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terça-feira, outubro 18, 2011

Com Ecalma e sem Ecalma





A Ecalma começou, finalmente, a fiscalizar o estacionamento ilegal na rua das piscinas da Academia Almadense. Finalmente, mas com um atraso que continuo sem entender (e que continuam sem me explicar, uma vez que ainda não responderam - nem sei se pensam responder... - às perguntas que, há quase dois meses, lhes fiz sobre o assunto!).

Claro que a intervenção da Ecalma não resolve o problema de fundo: a falta de civismo e de respeito pelos outros que é quotidianamente demonstrada até à exaustão por quem vem aqui fazer dos passeios o seu "parque de estacionamento" (e note-se que nesta rua e nas imediações ninguém "precisa mesmo" de meter o carro em cima do passeio: há muitos lugares de estacionamento legal, à superfície e subterrâneo, muitos dos quais GRÁTIS! - como estou farto de explicar.)

Vejam as fotos. No primeiro caso (17 de setembro, a meio da tarde), estava a Ecalma de serviço, a maior parte dos passeios estava desimpedida mas mesmo assim havia quem metesse o carro "só um bocadinho" em cima do passeio (o que continua a ser ilegal - cf. Código da Estrada, artigo 49, alínea f - mas não é só por ser ilegal que isso que me incomoda... já lá vamos).

Nas fotos do meio; dia 18 de outubro, às 17h30, já fora do horário de serviço da Ecalma, começam a aparecer carros em cima do passeio; na foto seguinte, às 18h40, já se vê os passeios começando a ficar, mais uma vez, atafulhados de carros.

Na foto de baixo: dia 22 de setembro de 2011, uma situação que era habitual, todos os dias e praticamente a toda a hora, antes da intervenção da Ecalma.

A intervenção da Ecalma é bem vinda e resolve temporariamente alguma coisa. Mas é apenas um remendo, enquanto as pessoas continuarem a achar que podem desrespeitar a lei (e os direitos dos outros) à vontade desde que não haja nenhuma autoridade por perto.

Porque é isso mesmo o que acontece! Tem acontecido sempre, aqui!

Só começaram a respeitar o Código da Estrada e a meter o carro em lugares de estacionamento legais quando foram obrigados a isso!

E penso que, enquanto for mesmo necessária a intervenção da Ecalma, essa empresa não deve pactuar (e aqui não tem pactuado, felizmente) com facilitismos e porreirismos do género "tenho só dois pneus em cima do passeio, não estou a incomodar ninguém".

Porque é assim que começa a falta de respeito:

primeiro metem só dois pneus em cima do passeio porque "ainda passa um carrinho de bébé ou uma cadeira de rodas"...

depois ocupam o passeio todo porque "não há lugar para estacionar" e "até tive o cuidado de não meter o carro em frente a nenhum portão ou garagem, o que é que você quer?"

e por fim, chegam à situação documentada na última foto: carros por todo o lado, incluindo em frente a portões e a garagens porque "onde é que está o sinal de estacionamento proibido? não vi nenhum!"

Não, não estou a inventar: ouvi esse tipo de "argumentos" muitas vezes, nos últimos tempos - antes de a Ecalma começar a intervir nesta rua.

E como é que isto se resolve, então?

Há quem defenda a extinção da Ecalma e a sua substituição por uma polícia municipal... Mas uma polícia municipal teria exactamente as mesmas competências que a Ecalma, com a diferença que não teria horário de serviço: poderia, portanto, actuar a qualquer hora, mesmo depois das 17h30. Será isso mesmo o que querem os que defendem essa solução?

Eu penso que o problema resolve-se com menos medidas repressivas (que devem ser só as necessárias e só mesmo para quem insiste em não cumprir regras de cidadania) e mais ordenamento (e alguma pedagogia, também... embora, como se tem visto, aqui a pedagogia tenha pouco efeito).

Mais ordenamento e medidas permanentes, preventivas. Por exemplo, barreiras físicas que impeçam o estacionamento em cima do passeio (os chamados pilaretes).

