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quinta-feira, outubro 01, 2009

Tão competentes e atenciosos que eles estão!


Precisava de renovar o meu passe social. Fui ao novo balcão dos TST em Cacilhas, onde estava afixado o seguinte (cito de memória): "informamos os nossos clientes que desde Julho de 2009 aceitamos o cartão Lisboa Viva".

Eu tenho o cartão Lisboa Viva desde Março do ano passado. E o meu passe social (emitido e mal plastificado pelos TST no Laranjeiro, há 4 anos) estava mais que nas lonas. Andei com ele, neste estado, ainda durante uns meses. E agora, finalmente, fico a saber (mas só porque passei pelo novo balcão dos TST, em Cacilhas), que afinal podia estar a usar o Lisboa Viva. Há 2 meses!

Não encontrei essa informação, antes, em local mais visível. Tipo, deixa cá ver... olha, por exemplo nas paragens, ou nos painéis informativos que existem dentro dos próprios autocarros... Enfim, já não me atrevo a sugerir que metam essa informação na TST TV (a TV dos TST). Deve ser muitíssimo complicado fazê-lo. E eu penso que, de facto, é sempre boa ideia manter as coisas simples.

Eu cá - que sou utente dos TST desde que a empresa existe - tenho a impressão que, para eles, "simples" significa sempre na mesma. Ou com tendência a piorar. Mas deve ser só impressão minha.

(Esclarecimento de rodapé: não quero, com isto, acusar as funcionárias da empresa que prestam serviço aos balcões de Cacilhas - pelo contrário, e espantosamente para o que é habitual naquela empresa, essas até são competentes e simpáticas. Fossem os outros assim - competentes; dispenso o simpáticos - e eu não reclamava tantas vezes.)

sexta-feira, março 14, 2008

FINALMENTE, UM "PEDIDO DE DESCULPAS" DOS TST!


Recebi, do Sector de Almada da empresa Transportes Sul do Tejo (TST), o seguinte e-mail:

«Exmo.Senhor. Acusamos a recepção do seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção. Informamos que os nossos colaboradores foram confrontados com as situações descritas e advertidos para a necessidade imperiosa de cumprirem com os normativos estabelecidos, sob pena de virem a ser desencadeadas acções punitivas no âmbito disciplinar. No entanto, apresentamos o nosso sincero pedido de desculpas pelo sucedido. Com os melhores cumprimentos. O Sector Almada.»


Queridos leitores e/ou visitantes (riscar o que não vos interessa) deste blogue: no caso de vos ter escapado alguma coisa, façam o favor de ler (clicando aqui) quais são as «situações descritas», com as quais os «colaboradores» da empresa foram «confrontados». E, para que não vos falte nenhuma informação sobre o assunto, podem ler (clicando neste sítio) qual foi a reclamação minha que deu origem a esta resposta.

Esclarecidos? Óptimo!


Eu, nem tanto. É que - note-se... - não me foi dada resposta a algumas das perguntas que lhes fiz. Mas pronto, como apresentam um «sincero pedido de desculpas», a coisa fica por aqui.

Prometo que, enquanto utente, não trago mais a público este assunto (a menos que reincidam naquele tipo de atitudes).

Já enquanto jornalista, continuo com vontade de esclarecer algumas coisas.

Mas isso fica para outra ocasião, noutro local, e com outros meios que não um humilde, modesto, singelo e, dizem alguns de vocês, risível blogue de vitorinices.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Estes gajos são mesmo porreiros, pá!

Como já vos contei, no artigo que vem abaixo deste, fui recentemente alvo de brincadeirinhas de funcionários dos TST. Pronto, está bem, nada que eles não costumem fazer... Só que, desta vez, já chega!
E, como também já vos disse, resolvi (desta vez, e finalmente - depois de anos a levar com estas "brincadeiras") reclamar.

E não é que eles responderam?

Ora então, tomem lá nota das reclamações e respectivas respostas.

No caso do motorista que sai de Cacilhas antes da hora prevista (mas espera para me ver correr, a tentar apanhar o autocarro, e só então arranca), diz o Sector de Almada dos TST (por e-mail que, a propósito, não vem assinado), o seguinte:

«Exmo.Senhor. Acusamos a recepção do seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção. Lamentamos o sucedido e informamos que, por norma, os motoristas regulam os horários das partidas das carreiras pela hora da máquina de venda de bilhetes, a qual é regularmente actualizada. o que não significa que não existam alguns desvios. Assim, a situação será averiguada e contactado o motorista em causa para evitar a repetição destes inconvenientes para os nossos clientes. Com os melhores cumprimentos. O Sector de Almada.»

E respondo eu (em e-mail que também já lhes enviei):

«No caso do motorista que saiu de Cacilhas antes da hora prevista (algo que, note-se - e como fiz questão de referir - aconteceu comigo muitas vezes dede que sou utente da vossa empresa, ou seja, desde os anos 90), fica por esclarecer:
Quem é o responsável pelo acerto do relógio da "máquina de vender bilhetes"?
Estava, ou não, o relógio "acertado"?
O motorista agiu dessa forma por livre vontade, ou porque o relógio não estava certo?»


