quinta-feira, junho 09, 2011

Legislativas 2011: resultados em Almada


Resultados oficiais (provisórios) das eleições para a Assembleia da República no concelho de Almada. (Entre parêntesis, os resultados das legislativas de 2009):

PS
27,94% (35,57%)
24.833 votos (31.702)

PPD/PSD
27,49% (18,57%)
24.433 votos (16.556)

PCP-PEV
17,01% (17,36%)
15.116 votos (15.474)

CDS-PP
12,32% (9,09%)
10.950 votos (8.100)

BE
6,62% (13,12%)
5.879 votos (8.100)

Como habitualmente, o concelho de Almada segue a tendência nacional em eleições legislativas: neste caso, PSD e CDS aumentam a votação; PS, CDU e BE descem - à semelhança do que acontece no total nacional (nota: a CDU, mesmo perdendo votos, elege mais um deputado, pelo círculo eleitoral de Faro).

Fonte, com todos os resultados oficiais: site da Direcção Geral da Administração Interna (DGAE)
http://www.legislativas2011.mj.pt/Link

domingo, junho 05, 2011

Portugal, anos 80, Portugal hoje: descubra (ou faça) a diferença



(Na foto: manifestação de estudantes em 1987, frente ao Ministério da Educação e Cultura, liderado então por João de Deus Pinheiro/PSD)

Entre 1983 e 1985 Portugal teve um governo de bloco central PS/PSD. A partir de 1985, um governo minoritário do PSD, com Cavaco Silva como primeiro-ministro. Foram tempos de grande crise económica (com "ajuda" do FMI, desde 1983), de grandes lutas de massas com gigantescas manifestações de muitos milhares de pessoas, e de repressão e atantados contra as liberdades democrática (num desses anos, até a habitual manifestação de 25 de Abril, no Rossio, foi cercada pelo Corpo de Intervenção da PSP!!!).

Depois de tanta crise, tanta luta e tanta resistência, o PRD apresentou uma moção de censura na Assembleia da República (aprovada com votos a favor de PS, PCP e seus aliados e, naturalmente, do PRD) que fez cair o governo e convocar eleições antecipadas. Fomos então a votos. E, contrariando todas as expectativas, foi o PSD (Cavaco Silva) quem ganhou, e com maioria absoluta.

Assim se desperiçaram tantas energias, tantas lutas... E apartir daí a direita neoliberal instalou-se no poder, de onde ainda não saiu. Porque os revolucionários daquele tempo não levaram a luta até ao voto. Erraram por excesso de confiança.

As semelhanças com a realidade actual parecem-me óbvias (*). O desfecho é que pode ser diferente.

Ou vamos, agora, cometer o mesm o erro?

(*) embora a realidade actual me pareça, comparada com a dos anos 80, uma realidade diminuida... mas isso é conversa para outra ocasião.

sábado, junho 04, 2011

Uma "bela e apetecida vitória"

Isto foi em 1979, no Estádio Nacional, em jogo de qualificação para o Euro 1980. Portugal, 3 - Noruega, 1. Uma "bela e apetecida vitória do futebol português", como se lê neste recorte de jornal (suponho que do desaparecido Diário de Lisboa - mas não tenho a certeza...)

Amanhã é dia de eleições, hoje há bola na TV, e eu não quero que pensem que venho para aqui falar de política quando devia estar apenas em reflexão.

Ah, pois, a coincidência de ter aparecido a polícia no acampamento contestatário do Rossio logo hoje - véspera de eleições, dia de reflexão e de futebol na TV - não é para aqui chamada. Deve ter sido apenas isso: uma coincidência.

Nem pode ter sido outra coisa - porque em democracia os políticos não chamam a polícia para tentar criar tensões com as quais possam intimidar os eleitores. Deixa-me mas é ver onde meti o barrete verde-rubro da selecção de todos nós e procurar uns trocos para a cervejola.

sexta-feira, junho 03, 2011

"Há os que lutam toda a vida: estes são os imprescindíveis"


Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis


Bertolt Brecht

terça-feira, maio 31, 2011

Ainda sobre os "confrontos" (?) do 1º de Maio em Setúbal



Já vos disse: não sou anarquista. Nem gosto dos métodos que eles normalmente utilizam.

Mas há mais informação e rigor jornalístico neste vídeo de propaganda anarquista do que em qualquer peça que eu tenha visto até agora sobre o mesmo assunto nos órgãos de comunicação social. O que diz muito (mal) da comunicação social que temos e mostra (muito bem) aquilo a que chegámos. Sic transit gloria mundi...

sábado, maio 28, 2011

Polícia dispara contra manifestantes em Setúbal


Isto aconteceu no 1º de Maio de 2011, no centro de Setúbal: polícia aos tiros contra uma manifestação pacífica, convocada por movimentos anarquistas.

