
sexta-feira, dezembro 23, 2011
três poemas de natal

quinta-feira, dezembro 30, 2010
29 de Dezembro de 1990: a minha primeira exposição de fotografia
Há 20 anos estava eu a expor alguns trabalhos de fotografia numa colectiva de apoio à candidatura presidencial de Carlos Carvalhas, no Ritz Club, em Lisboa.
Essas fotos andaram perdidas até 2008. Nessa altura, decidi fazer este vídeo, para ficar com um registo da coisa, antes que se volte a perder. Divirtam-se.
terça-feira, novembro 30, 2010
"Jornalista desde 1992"?

Em Novembro de 1992 comecei a minha carreira profissional como jornalista, no departamento de informação da Rádio Baía. Fez agora 18 anos. Permitam-me, portanto, assinalar a data.
Não me vou alongar em pormenores: apenas referir duas ou três coisitas que me parecem importantes porque correspondem a dúvidas que alguns tótós têm levantado ultimamente sobre a minha carreira e as minhas competências. São, digamos assim, as FAQ sobre a minha vida profissional.
Primeira coisita: como apareço eu no jornalismo? Que antecedentes tinha? Que formação? Caí de pára-quedas no métier?
Cheguei à Rádio Baía respondendo a um anúncio onde pediam pessoal para "fazer rádio". Apareci por lá, apresentei o meu CV, fiz uma prova de admissão e fui aprovado. Eu queria fazer rádio, mas eles precisavam era de pessoal para o departamento de informação, e foi aí mesmo que eu fiquei. Tão simples quanto isso.
E antecedentes? Formação? CV?
Vejamos: estava muito rodado a "fazer rádio" desde 1984 (tinha começado há 8 anos, portanto), primeiro em animações de recintos e em "estúdios móveis" e depois, mais a sério, numa "pirata" de Almada (a Rádio Urbana), entre 1987 e 1988, onde editei noticiários e programas de música e divulgação cultural. Mas estava também habituado ao jornalismo, não apenas por vocação, mas também por experiências práticas. Por exemplo: em 1990 fiz secretariado de redacção num jornal local chamado Almada Press... Poderia até dizer que o início da minha actividade profissional como jornalista foi aí - mas não o digo, por razões que não vale a pena estar a explicar agora (e, possivelmente, nunca).
Então e formação académica, não tinha? Pois não. Tinha melhor, mas mesmo muito melhor que isso!
Entre 1982 e 1987 estive no Centro Cultural de Almada - associação cuja actividade principal e permanente (e pioneira, para a época) era a formação de agentes culturais, através de cursos, seminários, colóquios... E essas acções de formação eram dadas pelos melhores profissionais nas suas áreas de actividade. Imaginem, nos anos 80, uma escola onde pudessem ter cursos de fotografia com o director do Museu da Fotografia (José Pessoa), de composição com um dos compositores de referência do século 20 (Jorge Peixinho), de serigrafia com o mestre do mais importante atelier da época (António Inverno)... e de jornalismo com um jornalista a sério, que fazia - e ainda faz, felizmente! - investigação e tudo (José Goulão).
Juntem a isso a oportunidade de participar em eventos onde podem conhecer (e aprender com) personalidades como Vasco Granja, António Victorino de Almeida, Manuel da Fonseca, Fernando Lopes-Graça - e já ficam com uma ideia (ainda vaga) da qualidade e diversidade da formação "não académica" que eu ganhei durante esses anos.
Mas isso não dá garantias nenhumas de que pudesse vir a ser um bom jornalista, pois não? Se há tanto licenciado que não sabe ler nem escrever...
Pois, aí está a questão! Mas essa é fácil: perguntem a quem comigo trabalhou se eu era bom profissional ou não (mas não perguntem aos medíocres e aos invejosos: perguntem aos competentes, pois é com esses que eu me comparo).
Perguntem-lhes, por exemplo, quantas vezes tive de corrigir textos de jovens jornalistas, estagiários ou mesmo já licenciados e integrados na redacção (e corrigir não apenas ortograficamente, mas - quantas vezes! - totalmente, de modo a que um texto atabalhoado passasse a ser uma notícia). Claro: já naquela altura havia, a par de jornalistas que sabiam do ofício, outros que escreviam com os pés e pensavam com dois neurónios. A diferença é que, nesse tempo, o "mercado" escolhia os melhores; os medíocres iam para outras actividades... a menos que tivessem cunhas ou fossem amigos do(s) chefe(s).