E isso não é nenhuma ideia nova. Está no Plano de Mobilidade Acessibilidades 21, aprovado pela Câmara de Almada há 10 anos!!!

Vejam aqui os documentos do relatório-síntese desse plano:

http://www.almadadigital.pt/xportal/xmain?xpid=cmav2&xpgid=genericPage&genericContentPage_qry=BOUI=46665

Parece-me que só falta vontade política para o aplicar. Ou falta mais alguma coisa?

segunda-feira, setembro 26, 2011

Estacionamento em Almada: quando a propaganda e a realidade vivem em mundos diferentes (parte 2)

(Nas fotos: Rua Leonel Duarte Ferreira, Almada, Setembro de 2011. O parque "Conde Ferreira" fica ao fundo desta rua; o parque da Capitão Leitão fica a cerca de 50 metros do local onde foi captada a imagem de cima e a menos de 150 metros de qualquer localização nesta rua.)

Chegou-me hoje à caixa do correio o boletim da Junta de Freguesia de Almada, em cuja contra-capa se encontra este delicioso pedaço de prosa poética:

"Inaugurou no dia, 1 de Junho o último dos 5 novos parques de estacionamento previstos para Almada, designado Parque Capitão Leitão, que será gerido pela ECALMA. O novo parque, à semelhança do Parque Conde Ferreira, em pleno coração de Almada Velha trará decerto grandes benefícios tanto aos residentes, como ao comércio local, aos que usufruem dos serviços e da oferta cultural desportiva, ou apenas ao convívio, das diversas colectividades que enriquecem esta zona, como aos que trazem os seus filhos à escola, como ainda aos turistas que nos visitam e que obrigatoriamente incluem a zona histórica no seu roteiro".

Eu moro na Rua Leonel Duarte Ferreira (rua do incorrectamete chamado "parque Conde Ferreira, em pleno coração de Almada Velha") e até gosto muito de poesia, como se sabe. Mas esta prosa poética é de muito mau gosto e dá vontade de rir, no mínimo. Porque a realidade que toda a gente encontra aqui, há muito tempo - antes, mas também depois da construção dos novos parques - é o que se vê na imagem acima. E Ecalma nem vê-la, na rua do seu próprio parque de estacionamento. Aliás, dizem até que têm "ordens superiores" para não intervir aqui!!!

Mas espera aí... Estou a repetir-me, não estou? Já escrevi isto antes (em Maio) não escrevi?

Pois. Mas o boletim da Junta de Freguesia de Almada também vem agora com a mesma conversa (corte e cola, praticamente) que publicou em Maio passado.

E a verdade - a tal realidade, que todos conseguem ver mas que alguns julgam que se pode tapar com uma peneira - é que o problema, em vez de se resolver, agravou-se! É para isto que se gasta dinheiro em parques de estacionamento: para aumentar - e incentivar! - a utilização ilegal dos passeios e ter às moscas o parque que foi pago com dinheiro de todos nós? E a Ecalma, afinal, serve para quê? (A propósito: continuo à espera de resposta a duas perguntinhas muito simples que fiz à Ecalma. E fiz essas perguntas no dia 25 de Agosto. Há um mês...)

São ceguinhos, perderam a noção da realidade, ou andam só a gozar com os munícipes?

quinta-feira, agosto 25, 2011

Duas perguntas à Ecalma


Farto de esperar pela resolução de um problema a já me tenho referido muitas vezes (ver aqui) decidi apresentar o assunto por escrito à Ecalma - Empresa Municipal de Estacionamento e Circulação de Almada. Eis o conteúdo do email, que enviei hoje e para o qual aguardo resposta:

Exmos Senhores

Moro na Rua Leonel Duarte Ferreira, Almada (Bairro de São Paulo, junto às piscinas da Academia Almadense e a um parque de estacionamento da ECALMA).

Nesta rua encontram-se, todos os dias e a toda a hora, viaturas estacionadas ilegalmente em cima dos passeios.