E pronto, fico à espera de resposta.

No caso do jovenzito "colaborador" da empresa que resolveu ser grosseiro comigo, a resposta dos TST foi:

«Exmo.Senhor. Acusamos a recepção do seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção. Lamentamos profundamente a atitude do nosso colaborador. Gostariamos de informar, que a TST tem implementado várias acções de formação com incidência nas relações organização/cliente, pelas quais passam regularmente todos os nossos colaboradores. Infelizmente nem todos executam da melhor forma as orientações ministradas. Com os melhores cumprimentos. O Sector de Almada.»

E a minha resposta à resposta deles é:

«Já no caso do motorista que se dirigiu a mim em termos menos próprios, o caso parece-me mais grave, por se tratar de uma ofensa pessoal.
As "acções de formação" referidas na vossa resposta são procedimento que se deseja, e espera, normal, numa empresa que presta serviço ao público.
No caso em apreço, supõe-se, portanto, que o vosso "colaborador" não cumpriu (ou seja, não respeitou) os procedimentos da empresa.
Que medidas pensam tomar para evitar que o referido colaborador repita esse tipo de atitude?
E como posso eu, utente regular da vossa empresa, ter garantias de que o caso não se repete?
E, por terem sido proferidas essas palavras desrespeitosas em público, perante os outros passageiros do autocarro, não vo parece que eu (que fui ofendido verbalmente em público) mereço um pedido de desculpas, que me reservo o direito de tornar também público?»


Se a ideia era uma coisa tipo a gente toma nota da ocorrência mas não fazemos nada e ficamos todos amigos até uma próxima oportunidade... esqueçam!
É que, amigos, eu cá estou mesmo disposto a (para usar a expressão do jovenzito) papar grupos, estão a ver?
É que é mesmo isso o que eu tenho mais vontade de fazer agora!

Com os melhores cumprimentos,

António Vitorino

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Era só o que faltava!!!


Os Transportes Sul do Tejo (TST) são a pior empresa de transporte colectivo de passageiros que conheço.
E conheço-os há muito tempo: desde que a empresa existe!

Ao longo dos anos (muitos) que levo de utente dessa empresa, vi-os terminar com carreiras (suburbanas, principalmente), deixar degradar a frota (e comprar carros que, nos países de origem, certamente só serviriam para sucata – mas apresentando essas aquisições como “renovação da frota”), vi-os estender a sua área de influência – que era Almada e Seixal – primeiro a Sesimbra (onde já operavam, mas ficaram sem concorrência, quando compraram a Covas e Filhos, em meados dos anos 90) e, mais recentemente, ao sul da Península de Setúbal (onde operava a Belos Setubalense), ficando assim com um quase exclusivo (apetece-me dizer monopólio, mas não posso…) do transporte rodoviário colectivo de passageiros na região.

Temos, portanto, uma única empresa de camionagem a servir-nos (a excepção é a Transportes Colectivos do Barreiro) – e, até por isso mesmo (por não termos alternativas) merecíamos ser melhor servidos. Não é?

Merecíamos, por exemplo, que os motoristas da empresa cumprissem os horários – em vez de saírem adiantados, como acontece muitas vezes, principalmente nas últimas carreiras da noite.
(Ah, e não venham cá com a piada da “pontualidade britânica”. Antes de pertencerem ao Grupo Arriva, eram do Grupo Barraqueiro – e vou, por agora, fingir que não acredito na hipótese de os dois grupos estarem “feitos” um com o outro – e, já no tempo dos “barraqueiros”, estes TST se adiantavam, sistematicamente, ao horário de saída das carreiras.)

Merecíamos que não fizessem de nós, utentes (que lhes pagamos, e bem!... ; se a empresa, por acaso, não lhes paga o suficiente, a culpa não é nossa!) objecto da habitual brincadeirinha que é ver-nos a aproximar de um autocarro estacionado numa paragem e arrancar precisamente quando começamos a correr para o tentar apanhar – deixando-nos apeados, como é bom de ver.

Eu estou capaz de apostar que qualquer cliente dessa empresa entende muito bem o que estou a dizer!

É que dificilmente alguém terá escapado a essas faltas de respeito.

(Só com muita sorte… assim tipo Gastão… Mas não me parece: o Gastão é um personagem de Banda Desenhada, o primo do Pato Donald, conhecem?...)

Mas sei, também, que este estado de coisas não muda enquanto os utentes (apetece-me dizer “as vítimas” e, se calhar, até posso) não reclamarem.

Pois bem: eu tenho reclamações a fazer.