Então eu, que não possuia nenhum "canudo", nunca tive falta de trabalho até ao início desta década. Passei pela Rádio Baía, Rádio Voz de Almada, Sul Expresso, revista e jornal Sem Mais, Jornal da Região (de Almada e Setúbal), Jornal D'Hoje (de Portalegre, onde fui chefe de redacção), revista País Económico, Noticias da Zona... e acho que não me estou a esquecer de nada.
Tudo imprensa regional, claro! Era onde se podia trabalhar a sério, aprofundar os assuntos, fazer perguntas, investigar...
E isto é tudo verdade? Foi mesmo assim?
Em caso de dúvida podem também consultar o meu trabalho, que é público: existem exemplares desses jornais em bibliotecas, arquivos históricos e na internet. E há-de aparecer também uma entrevista onde falo destes e doutros assuntos, no próximo volume do livro "Almada, Gente Nossa", de Artur Vaz (com lançamento previsto, salvo erro, para o primeiro trimestre de 2011).
Contudo, perguntam ainda alguns tótós, tenho o direito de me considerar jornalista? Onde está o título profissional?
Pois, boa pergunta. A resposta daria um artigo pelo menos tão grande quanto este... Mas pode ser resumida citando a lei que regulamenta o Estatuto do Jornalista (lei 64/2007):
Definição de Jornalista:
1 - São considerados jornalistas aqueles que, como ocupação principal, permanente e remunerada, exercem com capacidade editorial funções de pesquisa, recolha, selecção e tratamento de factos, notícias ou opiniões, através de texto, imagem ou som, destinados a divulgação, com fins informativos, pela imprensa, por agência noticiosa, pela rádio, pela televisão ou por qualquer outro meio electrónico de difusão.
2 - Não constitui actividade jornalística o exercício de funções referidas no número anterior quando desempenhadas ao serviço de publicações que visem predominantemente promover actividades, produtos, serviços ou entidades de natureza comercial ou industrial.
3 - São ainda considerados jornalistas os cidadãos que, independentemente do exercício efectivo da profissão, tenham desempenhado a actividade jornalística em regime de ocupação principal, permanente e remunerada durante 10 anos seguidos ou 15 interpolados, desde que solicitem e mantenham actualizado o respectivo título profissional.
Eu tenho mais que esses "10 anos seguidos ou 15 interpolados" de experiência profissional, referidos no parágrafo 3 deste artigo da lei. Agora, que estou a exercer funções incompatíveis com a actividade de jornalista, não posso ter carteira profissional (como é óbvio - e é por isso mesmo que o título deste artigo está entre aspas). Mas assim que regressar à profissão (espero que não demore muito) tenho - de acordo com a lei - todo o direito a pedi-la. E é isso mesmo o que farei.
Esclarecid@s?
(A foto que ilustra este "post" é de um artigo do semanário Actual, em 1994, estava eu em serviço para a Voz de Almada, a tentar fugir à objectiva do fotógrafo - porque o jornalista não tem de aparecer na notícia - mas não consegui, e ainda bem.)
segunda-feira, julho 19, 2010
Uma entrevista com Adelino Moura, em 1995

Eu vinha da área da Cultura - onde tive formação específica, mas também suficientemente generalista para me sentir à vontade com assuntos diversificados. E, felizmente, comecei a minha carreira profissional na rádio. Felizmente porque aí, na rádio, tinhamos mesmo que nos "desenrascar" - muitas vezes em directo, sem rede - com os assuntos mais imprevistos.
Cheguei à imprensa escrita em 1994 (na revista Sem Mais) mas comecei mais a sério em 1995, no quinzenário Sul Expresso.
Aí fazia o tal trabalho "generalista" (embora ainda me deixassem dar muita atenção à cultura - coisa que já não aconteceu a partir de 1998, noutro jornal): tanto fazia investigação sobre os projectos do Governo para a travessia do Tejo ou sobre a onda de violência racista que vinha do início da década e que se foi agravando, ou sobre o processo de legalização extraordinária de imigrantes (que deixou muita gente de fora), ou sobre o longo e conflituoso desmantelamento da Lisnave, como fazia reportagens sobre o 1º Congresso dos Algarvios da Margem Sul, a reprovação do PDM de Almada e posterior aprovação com "amputações", ou a novidade que era, nesse tempo, o anteprojecto para o Metro Sul do Tejo.