Eu não sou anarquista. Simpatizo até com as causas deles, mas não gosto dos métodos voluntariosos que utilizam. (Claro que isso é outra conversa... mas digo só para esclarecer quem precisar de ser esclarecido)

Não vejo é razão nenhuma para isto. Tiros contra manifestantes desarmados? Num país democrático, onde a Constituição da República e as leis asseguram o direito à livre manifestação de ideias políticas?

Sim, porque Portugal é um país democrático, não é?

quarta-feira, maio 25, 2011

Portugal tem funcionários públicos "a mais"? A OCDE diz que não!


Portugal é um dos países do "mundo desenvolvido" com menor percentagem de emprego público.

Como se pode verificar no gráfico, Portugal está abaixo da média dos países da OCDE no que diz respeito a percentagem de trabalhadores do sector público relativamente à população activa. Países como França, Bélgica, Canadá, Reino Unido e Itália têm mais funcionários públicos que nós! E a percentagem de emprego público em Portugal praticamente não aumentou no período abrangido por este estudo da OCDE (1995 - 2005).

Eu sei que estes números contrariam a ideia feita de que o nosso mal é termos funcionários públicos "a mais"... E também sei que, se lermos o documento todo, ficamos até a perceber - caso não tenhamos ainda entendido - que as "gorduras" do Estado encontram-se nos órgãos "federais e de governo" (sic do documento) e não na administração local.

Isto são dados oficiais (da OCDE), publicados num site oficial (do Governo português). Vale muito a pena ler com atenção o estudo, que ajuda a desmistificar estes e outros preconceitos sobre o emprego público em Portugal.

Lembrei-me deste gráfico ao ver, no telejornal de hoje, o anúncio da OCDE sobre a recessão em Portugal - "o único país desenvolvido do mundo que está em recessão económica".

Pronto, está bem, se a OCDE o diz deve ser verdade. Só é pena que nem toda a verdade passe na televisão.

Encontram o documento integral aqui:

http://www.dgap.gov.pt/index.cfm?OBJID=c56e2903-1f51-417d-8839-240c045f72c9

(A Década - emprego público em números, 1995 - 2005, editado em 2009. Abre em formato pdf)

quinta-feira, maio 19, 2011

Estacionamento em Almada: quando a propaganda e a realidade vivem em mundos diferentes


Chegou-me hoje à caixa do correio o boletim da Junta de Freguesia de Almada, em cuja contra-capa se encontra este delicioso pedaço de prosa poética:

"Inaugurado a 28 de Janeiro, o novo parque de estacionamento, com entrada pela Rua Leonel Duarte Ferreira, gerido pela ECALMA (...) trará decerto grandes benefícios tanto aos residentes, como ao comércio local, aos que usufruem dos serviços e da oferta cultural desportiva, ou apenas ao convívio, das diversas colectividades que enriquecem esta zona, como aos que trazem os seus filhos à escola, como ainda aos turistas que nos visitam e que obrigatoriamente incluem a zona histórica no seu roteiro".

Eu moro na Rua leonel Duarte Ferreira e até gosto muito de poesia, como se sabe. Mas esta prosa poética é de muito mau gosto. Porque a realidade é que, passados quase 4 meses desde a inauguração do parque, o que residentes, utentes de serviços e comércio local e turistas encontram continua a ser isto: carros estacionados em cima dos passeios, todos os dias e a todas as horas.



Note-se que, mesmo antes da inauguração do parque da Câmara gerido pela ECALMA, já existiam zonas de estacionamento grátis - que os automobilistas não utilizam, preferindo, em vez disso, ocupar os passeios (situação documentada no vídeo acima). A Câmara tem vindo a ser devidamente alertada para o problema, há mais de um ano. Mas tudo continua na mesma. Porquê?

Ora, estacionar (ou mesmo parar) em cima dos passeios é ilegal, de acordo com o Código da Estrada (artigo 49, alínea f). E a Câmara tem um instrumento chamado ECALMA para intervir nestes casos. Mas não faz nada. Porquê?

Fiz essas perguntas à ECALMA (e à Câmara) em Fevereiro. Disseram-me na ECALMA "temos ordens superiores para intervir em todas as ruas que estejam nas zonas de influências dos nossos parques, excepto nessa, enquanto não for colocada nova sinalização". Que sinalização? E é para demorar quanto tempo? Na ECALMA não me responderam a essa pergunta. E a Câmara não me diz nada sobre o assunto. Não confirma essas "ordens superiores" - mas também não as desmente!

Entretanto, até já existe nova sinalização.