Tenho, repetidamente, telefonado para a Ecalma a denunciar estes casos e a pedir que essa Empresa Municipal venha remover pelo menos as viaturas que estacionam em frente à minha casa impedindo-me o acesso ao contador da electricidade.

Sempre que telefono para a Ecalma, respondem-me aí que não podem intervir nesta rua devido a "ordens superiores".

Gostaria, pois, que me esclarecessem as seguintes dúvidas.

1 - As "ordens superiores" para não intervirem nesta rua existem, de facto?

2 - Se existem, quem é a entidade e a pessoa responsável por essas ordens, a quem me possa dirigir para reclamar deste incumprimento da Lei?

Sem outro assunto por agora, e aguardando resposta.

terça-feira, julho 26, 2011

Zona quê?


Pedonal:
adj. 2 g.
1. Relativo a pedestre.
2. Que só pode ser percorrido a pé. = PEDESTRE

(Dos dicionários)

Mas em Almada deve ter outro sentido qualquer... Porque é isto, todos os dias e a toda a hora.
O mais engraçado é que os comerciantes (e o PSD local) queixam-se de que "Almada morreu" e que não fazem negócio porque os clientes não podem levar o carro para a "zona pedonal" - se o fizerem, a Ecalma cai-lhes logo em cima. Pois, devem ter razão...


Devo ser eu que estou enganado. Com certeza vivo noutro planeta ou a minha máquina fotográfica tem alucinações e regista coisas que não estão lá.

A "zona pedonal" de Almada está deserta, dizem eles. Quem sou eu (ou a realidade) para os contrariar?

sexta-feira, julho 01, 2011

Câmara inaugura mais um parque de estacionamento. Entretanto, na vida real...

A 50 metros do novo (inaugurado hoje) parque da Capitão Leitão e do também recente (inaugurado há 5 meses) parque de São Paulo, há carros estacionados em cima do passeio ao longo de toda a rua Leonel Duarte Ferreira e arredores - onde, além dos parque da Ecalma, há muitos lugares de estacionamento à superfície, grátis e vazios. Note-se bem: não é por falta de estacionamento que estão em cima do passeio: é por falta de civismo e de fiscalização.

Ligo para a Ecalma:

- Boa tarde. Alguém estacionou uma viatura em cima do passeio em frente à minha casa, impedindo-me o acesso ao contador da luz. Já posso chamar a Ecalma para virem resolver o problema?

- Não. Continuamos a ter ordens superiores para não intervir nessa rua.

Pouco a acrescentar, portanto, ao que já escrevi sobre o mesmo assunto, aqui. Continua tudo na mesma, a Câmara sabe como resolver o problema, mas não o resolve, não deixa resolver, nem explica porquê.

E a mensagem que vai passando aos munícipes é: nestas coisas da mobilidade não levem muito a sério o que a gente diz, porque nós também não! É só propaganda.

É muito triste ver as coisas chegarem a este ponto.

quinta-feira, maio 19, 2011

Estacionamento em Almada: quando a propaganda e a realidade vivem em mundos diferentes


Chegou-me hoje à caixa do correio o boletim da Junta de Freguesia de Almada, em cuja contra-capa se encontra este delicioso pedaço de prosa poética:

"Inaugurado a 28 de Janeiro, o novo parque de estacionamento, com entrada pela Rua Leonel Duarte Ferreira, gerido pela ECALMA (...) trará decerto grandes benefícios tanto aos residentes, como ao comércio local, aos que usufruem dos serviços e da oferta cultural desportiva, ou apenas ao convívio, das diversas colectividades que enriquecem esta zona, como aos que trazem os seus filhos à escola, como ainda aos turistas que nos visitam e que obrigatoriamente incluem a zona histórica no seu roteiro".

Eu moro na Rua leonel Duarte Ferreira e até gosto muito de poesia, como se sabe. Mas esta prosa poética é de muito mau gosto. Porque a realidade é que, passados quase 4 meses desde a inauguração do parque, o que residentes, utentes de serviços e comércio local e turistas encontram continua a ser isto: carros estacionados em cima dos passeios, todos os dias e a todas as horas.