E, se fosse preciso, até fazia peças da secção mais especializada (a que tinha jornalistas que só trabalhavam nessa área): o desporto!
A imprensa regional tinha realmente bons profissionais: polivalentes, flexíveis e com grande arcaboiço.
Como é óbvio, ao trabalhar em rádios e jornais, tive a oportunidade de entrevistar muita gente. Algumas dessas entrevistas eram de circunstãncia, muitas deles feitas por telefone. Mas, quando surgia a possibilidade de falar olhos nos olhos com o entrevistado o "repórter" acabava muitas vezes por ter conversas longas, interessantes e gratificantes.
Uma das entrevistas que mais gostei de realizar foi esta, com o histórico presidente do Almada Atlético Clube, Adelino Moura. Foi muito fácil dialogar com aquele homem que, sendo um líder com carisma, não precisava de fazer poses, armar-se em importante ou ter ares de sobranceria para dizer o que pensava. E dizia-o frontalmente, sem papas na língua mas sem entrar em insinuações ou armar "peixeirada".
A página e meia de texto aqui reproduzida é o que foi publicado na edição do Sul Expresso de 7 de Junho de 1995 - o resumo de uma conversa com cerca de 2 horas, muito estimulante e enriquecedora.
O mote para a entrevista era a subida do Andebol sénior do Almada à primeira divisão nacional. Mas aquele era também um tempo de grandes investimentos em estruturas desportivas. O Almada tinha já relva no seu estádio do Pragal (junto ao Cristo-Rei), mas não tinha ainda pavilhão próprio. Esse era, aliás, o próximo grande objectivo "material" de Adelino Moura. (E suponho que por isso mesmo, o equipamento que foi construído anos mais tarde se chama, precisamente, Pavilhão Adelino Moura.)
Inevitavelmente, falou-se muito de números, de verbas, de subsídios. No entanto, o que mais me impressionou foram as opiniões de Adelino Moura sobre o papel do Desporto como escola de valores humanos. Devia ser uma coisa natural, óbvia... mas já naquele tempo (os anos 90 foram, também, a década da euforia neoliberal) não o era!
O "meu entrevistado" não ignorava isso. E tinha ideias muito interessantes, com as quais não tive nenhuma dificuldade em concordar (digo-o agora - naturalmente não o disse naquele momento, nem tinha nada que o dizer, pois estava ali como jornalista e o jornalista não deve nunca confundir notícia com opinião).
Cito:
«Os clubes, pelo menos os pequenos, devem viver em função da conjugação de boas vontades e com o objectivo não apenas de competir mas de ajudar a formar desportistas e cidadãos. Um clube como o Almada deve ter também uma função social»
«Acho mal que se gastem dinheiros públicos em coisas efémeras (...) A autarquia não nos dá dinheiro para pagar despesaas correntes. Tudo o que recebemos da CMA é para ser aplicado em obras»
«o Almada, devido à sua proximidade com Lisboa, não tem outra hipótese a não ser formar os seus próprios jogadores. Tentamos ganhar alguns para a equipa principal e, por uma questão de necessidade, vender outros a clubes que nos possam proporcionar receitas. Quando isto funcionava em moldes amadores eu não tinha esta opinião, mas agora os tempos são outros e temos de ser realistas»
«as coisas andam muito deturpadas: cairam no meio desportivo alguns "paraquedistas", indivíduos sem conhecimentos de desporto. Chamam-lhes gestores e talvez sejam bons gestores nas suas empresas. Mas o desporto propriamente dito não tem nada a ver com a gestão de uma empresa: estar a encher 30 mil garrafas por dia ou estar a arranjar automóveis não é o mesmo que ver a bola bater na trave ou conhecer de perto os jogadores.»
«Em Portugal, como se sabe, há 3 clubes grandes; tão grandes que até são os maiores nas dívidas. Este modelo não serve aos clubes mais pequenos. Se começam a ceder à pressão dos sócios e entram em grandes despesas vão inevitavelmente acabar por falir»
Eram "prognósticos" do presidente do Almada Atlético Clube, em 1995. O decorrer do jogo acabou por lhe dar razão.