(Sinalização recente, em Almada velha. O parque indicado como "São Paulo" é o da Rua Leonel Duarte Ferreira)

Mas a ECALMA continua a não intervir nesta rua. Porquê? Há mais sinalização para meter aqui? Qual? Para quando? E - a talhe de foice, já que falamos nisso - se assim for, porque é que responsáveis da Câmara me disseram, anteriormente, que não iriam intervir mais nesta rua, por se tratar de uma "área consolidada"?

Quando a ECALMA (empresa municipal) diz uma coisa e a Câmara outra, a conclusão óbvia é: ou não se entendem (nesse caso entendam-se lá) ou alguém está a mentir!

Quando a Câmara, em pouco tempo, parece mudar de opinião sobre o mesmo assunto e sem dar cavaco a ninguém (contrariando até a decisão da Assembleia Municipal que recomenda à Câmara que informe melhor os cidadãos sobre o papel da ECALMA e as leis e regulamentos em vigor), já nem sei bem o que pensar e o que dizer. Pior que isso: já nem sei em quem votar nas próximas autárquicas. Eu que sempre votei na (e apoiei a) CDU.

A CDU costuma ser (re)conhecida nas autarquias pelo seu projecto político, pela boa gestão e pela honestidade com que se dirige aos munícipes.

Fazer um parque de estacionamento com dinheiros públicos e depois não incentivar o seu uso - e, pelo contrário, fechar os olhos ao estacionamento ilegal - não me parece boa gestão nem boa visão política. Não informar devidamente as pessoas recusando-se a cumprir até uma deliberação da Assembleia Municipal também não me parece lá muito honesto.

E nem sei que mais vos diga...

Edital sobre o funcionamento da ECALMA



Eu devo ser um tipo muito velho e desactualizado, com certeza. Porque ainda sou do tempo em que os editais tinham validade jurídica, e eram para cumprir.

Ou então ando distraído. Alguém tem visto por aí "informação ou reinformação pública sobre a missão e objectivos da ECALMA"? E "clarificação e publicidade das normas em vigor e dos procedimentos considerados adequados", onde está?

Este edital tem agora 5 meses. E não é mais uma manobra demagógica da oposição: foi apresentado em Assembleia Municipal... pela CDU. E aprovado.

Eu penso, sinceramente, que é um bom conjunto de medidas. Falta só cumpri-las. Porque não se cumprem? Estão à espera de quê?

segunda-feira, abril 25, 2011

É o aniversário da revolução, camarada pá!


Há 30 anos, Almada comemorava o sétimo aniversário do 25 de Abril de 1974, com o seguinte programa de festas (clica na imagem para a ampliar e ler o texto, camarada pá):


E sim, naquela altura a gente escrevia "pá", com acento, como se escreve em português (pá, que é uma abreviatura da palavra rapaz, já agora), e não "pah"... pá!

sábado, março 26, 2011

Eu até queria escrever sobre outras coisas... mas todos os dias tropeço nisto:



Carros e camiões estacionados em cima do passeio, impedindo a passagem de peões. Nestes dois locais de Almada acontece todos os dias, e quase sempre com os mesmos protagonistas. É proibido, obviamente (Código da Estrada, artigo 49, alínea f). Mas ninguém faz nada para cumprir a lei e defender a segurança dos peões (que assim são obrigados a circular pela faixa de rodagem dos automóveis).

As autoridades não actuam, porquê? Têm sido avisadas muitas vezes! (Nem seria preciso - porque isto é transgressão tão evidente - mas têm sido avisadas...)

Que conclusões tirar disto? Almada passou a ser uma terra sem lei?

Ou a lei só se "aplica" à noite, nos bares e nas ruas de Almada Velha - onde não se pode estar pacatamente a beber um copo e a conviver sem que apareça a PSP, e armada até aos dentes como se andasse a perseguir perigosos delinquentes?

Alguém me explica o que se está a passar na minha cidade? Não cumprir a lei compensa, em Almada?

PS - É claro que, depois de diagnosticar problemas e apresentar propostas para os resolver - e tendo em conta que ando nisto há tanto tempo e continua tudo na mesma - já não posso acreditar na boa fé nem na vontade política de quem tem meios para resolver isto. Por mais propaganda que me tentem impingir, só acredito quando vir soluções em prática. E estou curioso para ver se não serão as soluções que eu sugeri... implementadas com um atraso absurdo (deviam ter sido pensadas com antecedência - ou seja: antes de se perceber que não é só por a Câmara inaugurar novos parques que o problema do estacionamento fica automaticamente resolvido). É que se for isso, desculpem lá, mas parece que - pelos vistos, não é? - até eu fazia o mesmo e mais depressa, se tivesse poder para tal.

