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quinta-feira, agosto 21, 2008

Nelson Évora, campeão olímpico



«Nélson Évora nasceu na Costa do Marfim em Abril de 1984 quando os pais, cabo-verdianos, trabalhavam nesse país africano. Com cinco anos chega a Lisboa. A naturalização obteve-a em Dezembro de 2001.

O desporto sempre foi a sua paixão. Na escola apaixonou-se pelo atletismo. Desde logo pelos saltos.


Iniciou-se no desporto escolar na disciplina de salto em altura. A sorte esteve do seu lado quando conheceu João Ganço, o seu professor de Educação Física e o seu treinador de sempre.

O técnico viu em Nélson um jovem diamante por lapidar e convenceu-o a dedicar-se aos saltos horizontais - comprimento e triplo - com resultados imediatos.


Em 2003, com 18 anos, sagrou-se campeão da Europa Juniores, o ano passado foi campeão mundial em Osaca, com uma marca de 17,74.

Sagrou-se, esta quinta-feira, campeão olímpico do triplo salto com uma marca de 17,67 metros.»



Fonte (texto e fotografias): Jornal de Notícias



texto completo em




segunda-feira, agosto 18, 2008

Vanessa Fernandes


As medalhas olímpicas não nascem nas mãos dos gajos (ou das gajas) que as entregam durante as "cerimónias protocolares".

Vanessa Fernandes, a grande campeã portuguesa de Triatlo, sabe isso muito bem.

Ela não desiste à primeira contrariedade (nem à segunda, nem à terceira...), não se queixa das "arbitragens" e, sempre que for preciso, levanta-se de madrugada para treinar, em vez de ficar "na caminha".

O segundo lugar alcançado ontem por Vanessa Fernandes não foi só a primeira medalha "portuguesa" nestes Jogos Olímpicos de Pequim: foi a confirmação de que o trabalho, a dedicação e a humildade compensam.

Agora ela já pode comemorar à vontade - até à próxima competição, e até à próxima vitória!

Palavras da atleta, após o final da prova (citadas pelo site do jornal Público):

«Um atleta de alta competição tem de ter objectivos concretos, pessoas em quem confiar a 100 por cento e nunca fazer as coisas só por ele, ter uma boa equipa. Tem de saber o que quer, onde está e o que significa a alta competição. A alta competição não é uma brincadeira, não é fazer meia dúzia de provas, andar a receber uma bolsa e está feito. Isto é como um trabalho. Temos muito talentos, na natação e no atletismo. O Tiago Venâncio, para mim, podia nadar muito, podia ser um grande atleta, mas não há uma estrutura fixa nesses sectores, é tudo feito um bocado à balda. Para mim são os resultados que me dão ambição e nunca estou satisfeita. Para ficar satisfeita com alguma coisa é um bocado complicado.»

Para bom entendedor...

sexta-feira, agosto 15, 2008

Vitórias olímpicas que gostamos de recordar...

Carlos Lopes, 1984





Rosa Mota, 1988




... e esperemos que não fique por aqui!

Videos copiados dos canais

http://br.youtube.com/user/ynotlleb

http://br.youtube.com/user/cbastiao

quinta-feira, agosto 14, 2008

"Memórias Olímpicas": Seoul 1988... e Los Angeles 1984!


A terminar esta série de "memórias olímpicas" de anos terminados em oito, lembro os Jogos de Seoul, em 1988. Foi o ano da segunda grande vitória de atletas portugueses: o ano em que Rosa Mota venceu a maratona.


O site Portal de Atletismo no Sapo refere assim a vitória da atleta lusa:

«Joan Bennoit era uma maratonista muito respeitada, conhecia muito bem o percurso pois tinha-se treinado nele e estava apostada em decidir rapidamente a corrida. Atacou muito cedo deixando para trás Rosa e as noroeguesas Greta Waits e Ingrid Kristiansen. As norueguesas conseguiram descolar de Rosa Mota, fazendo pairar os espectro de Helsínquia (quarto lugar).

Com o decorrer da prova, Kristiansen quebrou e foi ultrapassada por Rosa quando faltavam 2 Km para a meta.


Quando cortou a meta, o esgar de dor tornou-se de Júbilo. Festejou esta medalha como nenhuma outra. ERA A PRIMEIRA PORTUGUESA A GANHAR UMA MEDALHA OLÍMPICA.Voltou a melhorar o seu record pessoal. Esta medalha foi conquistada na ressaca de de vários problemas envolvendo Rosa/José Pedrosa e a Federação Portuguesa de Atletismo. Esta medalha vingava as afrontas e ameaças que sofrera por ter trocado a Aldeia Olímpica pelo hotel da Nike, de modo a poder ser acompanhada pelo seu técnico.»






Mas a primeira medalha de ouro portuguesa tinha acontecido quatro anos antes, em Los Angeles - e, por isso mesmo, quero também recordá-la aqui.