Nota de rodapé: Parece que esta entrevista chegou a incomodar algumas pessoas (porque, como escrevi acima, Adelino Moura não fugiu às perguntas e até acrescentou matéria sobre a qual eu, por desconhecimento, não perguntei nada); no entanto alguns dos meus colegas - os especialistas em desporto - criticaram-me por alguma "ingenuidade" nas questões. Passados 15 anos, tenho um palpite que a minha ingenuidade terá consistido em não perguntar nada sobre as relações entre o andebol do Almada e o do Ginásio Clube do Sul. Sabem que mais? Ainda bem que fui ingénuo: assim posso apresentar uma peça menos datada, com mais substãncia e menos tricas e mexericos! :)
sábado, junho 12, 2010
O meu curso de vídeo (1985)
telemóvel grava imagens em movimento que podem, depois, ser editadas em computador e publicadas na internet. Faz-se muito disso, algumas vezes com talento, outras só com vontade. Até eu, que não sou nenhuma criancinha, o tenho feito, sem grande talento (claro!...) mas com muita vontade (como é óbvio). Olhem para o meu canal - http://www.youtube.com/bulcanico e digam lá se não está perfeitamente ao nível do que faz qualquer criancinha desenvolvida deste glorioso século 21!Acontece que, há 25 anos atrás, quando comecei a trabalhar com vídeo, não havia internet, computadores era coisa que só víamos no cinema, as máquinas fotográficas usavam rolos (não faziam filmes, portanto), as câmaras de vídeo que existiam eram daquelas de usar ao ombro e funcionavam com cassetes de fita magnética. E tudo isso era tão caro que a maior parte das pessoas não lhe conseguiam chegar.
Felizmente existiam já algumas - poucas, ainda - instituições que promoviam o acesso democratizado à formação, técnica e artística, para quem quisesse trabalhar com as "novas tecnologias" daquele tempo (na verdade, o vídeo não era tecnologia nada nova - mas a maior parte daquelas a que hoje chamamos "novas" também não o são).
Existia, por exemplo, o Centro Cultural de Almada - que começou a fazer cursos de vídeo, salvo erro por volta de 1986. E existia o FAOJ (Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis - instituição da administração central, com delegações distritais, antecessora do actual Instituto Português da Juventude). Eu estava no Centro Cultural de Almada e fiz o meu curso de vídeo no FAOJ de Setúbal.

Essa acção de formação decorreu entre 9 de Fevereiro e 27 de Março de 1985 (um ano antes do Centro Cultural de Almada as começar a fazer), com aulas teóricas e práticas, em Setúbal e no Montijo (onde fomos fazer captação de imagem para o trabalho final). Decorria entre as 15h00 e as 22h00 e custou a módica quantia de 1.300 escudos (podem ver aqui quanto dá isso em euros).
É claro que hoje as técnicas e as tecnologias são diferentes (não necessariamente "novas", mas sim evoluções do que já existia) e que os conhecimentos adquiridos neste curso podem estar obsoletos (estranho seria se não estivessem). Mas que foi muito engraçado ver três focos de luz (os projectores de vídeo dessa época tinham 3 lentes) incidirem numa superfície branca - o azul primeiro, depois o vermelho e a seguir o verde - para formarem luz branca, lá isso foi! Aprendizagem prática, de conceitos que, à partida podem parecer estranhos, estás a ver? Pois, no "meu tempo" já se fazia.
E toda esta conversa a propósito de quê? Bem, em primeiro lugar, isto é só um blogue pessoal - portanto serve também para falar de experiências pessoais que poderão depois ter interesse para outras pessoas (ou não...).
Para os mais espertos que não ficaram satisfeitos com a explicação anterior, aqui vai a verdadeira explicação: é que eu estou farto de levar com gente que diz que eu nunca fiz nada na vida, não tenho formação nenhuma, etc. etc. etc. (sendo os três etc. resumo do chorrilho de disparates que tenho ouvido e que, de tão grande, precisaria de um blogue inteiro para ser explanado na íontegra). Portanto, lá tenho eu de ir buscar - assim de longe em longe e como quem não quer a coisa - mais alguns "exemplos" (necessariamente avulsos e incompletos) ao fundo do meu baú.
A minha "sorte" (e o azar dos que se esforçam por provar que eu não fiz o que fiz e que não sei o que sei) é que quanto mais procuro mais encontro. Porque, na realidade, ainda há muito que encontrar.
sexta-feira, julho 03, 2009
Há por aí um psiquiatra baratinho? Ou uma autoridade de saúde?
Pois... Em relação à vagabundagem, enfim, lá terão as suas razões para o dizer. Agora, que me fizeram perder o trabalho que tinha e que, aparentemente, muito se empenham em conseguir que eu continue sem meios para trabalhar - pois claro, vagabundeio! Mas esperam o quê? Que vá arrumar carros?
