Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Os Pescadores da Costa da Caparica!


No fim de semana em que o Sporting joga com o Pescadores da Costa da Caparica (jogo de futebol para a Taça de Portugal), pareceu-me pertinente lembrar que o clube do concelho de Almada não tem esse nome por acaso. É mesmo porque a Costa de Caparica é uma terra de grandes tradições piscatórias.

A comunidade de pscadores da Costa tem também, desde os anos 80, a devida homenagem consubstanciada numa escultura. (Aliás, uma das mais interessantes obras de arte pública erigidas no concelho, durante aquele período - na minha modesta opinião).


Transcrevo, do site Almada Digital:

Escultura em bronze de Jorge Pé-Curto que homenageia a arte dos pescadores da Costa Caparica. Através da expressividade no rosto e no gesto das quatro figuras, o artista conseguiu transmitir a dureza, e também a poesia, de uma vida feita de pedaços de mar, lágrimas e muita coragem. A peça é assente sobre uma base em pedra, cuja forma sugere a proa de um barco.

Autor: Jorge Pé-Curto
Data da inauguração: 4 de Outubro de 1986
Localização: Cruzamento da Avenida 25 de Abril, da Rua Gil Eanes e da Avenida do Movimento das Forças Armadas, Costa da Caparica

Fonte: Portal ACD - Almada Digital

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Não sou anarquista, como se sabe. Mas apoio a luta do CCL para continuar naquele espaço!


Leio, no blogue A Tribuna do Marreta


QUEREM DESPEJAR O CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA

O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos, está a ser ameaçado de despejo por parte do proprietário.

O CCL é um ateneu cultural anarquista fundado em 1974 por velhos militantes libertários que resistiram à ditadura, ocupando desde então o espaço arrendado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço fundamental para o anarquismo em Portugal acolhendo sucessivas gerações de anarquistas e libertários. O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com material anarquista editado ao longo dos últimos cem anos, assim como uma distribuidora de cultura libertária. Durante a sua existência, o Centro acolheu várias actividades, tais como debates, passagens de vídeo ou diversos ateliers. Diferentes publicações aqui se editaram, como a Voz Anarquista nos anos 70, a Antítese nos anos 80, o Boletim de Informações Anarquista nos anos 90 e o Húmus, mais recentemente.


Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações.


O Centro vai recorrer desta decisão. Nesta nova fase é preciso suportar custos que dizem respeito ao recurso e aos honorários do advogado.


Até à data ainda não sabemos exactamente a quantia necessária mas, pelo que averiguámos, será necessário reunir umas largas centenas de euros.

O contexto que deu origem a este caso não diz respeito apenas ao Centro de Cultura Libertária, mas a todos aqueles que se vêm a braços com a falta de escrúpulos dos senhorios e restantes especuladores imobiliários. É importante relembrar que, ainda que este processo tenha sido iniciado sob alegações do ruído excessivo produzido pelos frequentadores do Centro, estão em causa outros interesses, nomeadamente o do senhorio em rentabilizar o espaço, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado agora.

O desaparecimento deste Centro significaria a perda de um importante espaço de reflexão, debate, luta e resistência.


À semelhança dos/as companheiros/as que lutaram para que este espaço existisse, resistiremos uma vez mais, e NÃO perderemos o CCL nem às mãos dos tribunais, nem da especulação imobiliária nem por nada.


Continuaremos a lutar para que este espaço continue!

Toda a solidariedade e apoio que possam dar força à resistência do CCL é da máxima importância e urgência.


Ver notícia completa em

(Pequena nota de rodapé: é apenas por limitações conjunturais - de tempo e de acesso a computadores - que não escrevo já a minha opinião sobre a importância que espaços culturais alternativos, como este, têm na sociedade cada vez mais "formatada" em que vivemos - mas hei-de escrever sobre isso, espero que não daqui a muito tempo)

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

"Nova Iorque sacrifica estradas pela mobilidade" !


Do site Menos um Carro, transcrevo, sem acrescentar ou diminuir nada:

«A cidade de Nova Iorque arrancou, em 2007, com o seu plano para melhorar a sustentabilidade urbana. A iniciativa tem o nome de código PlaNYC e tem como objectivo “a construção das eficiências naturais da cidade”.