No espaço de um mês, vi passar no centro de Almada três autocarros a horas a que, supostamente, deviam ter acabado de sair de Cacilhas:

- de 2 para 3 de Janeiro, o autocarro das 2h50 para a Costa de Caparica passa na Avenida Afonso Henriques… às 2h50 (sem comentários…)

- 3 de Fevereiro: os autocarros que, supostamente, saem de Cacilhas às 22h20, passam pela Avenida D. Nuno Álvares Pereira às 22h22 (feito notável: dois minutos para fazer aquele percurso!)

- nessa mesma noite (3 de Fevereiro), no terminar rodoviário de Cacilhas, o autocarro das 22h45 para a Trafaria está para sair. Eu vejo-o na paragem, começo a correr e… pois, adivinharam – é nesse momento que ele arranca. E estava na hora para sair? Não, não estava! Pelo menos a avaliar pelo meu relógio e – por acaso… - pelos relógios dos passageiros que aguardavam na paragem ao lado (e que comentaram o óbvio, ou seja “eles fazem sempre isso…”). Ou seja (para o caso de alguém não ter entendido), o zeloso motorista dos TST saiu adiantado e, como se isso não lhe bastasse, aproveitou para fazer a clássica brincadeirinha da empresa: o gajo que corra, se quiser, mas fica apeado na mesma!

Estão a ver? Três casos no espaço de um mês! E dois deles na mesma noite!
Mas isto ainda nem sequer é o melhor! Ai não é, não senhor!!!

O melhor é que, apesar do mau serviço que prestam, alguns funcionários da empresa julgam que têm o rei na barriga e que podem gozar com os utentes – não já com as “brincadeirinhas” do costuma, mas mais descaradamente e de forma ainda mais arrogante.

Só assim se entende a história que vos conto a seguir.

No sábado, 2 de Fevereiro, entro no autocarro que faz a carreira Cacilhas – Trafaria, das 13h20 e, como habitualmente, e normalmente, mostro o meu passe social… E ouço, então, o jovenzito motorista dizer, num tom de voz arrogante:

“VÊ LÁ SE COMPRAS OUTRO PASSE!”

Quando me apercebi que o jovenzito estava a falar comigo (bem, não foi muito difícil… apesar de eu ser um bocadinho lerdo, como vocês – que me conhecem tão bem – sabem, não é?..., o tom de voz arrogante não deixava margem para dúvidas), voltei para trás e, sem lhe dirigir a palavra, mostrei-lhe o “lado B” do passe, ou seja, aquele onde está inscrita a data-limite de validade (que é Setembro de 2009 – o que, como é fácil de entender, significa que está válido durante um ano e mais alguns meses: é questão de fazer as contas).
Ora bem: isto seria suficiente para o arrogante jovenzinho, no mínimo, mudar o tom de voz, não vos parece?
Pois, não foi nada disso o que aconteceu. Pelo contrário, diz ele que:

“ISSO DE ESTAR DENTRO DO PRAZO PARA MIM É GRUPO!”

Ora, apesar de estar habituado a faltas de respeito por parte dos funcionários dos TST, essa deixou-me perplexo!

Será que o jovenzito (que, note-se, tinha idade para ser meu filho) acha mesmo que pode falar assim com um passageiro (que, note-se, nem lhe dirigiu a palavra), ainda por cima num autocarro que ia apinhado de gente?

Terá o jovenzito alguma “comissão” por cada novo passe que a empresa emite? (Ah, a propósito: se o meu passe está algo danificado – mas ainda muito legível, e muito dentro do prazo de validade – isso deve-se, principalmente, ao facto de a plastificação vir já com defeito de origem. E a origem, qual é? Pois, exactamente: os serviços dos TST, no Laranjeiro!)

Mas, dada a arrogância com que as tais frases foram ditas, outra pergunta se impõe: estaria o jovenzito… hããã… como hei-de dizer isto?… num estado de consciência ligeiramente alterado?... Ou é, apenas, malcriado com os utentes (que lhe pagam o ordenado)? Seja qual for o caso, é grave, visto que se trata de um funcionário de uma empresa que lida com passageiros – ou seja: que os transporta! É grave e terá de ser resolvido.

Como disse, o passe foi mal plastificado (e eu não protestei – tal como não tenho protestado perante muitos maus serviços que aquela empresa tem prestado ao longo dos anos). Portanto, se eu tiver mesmo que comprar um novo, tudo bem (espero é que venha em condições de resistir a uma utilização normal até ao fim do respectivo prazo de validade, ok?). Mas não será um jovenzito arrogante quem me vai dizer o que tenho que fazer – e muito menos daquela maneira! Entendidos?

Eu apresentei já uma reclamação, no site dos TST:

http://www.tsuldotejo.pt/

Que tal fazermos todos o mesmo, sempre que formos vítimas dos maus serviços dessa transportadora?

(Ah, e se continuam a achar hilariante aquilo que eu escrevo, esperem só até eu vos mostrar a resposta que essa exemplar empresa de transportes públicos deu às minhas reclamações. É, como se costuma dizer, de partir o coco a rir!...

Mas isso fica para amanhã…)