A sério: não há quem faça ver a essas pessoas que a realidade é diferente da história que inventaram a meu respeito naquelas cabecinhas? E, uma vez que estou a ser prejudicado por gente que, aparentemente, perdeu a noção da realidade, não há aí uma autoridade de saúde que
tome conta da ocorrência?
Estou só a perguntar. Perguntar não ofende, não é?
E não posso ser mais explícito. Se digo a verdade toda (com os nomes das pessoas incluídos no relato) ainda me acusam de difamação. Livra!
Portanto, o melhor é - mais uma vez - comer e calar.
Esqueçam lá isto e isto. E, já agora, também isto.
Não se passa nada. Eu sou só um maluquinho que anda na rua de mochila às costas porque não sabe fazer mais nada.
Pois. Deve ser isso, deve.
sexta-feira, maio 29, 2009
Obrigado pela preferência e voltem sempre!
quarta-feira, maio 27, 2009
Maio de 1994: estórias de um certo Festival da Liberdade...


sexta-feira, fevereiro 27, 2009
BLOGUE SUSPENSO POR TEMPO INDETERMINADO
A primeira razão é fácil de explicar: dificuldades de acesso à internet. Desde que comecei este blogue, recorri sempre a computadores emprestados (eu não tenho computador...). E agora, durante algum tempo, não terei possibilidade de aceder à rede nesses mesmos computadores.
A outra razão prende-se com dificuldades e entraves vários que têm sido colocados ao meu trabalho.
Esta é mais difícil de explicar.
Mas posso dizer resumidamente que tem a ver com o procedimento continuado, recorrente, de uma certa pessoa que, em 2008 me fez abandonar o trabalho que estava a desempenhar no jornal Notícias da Zona (e que podem consultar aqui), alegando que eu não estava a trabalhar e - melhor "alegação" ainda... - que eu não sou jornalista e, aliás, que nunca o fui! E essa pessoa é a mesma que, em 2001 (para só dar mais um exemplo) me desorganizou de tal modo a vida ao ponto de me obrigar a pôr fim à colaboração que desenvolvia então com o Sem Mais Jornal e com o Jornal da Região (trabalho que não recebera, até então, qualquer reparo - pelo contrário: só elogios).
Não vou dar mais pormenores - para não vos maçar e para não expor a referida pessoa e as asneiras que ela fez (e foram muitas, muitas mais)!
Não sei se tal pessoa, ao impedir-me de trabalhar alegando que eu não trabalho ou que nunca fui jornalista (não sou? não fui? na dúvida, vejam também aqui), dá mostras de desligamento da realidade (o que, obviamente, é sintoma de anomalia psíquica grave) ou se, simplesmente, procede de forma dolosa com o objectivo de me prejudicar (por razões que, sinceramente, não enxergo) .
Seja qual for o caso - e porque não posso admitir que a minha reputação e credibilidade (certificadas por quem comigo trabalhou, e trabalha, ou por publicações como a que podem consultar aqui) continue a ser manchada por difamações - estarei disponível para, sempre que for necessário, esclarecer a verdade dos factos e demonstrar a veracidade do que afirmo, com recurso a documentos idóneos, alguns deles publicados e outros eventualmente mais confidenciais.
Portanto, de qualquer forma, o caso será esclarecido e quem está envolvido nele será, a seu tempo, devidamente responsabilizado.
Vocês sabem que eu nunca falo só da boca para fora: quando afirmo algo, é porque tenho certeza suficiente do que digo e, sempre que possível, gosto de suportar as minhas afirmações em provas tangíveis.
E é isso mesmo que farei. Nos locais adequados.
Entretanto, peço desculpa pelo incómodo que esta minha ausência da blogosfera poderá acarretar. Não tanto aqui, mas nos blogues Almada Cultural e Almada Cultural (por extenso) os quais, pelos motivos acima expostos, também deixarão de ser convenientemente actualizados.
Até um dia destes.