Uma das mais importantes acções do plano passa por melhorar a mobilidade sustentável. Isto apesar de – e este dado não é muito conhecido pelos cidadãos – os cerca de 8,5 milhões de cidadãos de Nova Iorque serem dos mais “verdes” de todos os Estados Unidos.

O plano tem alguns objectivos “agressivos”, como diminuir as mortes por acidente de viação para metade, duplicar as taxas de utilização de bicicleta e, não menos importante, começar a percepcionar as ruas como espaços públicos valiosos, em vez de meros corredores de trânsito.

Segundo a comissária da cidade de Nova Iorque para a área dos transportes, Janette Sadik-
Kahn, várias acções estão já a decorrer para transformar, por exemplo, os ciclistas em cidadãos privilegiados do trânsito nova-iorquino.

Depois da transformação da histórica Broadway Boulevard numa “avenida protegida para bicicletas”, os últimos dois anos trouxeram mais 52 hectares de estrada transformados em ciclovias.

“Estamos a fazer com que as pessoas sintam desejo pelos espaços públicos. À medida em que as estradas forem desbloqueadas, as pessoas farão tudo para as utilizar”, alertou.

Aliás, desde que se tornou comissária do Departamento de Transportes da Nova Iorque, Janette Sadik-Khan elegeu como prioridade tornar as ruas da cidade norte-americana mais ciclistas e pedestres, privilegiando a inovação e o pensamento “fora da caixa”.

E - e agora falamos nós - se uma das maiores metrópoles do mudo consegueencontrar uma forma inovadora para melhorar a mobilidade sustentável, porque não haverá de Lisboa – ou outra qualquer cidade mundial – consegui-lo?»

em

Terça-feira, Novembro 10, 2009

"Tomar Partido" - poema de José Carlos Ary dos Santos, dito pelo próprio

No dia em que se assinalam 25 anos sobre a morte de José Carlos Ary dos Santos, eu lembro aqui uma faceta incontornável do poeta: o militante comunista! Claro que Ary foi muito mais que um panfletário. Mas foi, também, isto: autor corajoso, que tomava partido!

Biografia e mais poemas no site As Tormentas:

http://www.astormentas.com/din/biografia.asp?autor=Ary+dos+Santos

Domingo, Novembro 08, 2009

Mr MacPhisto...

«People of the former Soviet Union, I'm giving you capitalism - so now you can all dream of being as wealthy and glamourous as me!»

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

A LATA CONTINUA?


Este PS almadense é inefável! Olhem o que eles inventaram agora: José Gonçalves, vereador reeleito nas listas da CDU, tem neste mandato a presidência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS). Onde o senso comum (e os jornalistas eventualmente melhor informados) veriam uma "promoção" com vista à futura "candidatura" de José Gonçalves a presidente de Câmara, vê o PS cá do burgo uma penalização!

Leia-se o que dizem os "socialistas", citados pelo Notícias de Almada: «a CDU finalmente admite sacrificar» José Gonçalves!?

Trocando em miúdos, o que o PS parece querer dizer é que José Gonçalves portou-se mal enquanto presidente da ECALMA e, portanto, vai de castigo para os SMAS. No lugar dele fica Rui Jorge Martins (suponho eu que por ter maior paciência para aturar disparates de tamanho quilate... mas isto é só um palpite meu).

Ora bem. O PS sabe - ou devia saber, se até eu sei!... - que os argumentos que apresenta são falsos. Ou, dizendo de forma mais abreviada: são mentira! Ou, usando uma expressão popular: é preciso ter uma grande lata para dizer isso!

O que aconteceu, de facto, para que José Gonçalves passasse da ECALMA para os SMAS foi a necessidade de substituir o anterior presidente dos Serviços Municipalizados, Nuno Vitorino.

Este era o sexto nome da lista da CDU nas eleições para a Câmara de Almada, e não foi eleito.

Era preciso encontrar uma solução. Sugeriu-se a hipótese de a Nuno Vitorino ser confiado um cargo como o de administrador-delegado, mesmo não escrutinado pelo voto popular (o que - julgo eu - seria novidade na Câmara de Almada, embora seja prática comum em muitos serviços descentralizados da Administração Central). A maioria (relativa, está bem) CDU decidiu não o fazer. "Perdeu-se" um quadro competente e experiente no que diz respeito à gestão pública da água e saneamento básico. Mas, por outro lado, respeitou-se o mandato popular.