E se os meus amigos acham que estou a insistir muito no mesmo tema, ajudem-me a resolvê-lo. Quando deixar de haver assunto, eu deixo de ter razão para escrever sobre ele, não é?

quarta-feira, março 23, 2011

Dois poemas de Rui Tinoco, publicados no Debaixo do Bulcão 39 e lidos na Festa da Poesia de Almada (Incrível Almadense, 21 de Março de 2011)




O LOCUTOR


achei curioso: depois da notícia
surpreendi um certo olhar de
tristeza ao Locutor. os factos não
eram para menos: a desgraça
abatera-se sobre a família
de Domodedonova durante
as recentes chuvadas tropicais.
o seu telejornal era diferente, ele
não acreditava no rigor da máxima
«uma imagem vale mil palavras»
e insistia em acrescentar uma outra,
a de si mesmo, profundamente
combalido com as misérias do mundo.
felizmente, o dia é longo, tem vinte
e quatro lo-o-o-ongas horas e um nosso
atleta conquistou uma rara
medalha. depois do jantar, o tom
era de festa – assim o ditava
o alinhamento. pobre Locutor!
teve de mascarar a negra sombra
que lhe pairava sobre o coração
e, afirmo-o sem receio, o seu
rosto exalava então a mais profunda
a mais pura e radiosa
alegria! foi nesse momento
que se interrompeu a transmissão
em virtude de compromissos
publicitários.



O ECONOMISTA

o Economista pensa com
índices, afirma x
ou bate-se pela ideia oposta
conforme o que lhe dizem os mercados.
ninguém ouve tão bem os mercados
como o nosso Economista. é
preciso que todos se calem, que os professores
ensinem mais baixinho, que os
maestros não rodopiem demasiado
ao conduzir majestosas orquestras,
que o poeta não chocalhe tanto
as metáforas. é a partir deste
momento que ficamos suspensos
a todo o pequeno gesto
à mais insignificante hesitação
do Economista. ele ouviu os mercados,
aquilatou e alinhou os mais misteriosos
índices. afirmou: «o vosso destino
está sujeito a uma OPA hostil,
o Dinheiro não gosta que estejam
aqui a ler poesia».



Rui Tinoco (poemas) e Jorge Figueira (fotos)

terça-feira, março 22, 2011

O que é isto?



Uma carrinha da Misericórdia de Almada estacionou esta tarde no passeio em frente a minha casa. Porquê? Eu não os chamei! Parece que os vizinhos também não... E tenho a certeza que, se procurassem, encontravam lugares de estacionamento legal mais perto do local onde foram - supostamente... - dar apoio domiciliário.

"Lugares de estacionamento legal" são, caso não tenham entendido: os 2 parques grátis à superfície que existem aqui e, na falta de lugares nesses, o parque subterrâneo da ECALMA, que fica nesta mesma rua. Nos passeios é que não pode ser, diz o artigo 49 do Código da Estrada! E não abre exceção nenhuma para carrinhas de apoio domiciliário, mesmo que tenham um papelinho no pára-brisas a dizer que estão "em serviço" (não estão a fazer transporte de doentes, pois não? então? é preguiça de andar um bocadinho desde o estacionamento até à residência onde vão dar apoio?)

Eu sei que este pessoal se está a borrifar para as regras (para o código da estrada, neste caso): é frequente ver carrinhas desta instituição, nesta rua, em cima dos passeios mesmo quando há 3 parques de estacionamento aqui perto (e já os vi também noutra rua e noutro passeio: confirmem aqui).

Mas, se não têm emenda, pelo menos não voltem a faze-lo à minha porta, ok? Agradeço.

PS: Se alguém com responsabilidades nesta matéria tiver interesse, pode pedir-me o vídeo que fiz na mesma ocasião, com o qual demonstro que existiam mesmo lugares de estacionamento legais e vagos, naquele momento, e que não precisavam de meter a carrinha em cima do passeio. Não quero que vos falte esclarecimento nenhum.

sexta-feira, março 18, 2011

Debaixo do Bulcão no no Dia Mundial da Poesia



O cartaz da Festa da Poesia, a realizar dia 21, no Salão de Festas da Incrível Almadense, e a capa da nova edição do Debaixo do Bulcão poezine - mais informação sobre este projecto editorial alternativo aqui:
http://debaixodobulcao.blogspot.com

A Festa da Poesia de Almada é uma organização da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, em parceira com a SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, Associação Poetas Almadenses, O Farol - Associação de Cidadania de Cacilhas, e Debaixo do Bulcão. Durante o evento haverá uma sessão de "poesia vadia" (aberta à participação de todos os que desejem dar a conhecer os seus poemas, ainda que não editados) e serão distribuídas 3 publicações de poesia (cadernos das associações Poetas Almadenses e SCALA, bem, como a já mencionada edição 39 do Debaixo do Bulcão poezine).