António Vitorino
segunda-feira, dezembro 29, 2008
A minha primeira exposição de fotografia... (Dezembro de 1990)
orwo (marcas da ex-RDA, a máquina e os rolos), e tinha muitas horas de experiência no laboratório do Centro Cultural de Almada... Enfim, tinha algumas fotografias para apresentar!Então, com o meu amigo Rui Jorge Martins, decidi (decidimos) aceitar a porposta, e apresentar, no dia 29 de Dezembro de 1990, ao cimo da escadaria que dava entrada para as instalações do Ritz Club, alguns painéis com fotografias, aos quais chamámos PortFólios. (Não nos pediram um nome original, está bem? Pediram-nos, só, fotografias).
A minha primeira exposição de fotografia (ou o que dela resta...).
domingo, dezembro 28, 2008
Só durante um bocadinho, vamos fazer de conta que estamos em Dezembro de 1992

Ou não era, mesmo?
Na Câmara de Lisboa, os vereadores do PSD criticam o presidente do executivo, Jorge Sampaio. Acusam-no de ter feito uma gestão autárquica a pensar numa futura e muito hipotética candidatura à Presidência da República (nas eleições de 1996) e dizem que, com isso, a edilidade viveu um ano de «euforia pré-eleitoralista». E quem defendia essas posições, e lançava esses ataques isso em nome do PSD? Pois nem mais nem menos que essa reminiscência política do fossilizado e, muito justamente já esquecido século 20 - eminência parda dessas eras obscuras, que dava pelo nome de Marcelo Rebelo de Sousa!
Marcelo, o próprio, não poupava críticas também ao então Presidente da República, Mário Soares (lembram-se? e o primeiro-ministro era Cavaco Silva... lembram-se também desse ilustre cavalheiro?...). Afirmava então Marcelo que «é surpreendente a forma como o Presidente se interessa agora pelas obras em curso na capital».
Mas, entretanto,a mesma autarquia anunciava uma campanha para informar os utentes do eixo rodoviário norte-sul sobre as novas acessibilidades que, no final de 1992, aquela via estruturante da cidade de Lisboa passava a oferecer aos munícipes e outros habitantes da capital. Campanha para evitar, por exemplo, os engarrafamentos ocorridos em Sete Rios quando a nova via abriu
e...
Tudo isto é tão distante, não é?
Isto e isto:
Também em Dezembro de 1992, entre questiúnculas menores - tipo reformas no Ministério da Agricultura, polémica à volta da Lei do Mecenato (apresentada por um secretário de Estado da Cultura que existia nesses paleozóicos tempos, Santana Lopes, de sua graça) e divergências entre PS e PSD sobre a Lei Eleitoral e sobre a regionalização (com Almeida Santos, um ilustre senhor desses arcaicos dias, a defender a posição do PS...) - chegavam notícias de um Presidente da República Federativa do Brasil (Fernando Collor de Melo) que ía ser julgado pelo sistema judicial do seu país, e tentava adiar a sentença... Mas a grande dúvida parecia ser: onde vai George Bush passar o Natal? Em Washington? Ou na Somália, junto das tropas americanas? Sim, os yankees também mandaram tropas para a Somalia, em 1992... Agora são os chineses... Por causa dos piratas.
Mas nesses oh tão distantes tempos, eram os americanos (por causa dos "senhores da guerra") e... pois, o Bush a que me refiro é mesmo o pai do ainda presidente...
E dizia então alguma media norte-americana que o "ainda presidente" pode passar o Natal na Somália! «Ainda presidente», em 1992 - com Clinton eleito, mas não em funções.
(Bush foi, de facto, à Somália, mas só em 1993. E, que eu saiba, não levou com nenhum sapato.Tristes tempos esses, os do início dos anos 90...)
Muito pequenina e discreta nota de rodapé: há quem diga que eu nunca fui jornalista, nem o sou agora. É claro que um jornalista publica o seu trabalho - logo, tem maneira de demonstrar facilmente se foi, ou é, aquilo que diz ser. E isto é tão óbvio que dispensa, ou devia dispensar, explicações. Mesmo assim, há quem insista em dizer que não senhor, eu sou é um grande mentiroso (enfim, dizem mais algumas coisas, mas não aprofundemos isso agora, porque teria de desmontar algumas difamações, e isso levar-nos-ia longe, porque difamação é crime - coisa para ser tratada em tribunal - e além do mais este blogue até é um bocado "show-off",
sim senhor, como quase tudo na internet... mas não tanto, convenhamos!).
No entanto - sem aprofundar muito - concluamos: se eu sou mentiroso (é o que se diz... no mínimo) e se o que fiz, parece que afinal não o fiz (diz-se), e se o que faço agora, parece que afinal não o faço (a sério: já me vieram dizer coisas dessas!)...
