sábado, março 05, 2011
Almada, Janeiro de 1987
Este vídeo é da inauguração de um evento cultural, na antiga Oficina da Cultura de Almada. O momento aqui documentado aconteceu no dia 24 de Janeiro de 1987: é a "cerimónia oficial" (ou o "moscatel de honra", se vos der mais jeito) de abertura da Semana do Livro de Almada.
Tenho, no meu canal do Youtube, mais vídeos do evento. E não me apetece alongar-me agora em detalhes sobre o assunto. (Hei-de escrever mais sobre isto, mas não aqui nem agora.)
Ao divulgar este documento espero, sim, estar a contribuir para esclarecer alguns blogueiros e respectivos leitores com aspirações a "fazedores de opinião"... mas eventualmente tão mal informados que pensam (pensam?), por exemplo, que Maria Emília de Sousa é presidente da Câmara de Almada desde o 25 de Abril.
(Não, não estou a brincar: li mesmo uma coisa assim, não há muito tempo, num blogue cá da terra.)
Então, para que a História não seja esquecida (nem "reescrita" à vontade dos diversos fregueses), aqui está, neste vídeo, José Martins Vieira, primeiro presidente eleito da Câmara Municipal de Almada, manifestando o seu apoio às actividades promovidas pelo Centro Cultural de Almada, num tempo em que a Cultura era (mesmo) um parente pobre da actividade municipal. Deste município como de todos.
Vejam o vídeo, divirtam-se. E, se tiverem dúvidas, perguntem-me antes de "opinarem" com os disparates do costume, ok?
quinta-feira, setembro 02, 2010
"Vinte anos, vinte festas" - artigo do Sul Expresso sobre a Festa do Avante de 1996

sexta-feira, julho 30, 2010
Tipo, uma homenagem a António Feio
António Feio (Lourenço Marques, 6 de Dezembro de 1954 — Lisboa, 29 de Julho de 2010).
Num país como Portugal, onde o génio humorístico popular é fértil mas se fica pelo nível da anedota, aparecem, de longe em longe, personalidades que agarram nessa característica lusa e a elevam a Arte. O actor (o grande actor) António Feio, que agora nos deixou, era uma dessas raras personalidades.
Recordo-o aqui numa série de 2001/2002: Paraíso Filmes (que considero ser do melhor que se fez em Portugal, em termos absolutos - e não apenas no género "humorístico"). António Feio fazia, entre outros personagens o do realizador residente da "produtora independente da Trafaria" E yá, era tipo o meu presonagem preferido.
Um longo e sonoro aplauso! Até sempre.
sábado, julho 10, 2010
1980: o ano em que a Festa do Avante foi em Julho

Suponho que o adiantamento da data estará relacionado com o facto de se terem realizado nesse ano eleições legislativas (em Outubro) e presidenciais (em Dezembro, primeira volta). Mas suponho, apenas - não tenho informação mais objectiva sobre o assunto.
Dessa Festa do Avante de 1980 recordo, sobretudo, o grande espectáculo no Palco 25 de Abril, com Chico Buarque, Simone, Edu Lobo, o MPB4...
No entanto, porque as memórias são de acontecimentos de há três décadas, prefiro não me fiar muito nelas. Vejamos antes o que escreveu a imprensa da época sobre o que iria ser essa edição da Festa do Avante!

Notícia do Diário de Lisboa de sexta-feira, 11 de Julho de 1980.
"A Festa do Avante, órgão central do Partido Comunista Português, começa ao fim da tarde de hoje. Às 19 horas - e sabe-se como os comunistas são organizados... - os portões da Festa, no Casalinho da Ajuda, abrir-se-ão. E vai ser um nunca mais de gente a entrar, como aconteceu nos anos anteriores (500.000 entradas em 1979).
O jornal destacava a programação do palco principal, referindo também alguns dos outros palcos e auditórios. E, mais adiante, referia a exposição sobre o 4º centenário da morte de Luís de Camões e o lançamento de uma edição especial de "Até Amanhã, Camaradas", de Manuel Tiago, ilustrado por Rogério Ribeiro.