A entrada é livre, e estão todos convidados!

sábado, março 05, 2011

Almada, Janeiro de 1987


Este vídeo é da inauguração de um evento cultural, na antiga Oficina da Cultura de Almada. O momento aqui documentado aconteceu no dia 24 de Janeiro de 1987: é a "cerimónia oficial" (ou o "moscatel de honra", se vos der mais jeito) de abertura da Semana do Livro de Almada.

Tenho, no meu canal do Youtube, mais vídeos do evento. E não me apetece alongar-me agora em detalhes sobre o assunto. (Hei-de escrever mais sobre isto, mas não aqui nem agora.)

Ao divulgar este documento espero, sim, estar a contribuir para esclarecer alguns blogueiros e respectivos leitores com aspirações a "fazedores de opinião"... mas eventualmente tão mal informados que pensam (pensam?), por exemplo, que Maria Emília de Sousa é presidente da Câmara de Almada desde o 25 de Abril.

(Não, não estou a brincar: li mesmo uma coisa assim, não há muito tempo, num blogue cá da terra.)

Então, para que a História não seja esquecida (nem "reescrita" à vontade dos diversos fregueses), aqui está, neste vídeo, José Martins Vieira, primeiro presidente eleito da Câmara Municipal de Almada, manifestando o seu apoio às actividades promovidas pelo Centro Cultural de Almada, num tempo em que a Cultura era (mesmo) um parente pobre da actividade municipal. Deste município como de todos.

Vejam o vídeo, divirtam-se. E, se tiverem dúvidas, perguntem-me antes de "opinarem" com os disparates do costume, ok?

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Sobre o canibalismo mediático de uma morte recente


Eis o texto que eu gostaria de ter escrito, mas não consegui. Lúcida análise, do jornalista Rui Vasco Neto.


La hipocrisie en rose: Introdução.

Sábado, 15 Jan, 2011

O assunto é de vómito, todo ele. E de vómito maior ainda é tudo isto que o rodeia, alimenta de disparate e mantém à tona de todas as conversas. Toda esta insuflação, à falta de informação a sério, de factos confirmados, naturalmente escassos por esta altura. Mas como o assunto é assunto e a audiência é garantida então há que falar muito, dizer coisas. Mesmo que não haja nada certo para dizer há que improvisar, imaginar, especular e opinar, opinar sempre e muito, esse é o segredo. Será no fundo uma espécie de homenagem póstuma, talvez, o que acaba por fazer sentido sobretudo quando nada mais faz, neste carnaval de horrores em tons de rosa e sangue, agora ornado com as plumas e paetês da grande hipocrisia nacional. Um vómito, resume bem.

O que tenho visto e ouvido sobre esta tragédia nos últimos dias tem sido o inacreditável, palavra de honra. E mais inacreditável ainda é tudo aquilo que eu ainda não vi nem ouvi a ninguém, estranhamente ou talvez não. Por isso estou assim, aparvalhado, confesso que tão atordoado como fiquei na hora em que me chegou a notícia, de chofre: o Carlos Castro foi castrado e assassinado em Nova York. Credo, que coisa horrorosa! Que sopro gelado bate a nossa própria realidade, contemporânea da selvajaria, nesse instante de náusea! Carlos, castro e morto? Digam o que disserem eu cá digo o que disse no momento, convicção inabalável: ninguém merece morrer assim. Ninguém, nem o Carlos Castro. Ninguém.

Procurei pormenores, claro, o como e quem e quando e onde da notícia, o cerne factual vestido com o mínimo de opinião possível, tentando evitar o preconceito alheio e quedar-me pela tarefa de lidar apenas com o meu próprio, inevitável. Assim fui filtrando e digerindo toda a informação essencial para formar uma opinião sobre o sucedido, sustentada e independente do meu sentir pessoal sobre o falecido, algo que neste contexto de sofrimento e morte não tem evidentemente qualquer cabimento ou relevância. Remexi os meus sentimentos, em busca da compaixão indispensável a qualquer entendimento e também de outros pequenos nadas que entendi pôr em causa nesta hora de balanço obrigatório. E fechei o lado pessoal da questão quando no passado domingo, ao final da tarde, me sentei mais as minhas reflexões num banco da igeja onde cresci a ouvir falar de perdão e de respeito pelo próximo, para entregar o assunto a quem de direito de uma vez por todas. Saí de lá sozinho e resolvido, não sem antes ter assistido à missa das 19:00h que nessse dia, domingo 9 de Janeiro, na Igreja da Penha de França em Lisboa, foi rezada em intenção de Carlos Castro, pelo seu descanso eterno na paz que todos merecemos. Uma decisão sincera tomada de coração puro, que nada tem a ver com as minhas convicções pessoais sobre o finado, evidentemente. E que em nada interfere ou colide com a opinião que eu possa ter formado sobre aquela que é para mim a violência maior deste crime de morte, segundo facto indiscutível deste caso: este é um crime que fez duas vítimas, uma delas mortal; e outra o assassino.