Mais uma vez, cito o Portal de Atletismo:


«Faltava pouco mais de uma semana para a partida para Los Angeles, quando, no decorrer de um treino, junto ao Estádio da Luz, Carlos Lopes foi atropelado por um Mercedes SL. Poderia ter sido o fim de um sonho: " Senti-me no ar, aos piparotes, caí e... levei algum tempo a levantar-me, com medo de pensar que já não iria a Los Angeles. Ergui-me e a primeira coisa que fiz foi tentar correr. Corri... o sonho podia continuar."


Dez dias depois, partiu para os Estados Unidos. Não ficou na Aldeia Olímpica, preferiu o hotel da Nike porque, aí, dispunha de melhores condições de treino e podia estar próximo da esposa.


12 de Agosto de 1984. O andamento vivo e a temperatura elevada foram desgastando Salazar, que cedeu ao quilómetro 19, Castella descolou aos 34, Seko e Takeshi ficaram para trás aos 36. Na cabeça do pelotão ficaram, então, Lopes, John Tracy e Charles Speddeing. Mas, aos 38 quilómetros, Lopes desferiu um ataque rumo à vitória,rumo ao sonho. Entrou no estádio com 200 metros de vantagem, em passada firme, com o sorriso nos lábios. Os braços erguidos ao céu. Lopes conquistava para Portugal, a primeira medalha de ouro numas Olimpíadas. Eram 3.10 horas da madrugada em Lisboa.»



E o tempo que Carlos Lopes então conseguiu é, ainda hoje (e pelo menos até à maratona deste ano...) recorde olímpico!

quarta-feira, agosto 13, 2008

"Memórias Olímpicas": Cidade do México, 1968


Disputados na Cidade do México, a mais de 2 mil metros de altitude, os Jogos Olímpicos de 1968 tiveram, entre outras particularidades, mais ou menos óbvias, mais ou menos conhecidas - que podem conferir clicando na imagem acima, para ler o respectivo texto - um espantoso recorde mundial de salto em comprimento.

Foram 8.90 m metros, marca obtida pelo norte-americano Bob Beamon - recorde que só viria a ser batido em 1991 (23 anos mais tarde!), por Mike Powell...

(Agora, em Pequim 2008, e no que diz respeito a saltos para a frente, simples ou triplos, não esperamos recordes mas sim boas classificações de Naide Gomes e Nelson Évora... se possível entre os três primeiros ou, melhor ainda, no lugar mais alto do pódio!)

domingo, agosto 10, 2008

"Memórias Olímpicas": Londres 1908, Amesterdão 1928, Londres 1948

Como já referi (ver artigo abaixo deste), estou durante esta semana a partilhar convosco algumas "memórias olímpicas" publicadas numa revista, em 1988 (há vinte anos, portanto).

Aqui ficam, então, as páginas referentes aos jogos de 1908, 1928 e 1948.

(Cliquem nas imagens para ampliar e ler os respectivos textos.)




sábado, agosto 09, 2008

"Memórias Olímpicas"...


De duas em duas décadas, os Jogos Olímpicos acontecem num ano "terminado em oito". Foi assim em: Londres 1908; Amsterdão 1928; Londres 1948; México 1968; Seoul 1988.

Agora que os Jogos de 2008 começaram em Pequim, gostaria de partilhar convosco alguma informação sobre edições anteriores. Mas, porque foram muitas, vou limitar-me, precisamente, às que decorreram em anos terminados em oito. (É um critério como outro qualquer, não vos parece?)

No entanto, e para começar... comecemos pelo princípio: ou seja, pela primeira olimpíada da "era moderna", em 1896.





Esta página (e as que irei colocando neste blogue durante os próximos dias) pertence a uma publicação - uma revista de 24 páginas - editada em 1988 (sim, há 20 anos...) por uma marca de material de escritório que patrocinou os jogos desse ano.




Era (e é: ainda a tenho!) uma publicação comercial, sim, mas também informativa (e de uma forma muito interessante, aliás).


Transcrevo o texto da página 2:


«Nascidos entre as brumas da mitologia, os Jogos Olímpicos são únicos.Concebidos há mais de 3000 anos pelos Gregos antigos, os Jogos encerram princípios que são válidos nos dias de hoje, na busca da perfeição. Fazer melhor. Reunir as pessoas. Estabelecer novos limites no campo dos empreendimentos humanos.


Não são as medalhas que contam: estas representam um meio, não um objectivo. O que mais interessa é a oportunidade de dar o melhor de si próprio. Desde que Coroebus de Elis se tornoui o primeiro campeão olímpico de que há registo, em 776 a.C., que homens e mulheres se têm dedicado a este ideal. Alguns conseguiram uma fama passageira, poucos se tornaram em lendas imortais. Mas todos, cada um à sua maneira, deixaram a sua marca no mundo.


Os Jogos Olímpicos constituem um ponto de convergência para o mundo.»