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quarta-feira, dezembro 23, 2009

Alexandre Castanheira na apresentação do Ciclo da Serpente:


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Existe em Almada um homem de que os habitantes interessados pelas coisas da cultura e da literatura ouvem falar, lêem em jornais e revistas, deliciam-se com a leitura do seu blog, escutam-no a dizer poemas seus nas poucas ocasiões a que se dispõe a tal e por quem perguntam muitas vezes "o que é feito dele?" nos variados silêncios a que se entrega e nos diferentes desaparecimentos de que desconhecemos as mais das vezes a razão.

Este homem, é assim, como dizer? Talvez mal comparado, como o concelho de Almada - tem vida própria! Por muito que isso custe a algumas pessoas que, em vez da sua actividade criadora, gostariam era de conhecer em pormenor como ele vive, como se situa nesta terrível sociedade em que todos vivemos livres (segundo a Constituição da República) mas, na realidade, prisioneiros de leis e regras para que não contribuímos nem ninguém nos pede opinião, enclausurados, espiados, constrangidos a uma vivência em que só nos é permitido sobreviver como Humanos. E porque tem vida própria, reage, decide, interroga, recusa, ri, despreza, ajuda, bate-se, fazendo assim parte de um pequeno (pequeno à escala da população global do País, mas que ainda conta talvez com uns milhares) ... de um pequeno número de seres independentes que se mantém fiel à directiva libertária de Ary dos Santos: "podem acusar-me de tudo... mas poeta castrado, NÃO!"

Pois agora esse homem, registado no mundo literário como ANTÓNIO VITORINO, resolveu abrir a arca dos seus segredos, por alguns considerados mistérios, e dar-nos a possibilidade de o conhecer melhor.»

Texto completo em
http://umaefemeridemotivadora.blogspot.com

terça-feira, dezembro 22, 2009

Um círculo de poesia, em Moura


Regressei a Moura, para visitar amigos e fazer a apresentação do meu livrito, O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas. Na Sala da Salúquia (Teatro Fórum de Moura), dia 19, sábado, à noite, aproveitando o acolhedor espaço da exposição/instalação "Objectos da Nossa Casa", de Andreia Egas, reunimos pouco mais de uma dezena de pessoas (alguns/algumas muito jovens!), para falar de poesia - e, principalmente, para ler poesia.




O lançamento do livro era só um pretexto. A ideia - bem concretizada, de resto - era lançar a semente para o que, esperamos, virá a ser um grupo de dinamização de Poesia naquela cidade. Jorge Feliciano, feito anfitrião, dissertou aos jovens sobre a importância do Debaixo do Bulcão (projecto que iniciei, em Almada, há 13 anos) e sobre o exemplo de "democratização dos meios de produção" (leia-se, neste caso, "edição" e "publicação") que tal projecto constitui.


Eu sou suspeito para avaliar se ele tem ou não razão. Mas espero, sinceramente, que o "exemplo" seja seguido, e que os "alunos" de Moura consigam (como é natural) vir a superar este "mestre" de Almada. Não "espero", apenas: estou, convictamente, convosco - e disposto a ajudar, sempre que necessário!


Avante, pois, jovens poetas!

sexta-feira, dezembro 18, 2009

O Ciclo da Serpente em Almada





Quero agradecer a todos os que fizeram questão de não faltar a este evento. Foram poucos mas bons. E tiveram a oportunidade de assistir a um grande recital de poesia, pelos actores (e poetas, também eles) João Vasco Henriques e José Vaz.
(Fotos de Rui Tavares)

quarta-feira, dezembro 16, 2009

ÍCARO


atormentaste a solidão do impossível e os castigos
da poesia.

muito cedo se fez corpo em teu dia. muito cedo
amaste outro labirinto.

ícaro,
caiste para salvar a humanidade. ora pro nobis.


António Vitorino

O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas (1989)
Edição Poetas Almadenses, colecção Index Poesis.
Almada, Dezembro de 2009

É hoje!


Depois de quase três décadas a guardar papelada em gavetas, publico finalmente um livrito que se veja. Chama-se "O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas". Foi escrito em 1989, mas só vai ser editado em livro agora - muito devido ao incentivo e à insistência (no bom sentido, claro!...) do professor Alexandre Castanheira (que, de resto, escreve um notável prefácio a este livro - e à minha "obra literária" não editada, que ele conhece como poucos).

O lançamento é hoje - quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009 - a partir das 21h30, na Sala Pablo Neruda do Fórum Municipal Romeu Correia (biblioteca central de Almada).

A edição é do colectivo Poetas Almadenses (associação informal de autores cá do burgo).

A seguir à apresentação do livro, José Vaz e João Vasco Henriques farão a leitura dos poemas, num recital sonorizado pelo projecto "O Burro e o Cigano". Se os meus estimados amigos e potenciais leitores quiserem, também posso dar autógrafos no final (apesar de não ter jeitinho nenhum para essas coisas). Infelizmente não vos posso oferecer um copito com qualquer coisa dentro. A menos que água vos satisfaça.

Aproveito o ensejo para lembrar que, no sábado à noite, farei a apresentação deste livro em Moura, no Teatro Fórum.

Não quero deixar de agradecer, também, à directora da colecção Index Poesis, Ermelinda Toscano (como e óbvio, sem a sua colaboração e empenho seria impossível publicar este livro), ao Rui Tavares (autor da capa e contra-capa do livro), à Sofia Chanoca (a modelo que, sem saber muito bem como, se viu metida nesta "alhada"), aos actores que vão fazer a leitura dos poemas. E, por último mas não menos importantes, a Andreia Egas e Jorge Feliciano - que me vão receber (receber bem, espero...) em Moura!