Já o facto primeiro é o tal que faz a notícia e que ainda hoje pede análise, séria e urgente, a bem da verdade que não é cor-de-rosa, a bem de todos nós, no fundo: Carlos Castro morreu em Nova York, assassinado em circunstâncias sórdidas pelo rapazinho que o acompanhava. Por mim desejo paz à sua alma, dê-lhe Deus o eterno descanso e ponto final. Que encontre para si no céu a compaixão que raramente mostrou ter pelos outros aqui na terra, são os meus votos sinceros. E digo-o de coração, isso é certo. Tão certo como nunca, mas mesmo nunca ter gostado dele um nadita que fosse em vida.

publicado por Rui Vasco Neto
no blogue
Sete vidas como os gatos

segunda-feira, janeiro 24, 2011

E pronto, mais 5 anos do mesmo...


Cavaco Silva foi reeleito, com uma maioria esclarecedora.

A abstenção atingiu níveis recorde.

A utilização do cartão de cidadão deu bronca e terá contribuído para a elevada abstenção; há quem fale já em "eleições falsificadas"... (Eu votei com o meu BI, e não tive problema nenhum... mas isso sou eu, que ainda não me adaptei às modernices).

O PSD já esfrega as mãos de contente e diz que gostaria de governar com Cavaco Silva (o mesmo que, na sua primeira candidatura a PR, aconselhava os portugueses a não meter os ovos todos no mesmo cesto...).

O discurso do PSD actual faz-me lembrar o discurso de Cavaco Silva do final dos anos 80: "um governo, uma maioria, um presidente"... o que, por sua vez, me recorda vagamente um slogan dos anos 30 que era, se não me engano, "ein volk, ein reich, ein fuhrer" (mas isto sou eu, que tenho a mania de desenterrar bagatelas históricas - não liguem).

"Uma Aventura..." é o título genérico de uma colecção de livros "juvenis", escritos por Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, e ilustrados por Arlindo Fagundes, publicada durante muitos anos pela Editorial Caminho.

O Pulo do Lobo é um local no "Alentejo profundo", onde Cavaco Silva passava férias, nos seus tempos de primeiro-ministro de Portugal. Um local onde, segundo o próprio, as notícias do país não chegavam.

Às vezes apetece-me emigrar para o Pulo do Lobo. Para desenjoar um bocadinho da Boca do Lobo.

sábado, janeiro 22, 2011

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Portalegre, Dezembro de 1999


Em Dezembro de 1999, o governo tinha decretado "tolerância zero" às infracções na estrada durante a época de Natal e fim de ano. A intenção era combater o elevado número de acidentes que ocorrem habitualmente nestes períodos. Mas, para por em prática a medida, as forças de segurança viam-se obrigadas a não ter férias "normais" junto da família ou - em alguns casos - a fazer horas extraordinárias.

O Jornal D'Hoje (semanário onde eu então trabalhava) viu aí a oportunidade para fazer uma reportagem com a Brigada de Trânsito da GNR. Fizemos, então, o pedido, que foi muito bem acveite: se nós queríamos saber (e mostrar) como trabalhavam os homens da brigada, eles (pelo menos em Portalegre...) pareciam também muito interessados em mostrar o seu trabalho.

Lá fomos, num final de tarde muito frio, para as estradas em redor da capital do Norte Alentejano. E saiu isto:

Este "post" é dedicado, com muito respeito e consideração, a todos os que trabalham nesta altura do ano.

Aos outros, amigos e/ou visitantes deste blogue, desejo o dobro daquilo que me desejam a mim. E que 2011 seja aquilo que cada um de vós merecer.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

29 de Dezembro de 1990: a minha primeira exposição de fotografia


Há 20 anos estava eu a expor alguns trabalhos de fotografia numa colectiva de apoio à candidatura presidencial de Carlos Carvalhas, no Ritz Club, em Lisboa.
Essas fotos andaram perdidas até 2008. Nessa altura, decidi fazer este vídeo, para ficar com um registo da coisa, antes que se volte a perder. Divirtam-se.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

É Natal. Tempo de brincar à caridadezinha...



Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

A senhora de não sei quem
Que é de todos e de mais alguém
Passa a tarde descansada
Mastigando a torrada
Com muita pena do pobre
Coitada

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

Neste mundo de instituição
Cataloga-se até o coração
Paga botas e merenda
Rouba muito mas dá prenda
E ao peito terá
Uma comenda

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

O pobre no seu penar
Habitua-se a rastejar
E no campo ou na cidade
Faz da sua infelicidade
Alvo para os desportistas
Da caridade

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

E nós que queremos ser irmãos
Mas nunca sujamos as mãos
É uma vida decente
Não passeio ou aguardente
O que é justo
E há-que dar a toda a gente

Não vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta é falsa intençãozinha
Não vamos brincar à caridadezinha

José Barata Moura

sábado, dezembro 11, 2010

Metem os carros em cima do passeio porque "não há lugares para estacionar", é isso?



