quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Estes gajos são mesmo porreiros, pá!

Como já vos contei, no artigo que vem abaixo deste, fui recentemente alvo de brincadeirinhas de funcionários dos TST. Pronto, está bem, nada que eles não costumem fazer... Só que, desta vez, já chega!
E, como também já vos disse, resolvi (desta vez, e finalmente - depois de anos a levar com estas "brincadeiras") reclamar.

E não é que eles responderam?

Ora então, tomem lá nota das reclamações e respectivas respostas.

No caso do motorista que sai de Cacilhas antes da hora prevista (mas espera para me ver correr, a tentar apanhar o autocarro, e só então arranca), diz o Sector de Almada dos TST (por e-mail que, a propósito, não vem assinado), o seguinte:

«Exmo.Senhor. Acusamos a recepção do seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção. Lamentamos o sucedido e informamos que, por norma, os motoristas regulam os horários das partidas das carreiras pela hora da máquina de venda de bilhetes, a qual é regularmente actualizada. o que não significa que não existam alguns desvios. Assim, a situação será averiguada e contactado o motorista em causa para evitar a repetição destes inconvenientes para os nossos clientes. Com os melhores cumprimentos. O Sector de Almada.»

E respondo eu (em e-mail que também já lhes enviei):

«No caso do motorista que saiu de Cacilhas antes da hora prevista (algo que, note-se - e como fiz questão de referir - aconteceu comigo muitas vezes dede que sou utente da vossa empresa, ou seja, desde os anos 90), fica por esclarecer:
Quem é o responsável pelo acerto do relógio da "máquina de vender bilhetes"?
Estava, ou não, o relógio "acertado"?
O motorista agiu dessa forma por livre vontade, ou porque o relógio não estava certo?»


E pronto, fico à espera de resposta.

No caso do jovenzito "colaborador" da empresa que resolveu ser grosseiro comigo, a resposta dos TST foi:

«Exmo.Senhor. Acusamos a recepção do seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção. Lamentamos profundamente a atitude do nosso colaborador. Gostariamos de informar, que a TST tem implementado várias acções de formação com incidência nas relações organização/cliente, pelas quais passam regularmente todos os nossos colaboradores. Infelizmente nem todos executam da melhor forma as orientações ministradas. Com os melhores cumprimentos. O Sector de Almada.»

E a minha resposta à resposta deles é:

«Já no caso do motorista que se dirigiu a mim em termos menos próprios, o caso parece-me mais grave, por se tratar de uma ofensa pessoal.
As "acções de formação" referidas na vossa resposta são procedimento que se deseja, e espera, normal, numa empresa que presta serviço ao público.
No caso em apreço, supõe-se, portanto, que o vosso "colaborador" não cumpriu (ou seja, não respeitou) os procedimentos da empresa.
Que medidas pensam tomar para evitar que o referido colaborador repita esse tipo de atitude?
E como posso eu, utente regular da vossa empresa, ter garantias de que o caso não se repete?
E, por terem sido proferidas essas palavras desrespeitosas em público, perante os outros passageiros do autocarro, não vo parece que eu (que fui ofendido verbalmente em público) mereço um pedido de desculpas, que me reservo o direito de tornar também público?»


Se a ideia era uma coisa tipo a gente toma nota da ocorrência mas não fazemos nada e ficamos todos amigos até uma próxima oportunidade... esqueçam!
É que, amigos, eu cá estou mesmo disposto a (para usar a expressão do jovenzito) papar grupos, estão a ver?
É que é mesmo isso o que eu tenho mais vontade de fazer agora!

Com os melhores cumprimentos,

António Vitorino

3 comentários:

Marreta disse...

Não está mal, não senhor.
Até estou admirado por eles terem respondido e pelos vistos com alguma brevidade. Agora, daí ao sucedido não voltar a repetir-se e os grunhos em questão serem responsabilizados, não sei não...
Aguardemos pelas respostas.
Mas é um pricípio, sem dúvida. Se todos procedessem assim e lhes entupissem a caixa postal com reclamações, se calhar alguma coisa haveria de mudar.
Saudações do Marreta.

Debaixo do Bulcão disse...

Para apresentar reclamações:

acedam ao site da empresa

www.tsuldotejo.pt

a partir da página inicial, acedam à secção apoio ao cliente

aí, encontram um "formulário", onde vos é pedida a identificação, com nome, endereço, localidade, código postal, e-mail e telefone.

NÃO PRECISAM PREENCHER TODOS ESSES CAMPOS (ALIÁS, JULGO QUE NÃO O DEVEM FAZER): BASTA DAREM O NOME E UM OU DOIS CONTACTOS (EU, POR EXEMPLO, DEI O E-MAIL E O NÚMERO DE TELEMÓVEL).

depois, pedem-vos que indiquem a data do acontecimento, a hora e o local. E, em seguida, apresentam-vos uma janela, minúscula, onde podem colocar a vossa reclamação.

Não se deixem intimidar, ou esmorecer com estes "truques". Se tiverem dúvidas sobre a hora exacta, se o protesto não se referir a nenhum local em particular, ou se tiver decorrido num espaço prolongado de tempo, reclamem, mesmo assim.

E a janela minúscula onde podem colocar a vossa reclamação, tem capacidade para mais texto do que pode parecer, à primeira vista.

Se quiserem, podem também dirigir-se à sede dos TST, no Laranjeiro, e pedir o livro de reclamações.

António Vitorino

Debaixo do Bulcão disse...

Ah, a propósito:

protestar compensa mesmo, quando temos razão e não desistimos de provar que a temos.
´
É preciso ter paciência, pois.

Mas, se não protestarmos, eles continuam a fazer alegremente o mesmo. E nós continuamos a precisar de ter paciência para os aturar.

(Esta mensagem era para os mais distraídos, mais cépticos, mais acomodados. E, principalmente, para os que fingem ser distraídos, cépticos e acomodados - ou seja: aqueles a quem convém que fique tudo na mesma)