Noticiava "o diário" na terça-feira, 8 de Julho: "ampliando e enriquecendo a experiência do ano passado, também este ano no Pavilhão Central da Festa haverá uma exposição sobre «Arte popular e Património Cultural».
Uma semana antes da Festa, o Avante divulgava: "a música que se faz nas várias regiões do país estará presente na zona central da Festa, através da actuação de coros, ranchos e bandas"

Vinham de todo o país. E Almada também estava presente, com "Tocadores de Gaitas de Foles e do Grupo de Arte Popular, ambos do Centro Cultural de Almada"
(Note-se, a propósito, que a Banda da Incrível Almadense também actuou, durante os dias desta edição da Festa, mas noutro contexto - por exemplo, na sexta-feira, no Palco da Emigração)
Em 1980, a referência na imprensa cultural de "artes e espectáculos" era o semanário Se7e. Que, na edição de dia 9 de Julho, dedicou uma página ao evento.
"A Festa do Avante, anualmente realizada desde que a Revolução dos Cravos a tornou possível,
constitui um acontecimento com a particularidade de transcender o círculo ideológico da sua organização, atraindo pessoas de variadas tendências. O programa deste ano estende-se por três dias (11, 12 e 13 de Julho) e inclui teatro, cinema, música, desporto, circo, exposições, colóquios e outras manifestações de carácter cultural e recreativo.O se7e destacava a ainda pouco conhecida Simone (que teve a sua apresentação ao público português precisamente nessa Festa do Avante): "Simone é uma das presenças brasileiras na Festa do Avante. Ex-campeã do Mundo de basquetebol, não restam grandes dúvidas de que canta melhor do que jogava"
Ao palco instalado no Pavilhão Central (não havia ainda Avanteatro) vieram esse ano dois encenadores da RDA apresentar um trabalho com actores do Teatro de Campolide (assim se chamava, ainda, a actual Companhia de Teatro de Almada) sobre cenas de "A Mãe", de Bertolt Brecht.
Escrevia o Avante de dia 3 de Julho:
"Dois destacados encenadores da República Democrática Alemã" (Peter Kleinert e Peter Schrot, do Palastheater, de Berlim) "especialistas na obra de um dos mais importantes homens de teatro do nosso século - Bertolt Brecht - deslocaram-se a Portugal no âmbito da Festa do Avante e prepararam um espectáculo com actores do Grupo de Campolide, baseado em cenas e canções da conhecida peça de Brecht «A Mãe», que se destina a ser apresentada no auditório A do Pavilhão Central na noite do próximo sábado."
(...)"O espectáculo tem estado a ser preparado no Teatro da Academia Almadense (sede do Grupo de Campolide que, aliás, vai brevemente transformar-se em Centro Dramático de Almada - Companhia Profissional, aprofundando assim ainda mais o seu processo de radicação naquela importante zona operária da margem sul) e quando for apresentado ao público terá completado um total de 11 ensaios em apenas 5 dias (...)
quinta-feira, março 25, 2010
"Atenção putos de Almada e arredores! Querem aprender música?"

