anos 80 mesmo.
"Are "friends" electric?" aparecia no primeiro álbum de Gary Numan. Vinha na sequência de sonoridades desenvolvidas ao longo dos anos 70 por bandas como os Kraftwerk - mas tinha já qualquer coisa muito típica da década seguinte. Qualquer coisa "dark". Algo que podia até fazer lembrar o Blade Runner - não fosse esse filme de 1982...
Confesso que não gostei muito. Eu andava era a ouvir rockalhadas. Essa coisa da "pop electrónica" era, para mim, audível só no "formato" Buggles ou OMD.
Porém, como disse nos idos de quinhentos um grande poeta português, "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança, todo o mundo é composto de mudança". E, como diz o povo, "para melhor muda-se sempre".
A chatice é que a mudança nem sempre é para melhor. Vejam como estamos agora, 30 anos depois desta canção.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
«O mau gosto, o pirosismo, é uma forma de Fascismo!», dizia o maestro Victorino d'Almeida, em 1987