Carros estacionados em cima do passeio, com um parque de estacionamento GRÁTIS (e vazio...) mesmo ali ao lado. Acontece nesta rua de Almada, todos os dias e a qualquer hora.
Além deste, existe outro parque de estacionamento, também grátis, numa praceta a cerca de 15 metros dali.
Parar ou estacionar em cima dos passeios é proibido por lei (Código da Estrada, artigo 49, alínea f), punível com a remoção do veículo e, se necessário, bloqueamento até que essa remoção se efectue.
Quando alguém decidir acabar com este descaramento e fazer cumprir a lei, não se admirem nem se venham queixar de "intolerância" ou de "caça à multa", ok?

terça-feira, novembro 30, 2010

"Jornalista desde 1992"?


Em Novembro de 1992 comecei a minha carreira profissional como jornalista, no departamento de informação da Rádio Baía. Fez agora 18 anos. Permitam-me, portanto, assinalar a data.

Não me vou alongar em pormenores: apenas referir duas ou três coisitas que me parecem importantes porque correspondem a dúvidas que alguns tótós têm levantado ultimamente sobre a minha carreira e as minhas competências. São, digamos assim, as FAQ sobre a minha vida profissional.

Primeira coisita: como apareço eu no jornalismo? Que antecedentes tinha? Que formação? Caí de pára-quedas no métier?

Cheguei à Rádio Baía respondendo a um anúncio onde pediam pessoal para "fazer rádio". Apareci por lá, apresentei o meu CV, fiz uma prova de admissão e fui aprovado. Eu queria fazer rádio, mas eles precisavam era de pessoal para o departamento de informação, e foi aí mesmo que eu fiquei. Tão simples quanto isso.

E antecedentes? Formação? CV?

Vejamos: estava muito rodado a "fazer rádio" desde 1984 (tinha começado há 8 anos, portanto), primeiro em animações de recintos e em "estúdios móveis" e depois, mais a sério, numa "pirata" de Almada (a Rádio Urbana), entre 1987 e 1988, onde editei noticiários e programas de música e divulgação cultural. Mas estava também habituado ao jornalismo, não apenas por vocação, mas também por experiências práticas. Por exemplo: em 1990 fiz secretariado de redacção num jornal local chamado Almada Press... Poderia até dizer que o início da minha actividade profissional como jornalista foi aí - mas não o digo, por razões que não vale a pena estar a explicar agora (e, possivelmente, nunca).

Então e formação académica, não tinha? Pois não. Tinha melhor, mas mesmo muito melhor que isso!

Entre 1982 e 1987 estive no Centro Cultural de Almada - associação cuja actividade principal e permanente (e pioneira, para a época) era a formação de agentes culturais, através de cursos, seminários, colóquios... E essas acções de formação eram dadas pelos melhores profissionais nas suas áreas de actividade. Imaginem, nos anos 80, uma escola onde pudessem ter cursos de fotografia com o director do Museu da Fotografia (José Pessoa), de composição com um dos compositores de referência do século 20 (Jorge Peixinho), de serigrafia com o mestre do mais importante atelier da época (António Inverno)... e de jornalismo com um jornalista a sério, que fazia - e ainda faz, felizmente! - investigação e tudo (José Goulão).

Juntem a isso a oportunidade de participar em eventos onde podem conhecer (e aprender com) personalidades como Vasco Granja, António Victorino de Almeida, Manuel da Fonseca, Fernando Lopes-Graça - e já ficam com uma ideia (ainda vaga) da qualidade e diversidade da formação "não académica" que eu ganhei durante esses anos.

Mas isso não dá garantias nenhumas de que pudesse vir a ser um bom jornalista, pois não? Se há tanto licenciado que não sabe ler nem escrever...

Pois, aí está a questão! Mas essa é fácil: perguntem a quem comigo trabalhou se eu era bom profissional ou não (mas não perguntem aos medíocres e aos invejosos: perguntem aos competentes, pois é com esses que eu me comparo).

Perguntem-lhes, por exemplo, quantas vezes tive de corrigir textos de jovens jornalistas, estagiários ou mesmo já licenciados e integrados na redacção (e corrigir não apenas ortograficamente, mas - quantas vezes! - totalmente, de modo a que um texto atabalhoado passasse a ser uma notícia). Claro: já naquela altura havia, a par de jornalistas que sabiam do ofício, outros que escreviam com os pés e pensavam com dois neurónios. A diferença é que, nesse tempo, o "mercado" escolhia os melhores; os medíocres iam para outras actividades... a menos que tivessem cunhas ou fossem amigos do(s) chefe(s).