Havia, então, que escolher alguém com o "perfil" adequado para aquelas funções. Do lote de vereadores disponíveis, José Gonçalves parecia o mais indicado. Foi o escolhido. E muito bem, na minha opinião.

Na minha opinião, também, a ECALMA e o Plano de Mobilidade ficam muito bem entregues ao vereador Rui Jorge Martins. Pode o PS tirar o cavalinho da chuva: a mudança de vereador não implica mudanças substanciais na política seguida até agora nesta área do ordenamento do território urbano de Almada. A CDU não tem nenhuma intenção de reabrir ao trânsito automóvel as avenidas centrais da cidade. E ainda bem - porque a solução não passa por aí, mas pelo aumento do número de lugares de estacionamento, pelo incentivo à utilização dos transportes públicos e pela dinamização do comércio tradicional.

É isso mesmo que a Câmara de Almada tem vindo a fazer. E vai continuar. Digo eu, que em muitos anos de jornalismo nunca fiquei à espera que as notícias me fossem oferecidas de bandeja. Vocês, leitores deste blogue, acreditem em quem quiserem.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Eu não acreditava em políticos com sentido de humor mas lá que eles existiam existiam. Pelo menos no século passado...



Em Portugal é raro encontrar um político com sentido de humor. Nas minhas lides jornalísticas raramente encontrei um que...

Mas esperem aí. Eu estou a começar mal esta crónica. Não era bem isto o que eu queria dizer.

Por acaso conheço até uma boa mão-cheia de políticos com sentido de humor - só que não o manifestam em público.
Recomeçemos, portanto. O que eu queria dizer é que em Portugal é raro encontrar um político que, no exercício das suas funções, consiga demonstrar algum sentido de humor, e... Ops! Espera aí, acabo de me lembrar de dois ministros do anterior governo que até gostavam de dizer umas chalaças, e tal... Um deles, salvo erro, fez até grande furor com uma rábula taurino- parlamentar, não foi?

Pronto, confesso que isto não está a correr bem...

Já vi que o melhor é mesmo deixar-me de rodeos, perdão, de rodeios, e ir directamente ao assunto.

Em Dezembro de 1999, fui de Portalegre a Évora, a mando do meu director Rui Vasco Neto, fazer uma entrevista com Carlos Zorrinho, político que era então apontado como futuro Alto Comissário para a Região Alentejo.


Mas - não sei se por Carlos Zorrinho ser considerado, nessa época, um político hábil e "brincalhão" ("brincalhão" no bom sentido, note-se) - não fui sozinho: fui com um colega de redacção chamado Ricardo Galha. A táctica que nos fora dada pelo "mister" Rui Vasco era a
seguinte: tu, Ricardo, conduzes a entrevista; e tu, Vitorino, fazes as perguntas mais incómodas.


Por acaso (ou não...) acabei por ser eu a fazer quase todas as perguntas... incluindo as mais incómodas.

Mas o que me interessa registar aqui é que, de facto, Zorrinho conseguiu, nessa conversa, ser brincalhão qb, sem fugir a nenhuma pergunta (contrariamente a algumas "enguias" que encontrei pelo caminho - muitas delas, curiosamente, do mesmo partido, ou seja, do PS - que só foram "brincalhões" no mau sentido), demonstrando sempre um conhecimento rigoroso dos
assuntos (dos "dossiers") e, ao mesmo tempo, uma facilidade e clareza de expressão que muito facilitou o nosso (dos jornalistas) trabalho. Ou seja: disse o que tinha a dizer, sem ser chato, monocórdico ou repetitivo, e de forma a que toda a gente entendesse. Exactamente o contrário do que estou a fazer neste texto, portanto.

Foi uma das entrevistas que me deu mais "gozo" fazer. Mesmo na rádio (onde comecei em 1992) não tivera a oportunidade - ou a sorte? - de encontrar figura política tão interessante. E não estou a ironizar, não senhor!

Deixo-vos aqui as páginas do Jornal D'Hoje com a mencionada entrevista feita ao supracitado político na referida ocasião. E, se as deixo aqui, é por mera curiosidade histórica, como é óbvio!...