Note-se que, mesmo antes da inauguração do parque da Câmara gerido pela ECALMA, já existiam zonas de estacionamento grátis - que os automobilistas não utilizam, preferindo, em vez disso, ocupar os passeios (situação documentada no vídeo acima). A Câmara tem vindo a ser devidamente alertada para o problema, há mais de um ano. Mas tudo continua na mesma. Porquê?

Ora, estacionar (ou mesmo parar) em cima dos passeios é ilegal, de acordo com o Código da Estrada (artigo 49, alínea f). E a Câmara tem um instrumento chamado ECALMA para intervir nestes casos. Mas não faz nada. Porquê?

Fiz essas perguntas à ECALMA (e à Câmara) em Fevereiro. Disseram-me na ECALMA "temos ordens superiores para intervir em todas as ruas que estejam nas zonas de influências dos nossos parques, excepto nessa, enquanto não for colocada nova sinalização". Que sinalização? E é para demorar quanto tempo? Na ECALMA não me responderam a essa pergunta. E a Câmara não me diz nada sobre o assunto. Não confirma essas "ordens superiores" - mas também não as desmente!

Entretanto, até já existe nova sinalização.


(Sinalização recente, em Almada velha. O parque indicado como "São Paulo" é o da Rua Leonel Duarte Ferreira)

Mas a ECALMA continua a não intervir nesta rua. Porquê? Há mais sinalização para meter aqui? Qual? Para quando? E - a talhe de foice, já que falamos nisso - se assim for, porque é que responsáveis da Câmara me disseram, anteriormente, que não iriam intervir mais nesta rua, por se tratar de uma "área consolidada"?

Quando a ECALMA (empresa municipal) diz uma coisa e a Câmara outra, a conclusão óbvia é: ou não se entendem (nesse caso entendam-se lá) ou alguém está a mentir!

Quando a Câmara, em pouco tempo, parece mudar de opinião sobre o mesmo assunto e sem dar cavaco a ninguém (contrariando até a decisão da Assembleia Municipal que recomenda à Câmara que informe melhor os cidadãos sobre o papel da ECALMA e as leis e regulamentos em vigor), já nem sei bem o que pensar e o que dizer. Pior que isso: já nem sei em quem votar nas próximas autárquicas. Eu que sempre votei na (e apoiei a) CDU.

A CDU costuma ser (re)conhecida nas autarquias pelo seu projecto político, pela boa gestão e pela honestidade com que se dirige aos munícipes.

Fazer um parque de estacionamento com dinheiros públicos e depois não incentivar o seu uso - e, pelo contrário, fechar os olhos ao estacionamento ilegal - não me parece boa gestão nem boa visão política. Não informar devidamente as pessoas recusando-se a cumprir até uma deliberação da Assembleia Municipal também não me parece lá muito honesto.

E nem sei que mais vos diga...

terça-feira, março 22, 2011

O que é isto?



Uma carrinha da Misericórdia de Almada estacionou esta tarde no passeio em frente a minha casa. Porquê? Eu não os chamei! Parece que os vizinhos também não... E tenho a certeza que, se procurassem, encontravam lugares de estacionamento legal mais perto do local onde foram - supostamente... - dar apoio domiciliário.

"Lugares de estacionamento legal" são, caso não tenham entendido: os 2 parques grátis à superfície que existem aqui e, na falta de lugares nesses, o parque subterrâneo da ECALMA, que fica nesta mesma rua. Nos passeios é que não pode ser, diz o artigo 49 do Código da Estrada! E não abre exceção nenhuma para carrinhas de apoio domiciliário, mesmo que tenham um papelinho no pára-brisas a dizer que estão "em serviço" (não estão a fazer transporte de doentes, pois não? então? é preguiça de andar um bocadinho desde o estacionamento até à residência onde vão dar apoio?)