Então eu, que não possuia nenhum "canudo", nunca tive falta de trabalho até ao início desta década. Passei pela Rádio Baía, Rádio Voz de Almada, Sul Expresso, revista e jornal Sem Mais, Jornal da Região (de Almada e Setúbal), Jornal D'Hoje (de Portalegre, onde fui chefe de redacção), revista País Económico, Noticias da Zona... e acho que não me estou a esquecer de nada.

Tudo imprensa regional, claro! Era onde se podia trabalhar a sério, aprofundar os assuntos, fazer perguntas, investigar...

E isto é tudo verdade? Foi mesmo assim?

Em caso de dúvida podem também consultar o meu trabalho, que é público: existem exemplares desses jornais em bibliotecas, arquivos históricos e na internet. E há-de aparecer também uma entrevista onde falo destes e doutros assuntos, no próximo volume do livro "Almada, Gente Nossa", de Artur Vaz (com lançamento previsto, salvo erro, para o primeiro trimestre de 2011).

Contudo, perguntam ainda alguns tótós, tenho o direito de me considerar jornalista? Onde está o título profissional?

Pois, boa pergunta. A resposta daria um artigo pelo menos tão grande quanto este... Mas pode ser resumida citando a lei que regulamenta o Estatuto do Jornalista (lei 64/2007):

Definição de Jornalista:

1 - São considerados jornalistas aqueles que, como ocupação principal, permanente e remunerada, exercem com capacidade editorial funções de pesquisa, recolha, selecção e tratamento de factos, notícias ou opiniões, através de texto, imagem ou som, destinados a divulgação, com fins informativos, pela imprensa, por agência noticiosa, pela rádio, pela televisão ou por qualquer outro meio electrónico de difusão.


2 - Não constitui actividade jornalística o exercício de funções referidas no número anterior quando desempenhadas ao serviço de publicações que visem predominantemente promover actividades, produtos, serviços ou entidades de natureza comercial ou industrial.

3 - São ainda considerados jornalistas os cidadãos que, independentemente do exercício efectivo da profissão, tenham desempenhado a actividade jornalística em regime de ocupação principal, permanente e remunerada durante 10 anos seguidos ou 15 interpolados, desde que solicitem e mantenham actualizado o respectivo título profissional.

Eu tenho mais que esses "10 anos seguidos ou 15 interpolados" de experiência profissional, referidos no parágrafo 3 deste artigo da lei. Agora, que estou a exercer funções incompatíveis com a actividade de jornalista, não posso ter carteira profissional (como é óbvio - e é por isso mesmo que o título deste artigo está entre aspas). Mas assim que regressar à profissão (espero que não demore muito) tenho - de acordo com a lei - todo o direito a pedi-la. E é isso mesmo o que farei.

Esclarecid@s?


(A foto que ilustra este "post" é de um artigo do semanário Actual, em 1994, estava eu em serviço para a Voz de Almada, a tentar fugir à objectiva do fotógrafo - porque o jornalista não tem de aparecer na notícia - mas não consegui, e ainda bem.)

terça-feira, novembro 23, 2010

Denzel Washington e a crise...


Às vezes há surpresas destas. Num jornal (a Dica da Semana) que normalmente não tem muito de interessante para ler, aparece-me uma entrevista de Denzel Washington onde, a propósito de um novo filme, o actor fala de desemprego e precariedade laboral nos EUA e receia que o fenómeno chegue também à indústria do cinema. Um exemplo:


P - foi uma rodagem difícil?
DW
- Posso dizer que foi, de certa forma, triste. Houve uma cena que filmámos em Ohio, onde eram precisos 50 figurantes e apareceram duas mil pessoas. Tinham fechado muitas fábricas e minas na zona e todas aquelas pessoas estavam sem trabalho. Nunca tinha estado nas regiões onde filmámos e foi importante conhecer a América profunda.

P - Esteve hesitante em passar do filme Assalto eo Metro 123 para Imparável?
DW
- Absolutamente! Questionei logo o Tony Scott sobre qual o motivo para fazermos dois filmes de comboios seguidos, mas ele disse-me que era um filme totalmente diferente. Ao desenvolvermos a personagem, interessei-me por abordar o que se está a passar na região dos Estados unidos da América onde decorre a acção. Há muitas regiões do país onde as pessoas estão a ser afastadas dos seus empregos. Os mais velhos estão a ficar sem trabalho para serem substituídos por mais jovens que recebem menos dinheiro e isso é o que é retratado no filme. Provavelmente vai acabar por acontecer o mesmo no mundo do cinema.

Pois é, a "crise"... Então, aqui vai um "conselho" que nunca pensei dar a ninguém: não percam a Dica da Semana! A sério: leiam esta entrevista. O que aqui vos deixei é mesmo só um aperitivo...