Claro que, mais tarde, em Setúbal, ao serviço do Sem Mais Jornal, voltei a fazer duas ou três perguntazitas a Carlos Zorrinho - mas foi num ambiente mais formal, de conferência de imprensa. E o senhor político era, nesse tempo, já secretário de Estado. Da Administração Interna, por sinal. E com a Administração Interna não se brinca.

(Notas do redactor: Carlos Zorrinho é, na legislatura actual, secretário de Estado da Energia; nas páginas do Jornal D'Hoje aqui reproduzidas não aparece nenhuma piada que tivesse sido deliberadamente produzida na ocasião, nem tinha de aparecer: piada é piada, sentido de humor é uma coisa ligeiramente diferente e mais subtil, capisce?)

Domingo, Novembro 01, 2009

António Sérgio - mais uma voz da rádio que se cala. Mas que fica na nossa memória!


Na primeira metade dos anos 80 "do século passado", andava eu muito entusiasmado com um programa de rádio chamado Rock em Stock, que passava à tarde na Rádio Comercial. Foi nesse programa que ouvi, pela primeira vez, referências a um outro, que se chamava Rolls Rock.


Passava este, se não me engano, na mesma estação emissora, mas às duas "da manhã". E isso era muito tarde para mim!

Enfim, numa dessas noites de 1981, lá consegui ficar acordado até mais tarde. E ouvi: a verdadeira onda alternativa no rock de então encontrava-se ali, e não no Rock em Stock!

Era um fascínio. A música e a voz: um tal António Sérgio, de registo profundo, muito grave, muito quente.

Anos mais tarde a minha paixão pela rádio consubstanciou-se: trabalhei primeiro numa "pirata" e depois, já como jornalista, em rádios mais "a sério". António Sérgio nunca foi, para mim, um modelo (nem eu tinha voz para isso!). Mas foi, modelo e referência, para a minha geração! E para as gerações que vieram a seguir.

Leio, no site da TSF:

António Sérgio, último dos radialistas com programa de autor, morreu sábado à noite em consequência de um problema cardíaco, mas a sua influência nas ondas hertzianas estendeu-se ao longo dos anos, na divulgação da chamada música alternativa.

Homem da rádio, António Sérgio, de 59 anos, começou em 1968 na Rádio Renascença, seguindo as pisadas do pai, mas foi no final da década de 1970, quando ingressou na Rádio Comercial, que a sua popularidade se consolidou, ajudando a divulgar novos estilos e tendências da música moderna. Programas como Rotação (de 1977 a 1980), Rolls Rock, Som da Frente (de 1982 a 1993), Lança-Chamas, O Grande Delta (de 1993 a 1997) e A Hora do Lobo, todos na Rádio Comercial, foram a sua imagem de marca na ondas da rádio.

em


E não tenho mais nada a acrescentar. A não ser a minha modesta homenagem. Que aqui fica.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Grafitis em Almada: um exemplo de 1997


Almada tem, finalmente, um concurso de grafitis. Digo "finalmente" porque a arte não é nova (obviamente) e nesta cidade tem florescido (permitam-me a expressão) desde, pelo menos, a segunda metade da década de '90.

Claro que há - como em todas as artes! - bons e maus grafitis, bons e maus "writers"... (E é claro, também, que a noção de "bom" e de "mau" é sempre subjectiva, está sujeita a modas e/ou ao ambiente cultural de determinada comunidade, ou comunidades, em determinado momento histórico.)

Em 1997, a minha estimada amiga jornalista Marina Caldas fazia, para o jornal almadense Sul Expresso, uma interessante peça sobre esta (então "nova") arte de rua. Foi ouvir as opiniões dos habitantes de Miratejo... E não é que a maioria até apoiava e apreciava o trabalho dos "writers" dessa época?

Eram os anos 90 "do século passado". Havia uma abertura de espírito da população em geral para manifestações culturais "alternativas" como eu não vi nem antes (anos 80) nem - muito menos! - depois (nesta década tristonha em que ainda vivemos).

Entendam-me: agora até há mais espaço para manifestações culturais "alternativas". Mas há, também, mais preconceito. Pelo menos em Almada. Ou não?

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Debaixo do Bulcão, poemas de 1997



Novidades no blogue Debaixo do Bulcão: poemas da edição número 6, editada em Novembro de 1997.