Eu sei que este pessoal se está a borrifar para as regras (para o código da estrada, neste caso): é frequente ver carrinhas desta instituição, nesta rua, em cima dos passeios mesmo quando há 3 parques de estacionamento aqui perto (e já os vi também noutra rua e noutro passeio: confirmem aqui).

Mas, se não têm emenda, pelo menos não voltem a faze-lo à minha porta, ok? Agradeço.

PS: Se alguém com responsabilidades nesta matéria tiver interesse, pode pedir-me o vídeo que fiz na mesma ocasião, com o qual demonstro que existiam mesmo lugares de estacionamento legais e vagos, naquele momento, e que não precisavam de meter a carrinha em cima do passeio. Não quero que vos falte esclarecimento nenhum.

sábado, dezembro 11, 2010

Metem os carros em cima do passeio porque "não há lugares para estacionar", é isso?



Carros estacionados em cima do passeio, com um parque de estacionamento GRÁTIS (e vazio...) mesmo ali ao lado. Acontece nesta rua de Almada, todos os dias e a qualquer hora.
Além deste, existe outro parque de estacionamento, também grátis, numa praceta a cerca de 15 metros dali.
Parar ou estacionar em cima dos passeios é proibido por lei (Código da Estrada, artigo 49, alínea f), punível com a remoção do veículo e, se necessário, bloqueamento até que essa remoção se efectue.
Quando alguém decidir acabar com este descaramento e fazer cumprir a lei, não se admirem nem se venham queixar de "intolerância" ou de "caça à multa", ok?

domingo, novembro 07, 2010

Este deve pensar que o passeio em frente à minha casa é dele!


Este carro está estacionado no passeio em frente à minha casa desde sexta-feira de manhã. Está, portanto, ilegalmente (artigo 49 do Código da Estrada, nº1 alínea f) e há mais de 48 horas (cf. artigo 163 do CE).

Peço a quem conheça o proprietário desta viatura o favor de lhe dizer para a retirar daqui rapidamente (ou ao próprio, se por acaso ler isto).

Ele não tem o direito de estacionar em cima de nenhum passeio (muito menos do passeio em frente à minha casa). Em contrapartida, eu tenho o direito de pedir às autoridades para cumprirem a lei e removerem a viatura do local onde estacionou ilegalmente.

E seria muito chato se eu tivesse que exercer os meus direitos de cidadania, não seria?


(Nota: eu sei que, se fossemos mesmo cumprir a lei, não havia reboques que chegassem para remover os carros "mal" estacionados só na minha rua. Mas este senhor abusa mais que os outros: tenho fotos do ano passado onde o mesmo carro aparece estacionado exactamente no mesmo local... E não pode ser. Isto não é o estacionamento privado dele.)

quarta-feira, setembro 22, 2010

A propósito de uma mentira sobre estacionamento em Almada


O novo parque de estacionamento da Avenida Bento Gonçalves acaba de ser inaugurado e, como era de esperar, já é alvo de polémica.

Uma das críticas que tenho visto repetidamente escritas em vários locais é que "o investimento não se justifica, porque antes havia ali 100 lugares de estacionamento e agora há 140, portanto só se criaram 40 novos lugares", etc. etc.

Sobre o investimento e sua justificação escreverei noutra oportunidade.

Sobre os supostos 100 lugares que ali "existiam", a única coisa que me ocorre é perguntar: existiam, onde?

Esta foto é de 2007. Como se pode ver, os lugares de estacionamento eram 57. E, desde então, nunca foram aumentados (e anteriormente, que me lembre, não eram mais do que isto).

Onde é que estavam esses tais 100 lugares de que se fala? Em que se fundamentam para ir buscar esse número?

E porque vieram agora com essa argumentação? Falta de memória? Falta de informação? Mentira deliberada?

Gostava de perceber, a sério...

terça-feira, junho 15, 2010

Por favor não estacione em cima do passeio e, já agora, não o faça à minha porta, pode ser? Obrigadinho e desculpe lá o incómodo.