Então: as pessoas para quem eutrabalhei, os meus colegas de trabalho, as pessoas com quem contactei profissionalmente, as que entrevistei, aquelas com quem convivi... É tudo mentira? Não aconteceu?
E então (paralogismo, em vez de silogismo - só porque é mais adequado para este caso, entenda-se): estes noticiários não existiram!? E os trabalhos que publiquei neste blogue, não os fiz, nunca!!? Nem os antigos, nem os recentes!!!?
E, se eu sou mentiroso (no mínimo...) as pessoas que comigo trabalham e com quem me relaciono e colaboro são mentirosas (no mínimo) também! Será isso?
Admitir isto seria anedótico, se não fosse grave.
Mas, exactamente por se tratar de um assunto grave, fico-me por aqui, agora. E sim, tenho muita paciência...
(fim de nota de rodapé)
sábado, dezembro 06, 2008
Sérgio Godinho - O elixir da Eterna Juventude

Ah que estou arrependido
De ter feito e de ter tido
Ai oração, ora seja
Como a que ouvi na igreja
Mea culpa, mea culpa
Minha máxima desculpa
É ter vindo p'ro presente
Conservado em aguardente
Quero ser p'ra sempre jovem
As munhas células movem
Uma campanha eficaz
Água benta e água-raz
O elixir da eterna juventude
Esse que quer que tudo mude
P'ra que tudo fique igual
Estava marado
Falsificado
É desleal!
Vou implorar aos apóstolos
Mas é pior, que desgoto-os
Com tanto pecado junto
Não lhes pega nem o unto
Vou recorrer aos meus santos
Esses, ao menos, são tantos
Que há-de haver um que me acuda
Senão ainda tenho o Buda
Maomé vai à montanha
O Papa, ninguém o apanha
Na Rússia, o rato rói a rolha
Venha o diabo e escolha
O elixir da eterna juventude
Esse que quer que tudo mude
P'ra que tudo fique igual
Estava marado
Falsificado
É desleal!
Misticismo agora à parte
Envelhecer é uma arte
"Arte nova", "arte final"
Numa luta desigual
Só me vou pôr de joelhos
Ante o mais velho dos velhos
E perguntar-lhe o segredo
De p'ra ele ainda ser cedo
Quando o espelho me mira
Já nem o chapéu me tira
Deito-lhe a língua de fora
Pisco o olho e vou-me embora
O elixir da eterna juventude
Esse que quer que tudo mude
P'ra que tudo fique igual
Estava marado
Falsificado
É desleal!
Estou velho!
Dói-me o joelho
Dói-me o antebraço
Dói-me a parte interna
De uma perna
A parte amiga
Da barriga
Que fadiga
O que é que eu faço?
Escolho o baço ou o almoço?
Vira o osso
Dói pescoço
É do excesso
Do ex-sexo
Alvoroço
Reboliço
Perco o viço
Já soluço
Já sobroço
Esmiuço
Os meus sintomas
E já agora, do meu médico
Os diplomas
Esmiuço
A consciência
E já agora, apresento a penitência
Sérgio Godinho
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_Godinho
http://www.myspace.com/sergiogodinhooficial
(a propósito do meu 45º aniversário... "estou velho, dói-me o joelho"... eh eh eh!... queriam!)
domingo, novembro 02, 2008
Não havia necessidade?

em Lisboa... Mas ia caindo para aí a Sé e a Praça da República!...Pior mesmo era quando se melindravam com coisas sérias...
domingo, junho 08, 2008
Como conheci, em 1981, o "Poeta Militante" José Gomes Ferreira

tão "poética", que a sua companheira (que também estava presente nessa sessão de autógrafos) se vê obrigada a fazê-lo "descer à terra", com estas palavrinhas tão singelas e - naquele momento, tão certeiras: «já estás a inventar!». Tão certeiras que ele se calou, terminámos ali a nossa conversa, eu passei à frente (com o "Poeta Militante, volume 1", onde o autor tinha escrito - salvo erro, porque esse foi um dos livros que trataram de me "extraviar" - "para o camarada Vitorino, com 2 amizades do Poeta Militante José Gomes Ferreira"), e lá fui preparar-me para a minha actuação, com muita pena de não ter o poeta a ver o "meu" espectáculo (porque, disseram-nos, ele já estava demasiadamente "velhote" para subir escadas - e nós actuávamos na sala de cima da Oficina da Cultura).domingo, abril 13, 2008
Eu numa embarcação à vela? Só podia ser na Sagres! É a que tem nome de cerveja...
terça-feira, janeiro 08, 2008
Imagine...