Para quem não sabe e eventualmente quer saber: Debaixo do Bulcão poezine é uma publicação literária em formato alternativo (um fanzine de poesia - logo, um poezine), publicada em Almada desde Dezembro de 1996.


(A propósito de poesia: está para muito breve o lançamento de "O Ciclo da Serpente", poemas meus de 1989, com prefácio actual de Alexandre Castanheira, numa edição Index Poesis, do projecto Poetas Almadenses. Irei dando notícias.)

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Correio electrónico faz 40 anos. Com tanta vitalidade (leia-se: spam) nem se nota, pois não?


Do site Ciência Hoje:

«A primeira mensagem de correio electrónico entre dois computadores (e-mail em rede) situados em locais distantes foi enviada em 29 de Outubro de 1969, quase dois meses depois do primeiro nó que deu origem à Internet.

O texto dessa primeira mensagem continha apenas duas letras e um ponto - "LO.". O investigador da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), Leonard Kleinrock, queria escrever "LOGIN", mas o sistema foi abaixo a meio da transmissão.

A mensagem seguiu do laboratório de Kleinrock na UCLA para o de Douglas Engelbart no Stanford Research Institute, utilizando como suporte a recém-criada rede da ARPA (Advanced Research Projects Agency), agência financiada pelo governo norte-americano. O primeiro nó de ligação entre dois computadores da Arpanet tinha sido estabelecido pouco tempo antes, em 02 de Setembro de 1969, pelo que a história da Internet e do e-mail em rede se confundem. (...)»

Notícia completa em

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Música Moderna em Almada...


Este fim de semana decorre, na Incrível Almadense, mais um Concurso de Música Moderna de Almada. É já a 6.ª edição.

As origens do concurso encontram-se nos anos 90 quando a "música moderna" almadense atravessava um período de excepcional crescimento e criatividade. Em 1995, a Câmara de Almada decidiu organizar uma série de espectáculos com bandas do concelho. Um festival ao qual foi dado o nome de "Mostra Zero" - porque era uma experiência para o que viria a seguir.

Convido-vos a conhecer um pouco dessa história, tal como a contei no blogue Almada Cultural (por extenso):


Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Saramago versus Fundamentalismo Lusitano?


Estava eu aqui preocupado com a polémica criada à volta do novo livro do Prémio Nóbel (perdão, Nobel) português, José Saramago. E apetecia-me escrever sobre isso.

Mas vale a pena? Para quê - se a polémica é, afinal, pouco mais que uma tempestade num copo de água (mas que vai, certamente, ajudar a vender muitos livros)?

Saramago disse o que é óbvio: a Bíblia está repleta de cenas cruéis (o Antigo Testamento, então é, nesse aspecto, de bradar aos céus!). O Deus judaico-cristão é ele (ops... Ele) próprio, em muitos momentos, instigador (ou desculpabilizador, no mínimo) dessa violência.

A história de Abel e Caim (na qual se inspira o novo livro de Saramago) é disso um exemplo acabado.

E daí? Porquê tanto alarido?

Notícias sobre este caso na imprensa portuguesa:

(E apetece dizer, como Saramago citado pelo Diário Digital: «Há qualquer coisa de estranho neste país». Não apetece?...)

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Finalmente, um concurso de graffitis em Almada!


Em Almada existem alguns dos melhores graffitis que conheço. Claro que também há muito lixo (como em todo o lado). Mas, por cá, temos obras de arte, pública e urbana, muito interessantes.

A Câmara de Almada decidiu, finalmente, promover um concurso de graffitis (à semelhança do que existe, por exemplo, no vizinho Seixal).

A partir deste sábado teremos a oportunidade de ver algumas paredes do concelho valorizadas com a criatividade destes artistas...

E já era tempo de fazer uma coisa destas!

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Derrota de Pedroso ou derrota do PS?


O candidato do PS à Câmara de Almada assumiu o resultado como uma «derrota pessoal». Mas será mesmo? Ou terá sido, o resultado eleitoral do PS, a derrota de uma certa forma de fazer "política"?