Ora bem, "queda para a música" - digamos assim, já que é assim que está na notícia - é algo que, em Almada, existe, e muito, há muito tempo. Nesta cidade (neste Concelho), as principais colectividades, e as mais antigas, tiveram a suas raizes, precisamente, em grupos de música. Veja-se o emblemático caso da mais que centenária Incrível Almadense (e da "sucedânea" - e rival, durante muitas décadas - Academia Almadense). Ou o caso da SFUAP (para não esquecer a outra das "três grandes" do associativismo "tradicional" em Almada).
Cito, a propósito, o site da SFUAP (porque é aquele onde encontrei esta ideia melhor explicada, e só mesmo por isso, ok, pessoal das outras colectividades?):
"A SFUAP deve a sua fundação, em 23 de Outubro de 1889, a um grupo de residentes da Cova da Piedade, na sua maioria operários corticeiros, de um modo geral imbuídos do espírito da época: criar uma banda de música.
No fundo, impulsionada, protegida mesmo, pelo vigoroso amor dos seus fundadores, a colectividade surgiu, precisamente, quando as ideias liberais agitavam os homens de Almada, sofrendo a sua benéfica influência.
Começou com a música, logo alargando a sua actividade ao teatro. Alguns anos mais tarde, face às inúmeras carências de instrução que afligiam a população, a SFUAP enveredou pela instrução criando uma escola com aulas diurnas para crianças e nocturnas para adultos. Três semanas após a abertura da escola nas instalações da sede, as aulas já tinham uma frequência de 110 alunos."
Isto era, por assim dizer, o princípio (aliás, um dos inícios) do que viria a ser um movimento associativo forte, influente e criativo em Almada, cidade e concelho.
A música esteve sempre presente nessa caminhada.
Assim, não é de estranhar que, no princípio dos anos 80 do século 20, quando aparece o chamado "boom" do chamado "rock português", Almada seja - com o Porto - uma das "capitais" do fenómeno. Lembremo-nos de bandas como UHF, Xutos e Pontapés, Iodo, Roquivárius - todas "de referência" nessa época, e algumas ainda em actividade - que nasceram em Almada ou que, de alguma forma, estiveram fortemente ligadas a esta terra.
Ora, o recorte de imprensa é (não sei se já repararam...) de 1982, mais precisamente de dia 25 de Março - ou seja: faz hoje 28 anos que foi publicado. Eu, que gosto muito de aproveitar as "efemérides", lembrei-me de o (re)publicar agora. Mas não é para falar do passado. É para, tendo o passado (a História) como referência, reflectir sobre o que temos hoje, olhando em frente.
Há 28 anos, quem estava a promover aquele curso era uma associação de "novos" (na época) agentes culturais. Uma estrutura que lutava - arduamente e com escassos recursos - em prol de uma mudança de mentalidades na maneira de encarar os assuntos da Cultura e, particularmente, a formação dos animadores culturais. Era uma estrutura que defendia e promovia um trabalho de base, muitas vezes ignorado ou mal visto, para dar formação às pessoas que - em áreas tão distintas como sindicatos, comissões de moradores ou de trabalhadores, escolas, empresas - tentavam, com o que tinham à mão (e muitas vezes sem os conhecimentos técnicos necessários), fazer "trabalho cultural" junto das suas comunidades.
Chamava-se, essa associação, Centro Cultural de Almada. (Eu estive lá, e hei-de contar um pouco da sua história. Mas não aqui nem agora.)
Em 1982, o (ou a) jornalista que escreveu a notícia a que me tenho vindo a referir, julgou importante dar umas "dicas" - com sentido de humor, note-se - para convencer os papás a inscrever as criancinhas no curso. A acção formativa até nem seria muito cara, mas vivia-se um tempo de crise económica, que afectava, muito severamente, o distrito de Setúbal (os anos 80 foram quase tão maus como esta década, nesse aspecto). Ou seja, não havia "massa" - traduzindo: "guito" - para essas coisas do Ensino e da Cultura!
Mas o (ou a) articulista insistia: "Aproveitem uma altura em que eles estejam hipnotizados diante do aparelho de televisão e comecem a falar-lhes no tal curso, garantindo-lhes que ficareis traumatizados para toda a vida se eles se opuserem ao vosso legítimo direito de aprender música. É preciso insistir tanto que eles se vejam perante o risco de perder o programa televisivo".
Que sábias palavras e que douto conselho, ó meus amigos!
Em 1982 eram "os paisinhos" quem ficava frente à televisão - os putos queriam era rua!
Hoje, são "os putos" quem fica frente ao écran. Estão a ver como - citando o Grande Vate - "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"?
Noto que "os putos" daquele tempo estão, supostamente, em vantagem. Porquê? Pois, por isso mesmo: já devem conhecer a técnica para tirar partido de alguém que esteja hipnotizado por um écran. Se, nos oitentas faziam isso com os pais, não conseguem agora fazê-lo com os filhos?
Pois bem, era isto, apenas, o que eu queria dizer. Reflectir sobre o passado para, olhando em frente, avaliar melhor a actualidade (como já referi antes). Ou, citando outro grande poeta, ter em conta que "só as lições da realidade nos podem ensinar a transformar a realidade".
Mas - e desta vez é mesmo para concluir - não acredito que assim seja: que, em Portugal, as lições da realidade nos ensinem alguma coisa. Somos muito imediatistas. Sempre fomos. É uma evidência histórica. Até mesmo da História recente: na década de 90, com tanto dinheiro, com tantos apoios "da Europa", com tanta criatividade de súbito desatada... preferimos continuar com o nosso mau fado, com o nosso choradinho. E agora, amiguinhos, vivemos um tempo de retrocesso civilizacional. Felizmente há sinais, ainda ténues, que indicam que podemos estar a sair desse retrocesso. Digo eu, mas eu sou um optimista incorrigível. Com a tendência bipolar e a falta de memória histórica do bom povo português, não sei, não...
domingo, março 21, 2010
21 de Março é, também, o Dia Universal do Teatro (ou do teatro de amadores)!?