Sabia? Eu sei.
Hummm... Depois de ler estas coisas, o caro leitor deve achar que, se calhar, quem precisa mesmo de acompanhamento psiquiátrico sou eu, que ando para aqui a disparatar alarvemente, não é?
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Eu & a minha mochila

Sim, adivinharam: venho, neste artigo, falar acerca da(s) minha(s) mochila(s)!
Então é assim: comecei a usar esse “adereço” precisamente no início da década de 90, quando ainda não se viam muitos trabalhadores eslavos do sector da Construção Civil carregando às costas “adereços” semelhantes. Portanto, não estava ainda “na moda”. E isso causava estranheza. E, como devem calcular, era motivo de chacota (isto, note-se, num tempo pré-gatofedorento – ou seja, num tempo em que o Humor que se fazia em Portugal era, de facto, inteligente... embora, se calhar, não parecesse... mas enfim... hoje até parece e, se calhar, não é, não é?).
E comecei a usar esse “adereço” porquê, perguntam vocês?
Bem (respondo eu), porque precisava de uma coisa qualquer onde pudesse transportar as garrafas de uma mistela caseira com vinho, sumo de limão, açúcar e bagaceira (de moscatel ou de cana, dependendo dos dias), à qual eu, jocosamente, chamava “sangria”.
Por isso e porque, andando lá por casa um certo familiar a partir coisas, a berrar com as pessoas, a ameaçar, a roubar o salário dos outros, e essas coisas engraçadas e inteligentes... eu saía de casa antes desse menino chegar, e para não ter que o aturar, metia-me no Ponto de Encontro (Casa Municipal da Juventude de Cacilhas), ficava por lá com os meus amigos daquela época, e só voltava no último autocarro. O que significa que precisava, também, de um sítio onde transportar, por exemplo, uma camisola de manga comprida, ou mesmo um casaco, para o caso de fazer frio à noite, estão a ver?
Claro que, quando estava a trabalhar (e estive quase sempre, durante essa década), acontecia muitas vezes ficar o dia inteiro na rua. De manhã até à hora do tal último autocarro (saída às 2h50, de Cacilhas).
Portanto, a mochila servia para transportar álcool, camisolas e... Bem, algumas vezes serviu para transportar, também, resmas de papel para imprimir o Debaixo do Bulcão. Ou a edição do dito, já dobrada e agrafada, para distribuir.
Mas isso interessa o quê? Cultura? Bah!
Se um gajo se mete nessas coisas, ainda acaba a falar sozinho (como podem ver, é o que estou a fazer naquela foto, não é?), e arrisca-se a ser interpelado, a pedido de uma qualquer autoridade de Saúde concelhia, por uma qualquer força policial, em plena rua, para ser levado a uma urgência psiquiátrica num qualquer hospital de Lisboa.
Portanto, o melhor mesmo é fazer coisas que não dêm nas vistas. Tipo trepar aos terraços das casas para as ir assaltar muito discretamente, ou.. sei lá, deixa cá ver... viver em união de facto com alguma gaja que se sujeite a levar tareias brutais, segundo aquele tão típico princípio luso que manda ninguém meter a colher entre marido e mulher. Isso sim, é de homem! E não faz mal, desde que ninguém saiba!
Não é?
É, pois!...
Nota de rodapé 1: Antes de chamarem os senhores de bata branca para me levar, pensem duas vezes se sou mesmo eu quem devem levar. E depois, pensem ainda mais uma vez. É que eu não digo as coisas só “da boca para fora”. O que afirmo é fundamentado em factos reais, vividos, e (o que é melhor) devidamente documentados. Venham desmentir-me, se puderem.
Nota de rodapé 2: Se, mesmo assim, acharem que estou a disparatar... Epá, é que eu estou em véspera de cumprir mais um aniversário (é a 6 de Dezembro, e faço 44, idade suficiente para já não ter de aturar certas “normalidades”). Portanto, sou pequenino e essas coisas. Gugu dádá... Podem ser simpáticos comigo, oferecer-me um bolo com velinhas, cantar os parabéns a você, e tal...? Notem que nem sequer estou a pedir quinze dias de férias em Tróia! Aliás, para quê... se não fiz mal a ninguém?