De facto, não tenho qualquer informação concreta que me permita avaliar se foi Pedroso ou o PS quem não cativou o eleitorado almadense. Na dúvida, prefiro acreditar que os almadenses penalizaram a política oportunista dos "socialistas" cá do burgo e não o homem que, em 1996, foi o responsável pela criação do Rendimento Mínimo Garantido (medida governamental que teve um dos projectos-piloto na freguesia da Caparica, Almada).

As pessoas têm a memória curta, é certo.

As pessoas devem, no entanto, lembrar-se ainda muito bem do oportunismo político do PS-Almada quando esse partido se "cola" tão descaradamente (permitam-me a expressão) às reivindicações dos comerciantes da zona pedonal da cidade. As pessoas devem lembrar-se, também, do grande descaramento (desculpem lá o qualquer coisinha) que foi, por exemplo, um certo abaixo-assinado sobre estacionamento em Cacilhas, que apareceu anónimo e foi, posteriormente, reivindicado pelo PS ("recuo da Câmara! vitória dos almadenses!", proclamavam então os "socialistas").

E certamente não passou despercebido aos almadenses o esforço feito por alguns apaniguados do PS, anonimamente e em blogues não identificados com o partido (e com uma grande "lata", perdoem-me a franqueza), para apelar ao voto "em Paulo Pedroso". Ou seja, na lista do PS.

Nem todos se enganaram na altura de meter as cruzinhas no boletim de voto! Muitos eleitores não foram na cantiga!

Acredito, pois, que a derrota foi do PS e não de Paulo Pedroso.

Quando o dirigente do Partido Socialista afirma, como afirmou, que "o resultado destas eleições, em que o PS obteve 23.86 por cento dos votos, contra 38.67 da CDU, «foi uma derrota pessoal, que não deve, de modo nenhum, ser atribuída ao PS» (segundo o Diário de Notícias) está, sem dúvida, a ter uma atitude muito digna (nem eu esperava dele outra coisa). Mas, na verdade, não faz mais que lançar uma nuvem de fumo (ou meter um biombo à frente, se preferirmos a expressão usada noutra ocasião pelo próprio) para disfarçar as verdadeiras razões da derrota.

Ou melhor dizendo: aquelas que eu considero serem as verdadeiras razões. E que já expliquei acima.

Porque, aqui para nós que ninguém nos escuta, eu penso que Paulo Pedroso foi, até, uma das melhores escolhas que o PS teve até hoje, em Almada. (E estou a lembrar-me, por exemplo, de Torres Couto ou de Leonor Coutinho.)

Em 1996 (no tempo do primeiro governo Guterres) Paulo Pedroso era um dos protagonistas da reviravolta política tão aguardada - e que, esperava-se, iria pôr termo a 10 anos de arrogância e insensibilidade social dos executivos PSD / Cavaco Silva.

Tive, nesse ano, oportunidade de fazer uma extensa entrevista por telefone com Paulo Pedroso (coordenador do então recém-criado Rendimento Mínimo Garantido).

Gostei de conhecer as intenções do dirigente do PS.

«A preocupação é prestar um apoio global. Ou seja, é como o primeiro degrau de uma escada. As pessoas que vão beneficiar do RMG são pessoas que andam aos trambolhões pela escada abaixo: provavelmente perderam o emprego, perderam o subsídio de desemprego, perderam os mecanismos de apoio social, encontram-se numa situação de total carência económica e portanto de inserção social. O RMG é o primeiro degrau. O objectivo último é diminuir a incidência de problemas sociais.» (Sul Expresso, Agosto 1996)

Assim mesmo é que devia ter sido!

Mas parece que não são só "as pessoas" que têm a memória curta. O PS também parece não ter lá muito boa memória.

Esquecem-se das preocupações sociais. Esquecem-se que são (de nome, pelo menos) "socialistas".

E depois dá no que deu, em Almada. Com Pedroso ou sem ele, as políticas do PS têm sido sucessivamente rejeitadas nas eleições autárquicas.

Mas parece que nem assim aprendem...

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

O vencedor das eleições em Almada: PCTP/MRPP!!! (Vá lá, não se riam.... Ou preferiam que eu dissesse que foi o PS, para ter ainda mais piada?)


Em Almada, o PCTP/MRPP obteve uns espantosos 4,55% na votação para a Câmara Municipal. Resultado histórico em escrutínios autárquicos neste concelho. Com esta votação, o PCTP/MRPP foi o principal (para não dizer mesmo o único) responsável pela perda da maioria absoluta (e de um mandato) por parte da CDU.