Este senhor andou à procura de um sítio para estacionar o carro em Almada Velha e, pelos vistos, não encontrou melhor que o passeio em frente à minha porta embora existam outros locais: por exemplo, um parque de estacionamento de utilização livre, numa praceta mesmo ali ao lado - mas que, admito isso, o senhor possa não conhecer).
E, enfim, que estacione em cima do passeio ainda vá... É ilegal, segundo o Código da Estrada - mas como eu não sou fiscal da ECALMA nem polícia municipal não posso fazer o que a lei prevê para casos destes (e que é, simplesmente, a remoção do veículo).

Agora, estacionar em frente a um portão, quando tinha tanto espaço (ilegal na mesma mas ainda assim um bocadinho menos menos incómodo para quem precisa de circular a pé) noutros bocados de passeio ali à volta?! Não me parece lá muito bem!

Eu entendo que, por enquanto, ainda não existem muitos lugares para estacionamento nesta zona. Suponho que, assim que os dois novos parques de estacionamento da ECALMA (Capitão Leitão e Campo de São Paulo) entrarem em funcionamento , os automobilistas vão deixar de ocupar abusivamente os passeios.

Acredito que, com civismo. respeito pelas regras e boa vontade, imagens como estas irão em breve passar à História.

Espero não me enganar.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Guerra ao estacionamento em segunda fila??? E se for em terceira?!! E em quarta???

Cumprindo uma promessa feita, em tempos de campanha eleitoral, pelo seu actual presidente – o socialista António Costa - a Câmara Municipal de Lisboa declarou “guerra” ao estacionamento ilegal. (Olha, rima e é verdade!...)
Medida inevtavelmente polémica, mas que demonstra grande coragem por parte do autarca socialista, não é?
Pois, eu cá também penso assim! Parabéns à Câmara Municipal de Lisboa!
Mas... como justificar essa tão incómoda medida?
Ora vejam:


http://videos.sapo.pt/9GhytRnstovawYGZeO3r

Declarações do vereador Marcos Perestrello, da Câmara Municipal de Lisboa, ao Jornal da Tarde, da SIC (terça-feira, 11 de Setembro 2007):

Vereador: As pessoas estacionam nos lugares destinados ao estacionamento. Quando o estacionamento é em segunda fila, necessariamente há uma primeira fila. E essa fila é uma fila destinada a estacionamento. Não havendo lugares para estacionar nessas zonas, as pessoas devem dirigir-se ao parque de estacionamento mais próximo.

Jornalista: E se não houver parque de estacionamento?

Vereador: Há parques de estacionamento em todas estas zonas da cidade. Não havendo lugar para estacionar, as pessoas não podem levar os carros para as zonas onde não há lugares para estacionar.

Jornalista: E se não houver transportes públicos?

Vereador: A cidade é coberta por transportes públicos em toda a sua área.


Ora bem!
Eu imagino o escândalo que seria se isto fosse dito por um vereador da Câmara Municipal de Almada!
Só não caía logo o Carmo e a Trindade porque não os temos... Mas tenho cá um palpite de que cairia, pelo menos o Morro de Cacilhas e talvez uma coisita ou outra lá para as bandas do Centro Sul!...

E, no entanto, em Almada temos, nesta matéria de carros mal estacionados, situações bem mais flagrantes do que aquelas mostradas na reportagem da SIC.
Ora vejam:


Cacilhas, 13 de Julho, às 20h09. Não duas, nem mesmo três filas de estacionamento (conseguem contá-las?)... Algo que é habitual, há muito tempo, aliás...


Avenida Nuno Álvares Pereira, 21 de Agosto, 16h02. Lugares de estacionamento (com parquímetro, pois...) desocupados.


Avenida Nuno Álvares Pereira, 21 de Agosto, alguns metros mais acima, 16h05. Carros estacionados em cima do passeio. Algo que, aliás, é costume há muitos anos, naquele local.


Alguns metros ainda mais acima, 21 de Agosto, 16h07. Mais carros em cima do passeio. O costume...