Eu não sabia, até descobrir este texto, escrito pelo dramaturgo português Jaime Gralheiro para a Associação Portuguesa de Teatro de Amadores e publicado pelo Centro Cultural de Almada em 1979.
Porque existem duas efemérides tão semelhantes e logo em datas tão aproximadas?
Pois, isso também eu gostava de saber. Mas não encontrei documentação sobre o assunto. Há informação, sim, sobre o Dia Mundial do Teatro (27 de Março) mas, sobre o dia do "teatro amador" a informação que encontrei é, além de escassa, inconclusiva (as fontes consultadas não coincidiam nem nas datas que apontam para a efeméride: há quem refira o dia 16 de Dezembro, em vez de 21 de Março...).
Fiquei com vontade de procurar melhor, para esclarecer esta dúvida.
sábado, março 13, 2010
Tágides 2010, este fim de semana em Almada

quarta-feira, março 10, 2010
"A Poesia da Realidade"
"The Poetry of Reality (An Anthem for Science)" - "A Poesia da Realidade (Um Hino para a Ciência)" - é um dos vídeos do projecto (julgo que posso chamar-lhe isso) Symphony of Science.
No respectivo site - http://symphonyofscience.com/ - leio que se trata de "um projecto" (ora bem...) "musical liderado por John Boswell, concebido para divulgar conhecimento científico e filosofia em forma de música. O projecto" (pois, é mesmo um projecto...) "deve a sua existência em larga medida ao magnífico trabalho de Carl Sagan, Ann Druyan e Steve Soter, de Druyan - Sagan Associates". É um projecto comercial, ok...
Comercial mas muito interessante em termos puramente musicais (julgo eu - mas, sinceramente, sou um leigo nessa matéria) e, principalmente, no objectivo, a que se propõe, de fazer chegar conceitos científicos ao "grande público" numa forma nova, manipulando vozes e transformando discursos em melodias cantadas. (O compositor, John Boswell, explica os seus objectivos e métodos em http://symphonyofscience.com/about.html)
Desta forma, temos a oportunidade de ouvir os cientistas e divulgadores a "cantar" coisas como «Science replaces private predjudice With publicly verifiable evidence», «The story of humans is the story of ideas That shine light into dark corners», ou «There's real poetry in the real world Science is the poetry of reality», no vídeo acima.
Ou então, no que se segue, «We are all connected; To each other, biologically To the earth, chemically To the rest of the universe atomically», «We live in an in-between universe Where things change all right But according to patterns, rules, Or as we call them, laws of nature», «The beauty of a living thing is not the atoms that go into it But the way those atoms are put together The cosmos is also within us
We're made of star stuff We are a way for the cosmos to know itself»
Estas "letras" estão disponíveis, também, no site Symphony of Science.
No Youtube, melhor ainda: quem lá colocou os vídeos - http://www.youtube.com/user/melodysheep - fez-nos o favor de os traduzir para português! Eu agradeço. E retribuo, divulgando.
quarta-feira, janeiro 13, 2010
Uma carta aberta do Teatro Fórum de Moura
são estas as médias: no Alentejo o valor médio é absurdamente baixo, valendo um projecto apenas 17.000 euros, no Algarve 21.000 euros, no Centro 75.000 euros, em Lisboa e Vale do Tejo 48.500 euros, e no Norte 58.000 euros.
2009, falando agora do Alentejo, só na área do Teatro, 1 quarto das candidaturas não foram apoiadas. Há portanto nesta Região uma dinâmica a ter em conta, reconhecida local e regionalmente, mas que não é apoiada pelo Estado.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
«O mau gosto, o pirosismo, é uma forma de Fascismo!», dizia o maestro Victorino d'Almeida, em 1987

segunda-feira, novembro 16, 2009
Não sou anarquista, como se sabe. Mas apoio a luta do CCL para continuar naquele espaço!

Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações.
O Centro vai recorrer desta decisão. Nesta nova fase é preciso suportar custos que dizem respeito ao recurso e aos honorários do advogado.
Continuaremos a lutar para que este espaço continue!
sexta-feira, outubro 16, 2009
Finalmente, um concurso de graffitis em Almada!
Em Almada existem alguns dos melhores graffitis que conheço. Claro que também há muito lixo (como em todo o lado). Mas, por cá, temos obras de arte, pública e urbana, muito interessantes.
A Câmara de Almada decidiu, finalmente, promover um concurso de graffitis (à semelhança do que existe, por exemplo, no vizinho Seixal).
A partir deste sábado teremos a oportunidade de ver algumas paredes do concelho valorizadas com a criatividade destes artistas...
E já era tempo de fazer uma coisa destas!
quarta-feira, setembro 02, 2009
Michel Giacometti - vida e obra lembradas na Festa do Avante 2009

quinta-feira, junho 04, 2009
Gambuzine#1 - uma nova série, agora anual (mas é pena)
Esta nova série do Gambuzine promete ser de periodicidade anual (o que é pena, digo eu, mas a editora - Teresa Câmara Pestana - lá terá as suas razões).



terça-feira, maio 05, 2009
Vasco Granja, grata lembrança - e singela homenagem

http://www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=119
terça-feira, abril 28, 2009
sábado, fevereiro 21, 2009
Teatro de Fantoches da AIPICA - Almada, Fevereiro de 1979


Fevereiro para a mesma "efeméride".)
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Manoel de Oliveira: 100 anos!

E eu, que não tenho nenhuma competência para acrescentar o que quer que seja de relevante, apresento, então, uma muito singela homenagem: o fac-simile de uma publicação do Instituto Português de Cinema, datada de 1979, com texto de um outro cineasta, também ele dos melhores que temos (António-Pedro Vasconcelos), a propósito do "escandaloso" Benilde ou a Virgem Mãe.

Para conhecer melhor Manoel de Oliveira:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_de_Oliveira
quarta-feira, novembro 12, 2008
Uma "feira do fanzine"... em 1987


Portanto, na Semana do Livro de Almada, em 1987, havia um espaço de exposição, distribuição e venda de trabalhos de autores novos, e jovens. Como complemento, fizeram-se recitais de poesia, uma "performance" poético-musical (julgo que se podia enfiar-lhe esse rótulo) e um debate sobre "edição e divulgação de jovens autores", com a participação de putos que tinham a mania que sabiam escrever (eu era um deles), de outros que por acaso até já sabiam, de outros, também, que publicavam os seus trabalhos em fanzines e outras edições "alternativas" (eu ainda não era um deles) e abrilhantado com a presença do director do DN-Jovem, Manuel Dias.
desse ano, na Oficina da Cultura (a antiga, aquela que a partir de 1988 passou a ser o Teatro Municipal). Organizada pelo Centro Cultural e pela Câmara Municipal de Almada, teve, além de livros, um variado programa de actividades, nas quais participaram figuras maiores da cultura portuguesa, como António Victorino de Almeida, Joaquim Benite, Maria Aliete Galhoz, Luzia Maria Martins, entre outros. Do programa constavam: uma evocação de Aquilino Ribeiro (com projecção de documentário alusivo e um debate com a presença do filho do escritor, Aquilino Ribeiro Machado); uma homenagem ao conceituado professor universitário Manuel Viegas Guerreiro; um debate sobre jornalismo de investigação (a propósito do lançamento de um livro do jornalista especializado em questões do "Médio Oriente", José Goulão); colóquios sobre Federico Garcia Lorca e sobre Cesário Verde; espaços de divulgação de trabalhos de escritores vinculados ao concelho de Almada...quinta-feira, novembro 06, 2008
joão vasco henriques vai para a Rússia - Almada organiza grandiosa Festa de Despedida !!!

valores mais altos se alevantam. Portanto, deixemos o Obama para mais tarde.
vou, daqui a pouco. Depois conto-vos como foi. Se conseguir, claro (que nestas coisas de festas, nunca se sabe...).



