terça-feira, janeiro 20, 2009

Mensagem para Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América:

"Senhor Presidente,


No momento em que V. Exa. assume a presidência de uma nação cujo poder de intervenção no conflito israelo/palestino é decisivo para a sua solução, apelo a que a nova administração norte-americana assuma, por palavras e por actos e com a urgência que a situação catastrófica decorrente da invasão israelita da Faixa de Gaza reclama, uma atitude que contribua para o decisivo estabelecimento de um Estado Palestino independente e soberano, nos termos aliás expressos nas resoluções das Nações Unidas e de acordo com os mais elementares princípios do Direito Internacional, e para uma Paz justa no Médio Oriente."

Este é o texto de uma mensagem apresentada pelo escritor José Saramago, em 18 de Novembro de 2008, por ocasião da Semana da Palestina, promovida pelo MPPM - Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente.

Saramago, Prémio Nobel da Literatura e presidente da Assembleia Geral do MPPM, apelou a todos os portugueses sensíveis ao sofrimento do Povo Palestino, cuja opressão se arrasta há mais de meio século, que enviassem uma mensagem por correio electrónico para a Casa Branca, no dia 20 de Janeiro, data da posse do novo presidente dos Estados Unidos da América, instando Barack Obama a intervir a favor de uma solução justa para a resolução deste problema que é uma afronta para os direitos humanos e uma ameaça para a paz mundial.


Enviar para o endereço
comments@whitehouse.gov
com CC para mppm.palestina@gmail.com

3 comentários:

Observador disse...

Não podemos exigir que um homem faça milagres.
Se o contexto lhe fôr favorável e a máquina funcionar, o máximo que lhe podemos pedir é que não se esqueça do que prometeu.

Ou o Vitorino acredita em milagres?

Debaixo do Bulcão disse...

Caro observador:

Não acredito em milagres e, neste caso, concordo consigo.

Também, nalguma coisa havíamos de concordar, não é?

Cumprimentos,

A.V.

Observador disse...

A discordância é própria de um regime que se diz democrata.

E assim sendo até é salutar.