Ainda no mesmo dia, às 16h38, numa rua perto do Parque Urbano (conhecido como A Relva). Desculpem lá, não me lembro do nome da rua... Mas lembro-me, isso sim, que também neste local o estacionamento em cima do passeio é coisa tão “banalizada” que já ninguém se queixa.


E esta é no dia 4 de Setembro. Mas pronto, aqui é já numa zona onde decorrem as obras do metro, e...
Espera aí, como é que eu não me lembrei disso antes!? Caramba, sou mesmo distraído!..
É que, em Almada, por causa daquela aberração que vai retirar o trânsito da cidade não temos locais para estacionar, coisa que não acontece em Lisboa, onde até foram acabando com as linhas de eléctrico, e tal...
É isso, não é?
Pois, deve ser. Só pode!...

quarta-feira, julho 25, 2007

Será culpa das obras do metro?



Um carrinho... dois carrinhos... três carrinhos... quatro carrinhos... estacionados lado a lado, ocupando toda a faixa de rodagem... Adivinham onde?
Se disseram nas imediações das obras do Metro Sul do Tejo (MST)... parabéns! acertaram em cheio!!!
Este "parque de estacionamento" fica, de facto, em frente às antigas instalações dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Mais concretamente (e para ser mais rigoroso), é um espaço situado na confluência das ruas Elias Garcia (popularmente conhecida como Rua da Pedreira) e Comandante António Feio, com a Rua Cândido dos Reis.
Fica, portanto, muito perto da Avenida D. Afonso Henriques (onde decorrem ainda as aparentemente intermináveis obras do MST).
E muito perto, também, do parque de estacionamento do Morro de Cacilhas (que, à hora a que esta imagem foi captada, estava quase às moscas, diga-se em abono da verdade). E não muito longe - já agora - dos parques de estacionamento do Largo de Cacilhas... onde àquela hora, por acaso, também havia lugares vagos.
Mas será isto culpa das obras do MST, que retiraram lugares de estacionamento aos residentes?Bem...
Eu já conheço Cacilhas há muito tempo (e, aliás, sou tão conhecido por lá que, ainda há alguns anos, numa certa cervejaria era jocosamente apelidado de "senhor Vitorino"). E sei, portanto, que este "parque de estacionamento" existe há muitos anos... E existe assim mesmo, tal como aparece nesta imagem captada sexta-feira, 13 de Julho de 2007, às 20 horas, 08 minutos e 34 segundos (a essa hora já não devia ser para "cargas e descargas", suponho eu).
Mas agora reparem: não é preciso ser o "senhor Vitorino" para perceber isto.
Ou seja (segue-se uma explicação generosa, para os que não me conhecem e não sabem, portanto, qual o alcance pejorativo da expressão "senhor Vitorino"): não é preciso ser eu, há uns dez anos, antes ou depois de mamar umas valentíssimas imperiais em Cacilhas, para esbarrar nestes popós tão bem estacionados.
Basta passar por lá para perceber que a coisa existe, e é permanente.
Mas esperem aí, continuem a ler este artigo...
É que, como sou muito vosso amigo mas mais amigo ainda da verdade, quero mostrar-vos ainda mais uma coisita.
Quero confessar!
Na verdade, a foto que está lá em cima é uma coisa extremamente enganosa e manipuladora.
Olhem antes para esta:

Estão a ver?
Pois é!
Afinal a rua (agora que a vemos nesta perspectiva) não está bloqueada, não senhor!!!
Ainda passa por lá um carrito... Ou mais!
E repararam no sinal de trânsito? Afinal, aquilo é mesmo um parque de estacionamento, não é?Pois.
Mas (desculpem lá...) é um parque para veículos de duas rodas.
E - parece-me a mim - isto que vemos na imagem não são motociclos, nem bicicletas.
Parece-me a mim...
Mas enfim, eu sou o Vitorino, e isto é apenas um blogue de vitorinices... Não é?...
(As fotos são do Rui Tavares - mas a opinião aqui expressa sobre o assunto é de minha inteira e exclusiva responsabilidade)