Então, se o objectivo da "oposição" para estas eleições era tirar a maioria à CDU, e se quem o conseguiu fazer, na prática, foi o PCTP/MRPP - logo é esse o partido vencedor das eleições!


Elementar, meus caros!

Podem os "socialistas" tirar o cavalinho da chuva - desceram (mais uma vez!...) em votos e em percentagem - e agradecer aos camaradas do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado o facto de estes terem conquistado votos que, em circunstãncias normais, iriam para a CDU.

É habitual dizer-se, no futebol, perante resultados inesperados que "só foi surpresa para quem não viu o jogo". Ora neste caso, adaptando a lógica futeboleira a coisas mais sérias, podemos dizer que o resultado do MRPP só foi surpresa para quem não viu o boletim de voto.

E, para quem não é de cá, para quem não viu o boletim de voto, ou para quem viu mas não observou com atenção, (agora já vão tarde, amiguinhos...), eu explico.

Nos boletins para a Assembleia Municipal e para a Assembleia de Freguesia (pelo menos para a minha...) a lista que aparecia em primeiro lugar, no topo, era a da CDU: foice e martelo mais girassol. Nos boletins para a Câmara Municipal, aparecia em primeiro lugar o PCTP/MRPP (foice e martelo, só) e logo abaixo a CDU. Há muitos anos que há quem faça confusão com os símbolos - imagine-se, então, o que terá acontecido agora!

Eu já sei que, por esta altura, haverá leitores a acusar-me de ser falacioso e a dizer que estou à procura de desculpas para a "derrota" (que nem o foi, aliás...) da CDU.

Está bem. Então vamos lá a factos. Ou seja: aos números oficiais do escrutínio, para Câmara e Assembleia Municipal - disponíveis em http://www.autarquicas2009.mj.pt/ - e vamos comparar as votações para os dois órgãos, e compará-las, também com as de há 4 anos. É assim:

Câmara Municipal:

CDU: 38,67% 27.521 votos 5 mandatos
(em 2005: 42,32%; 28.799; 6 )
PS: 23,86% 16.984 votos 3 mandatos
(em 2005: 25,63%; 17.437; 3)
PSD: 15,42% 10.977 votos 2 mandatos
(em 2005: 17,58%; 11.959; 2)
BE: 7,81% 5.555 votos 1 mandato
(em 2005: 7,03%; 4.785; 0)
PCTP/MRPP: 4,55% 3.237 votos !!!
(em 2005: 1,39%; 948 votos)


Compare-se isto com oa resultados para a Assembleia Municipal:

CDU: 38.33% 27.247; 14 mandatos
(38.81% 26.406; 14)
PS: 25.59% 18.190; 9 mandatos
(26.47% 18.011; 10)
PSD: 16.22% 11.527; 5 mandatos
(17.54% 11.936; 6)
BE: 9.96% 7.078; 3 mandatos
(9.6% 6.534; 3)

(PCTP/MRPP não concorreu à AM em ambos os actos eleitorais)

Como dizia um ex-patrão meu, social-democrata e tudo (para variar um bocado), "contas são contas"!

Como dizia, na noite das legislativas, o líder máximo do PS e primeiro-ministro acabadinho de indigitar, "só não vê quem não quer"!

Houve uma óbvia transferência de votos da CDU para o PCTP/MRPP. Resultado: a CDU ganha a Câmara, desta vez sem maioria absoluta e perde um vereador para o Bloco de Esquerda. Dito de outra forma: ao BE cai-lhe um menino... perdão, um mandato ao colo sem que (bem vistas as coisas) tenha feito muito para o merecer.

Já na Assembleia Municipal, a CDU tem uma vitória inequívoca, ao passo que a "rosinha", mais uma vez, sai meio murcha. Depois de tantos anos a fazer política rasteira.

Parece que nunca mais aprendem, estes "socialistas" em Almada! (Mas provavelmente ainda vão cantar vitória - estou para ver se antes ou depois de dizerem que falaciosos são os comunistas!...)

Enfim, como dizia outro famoso "socialista" - é a vida!
Ou, neste caso, o voto dos eleitores.