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sábado, junho 26, 2010

O Metro Sul do Tejo, ou mais uma crónica de um país onde tudo se faz muito devagarinho

O primeiro protocolo entre governo e autarquias para a implementação do Metropolitano do Sul do Tejo (MST) foi assinado há 15 anos (precisamente, no dia 18 de Abril de 1995). E previa desde logo o traçado actual, mas muito maior extensão de linhas - ainda na primeira fase devia chegar ao Barreiro e à Costa de Caparica. Não era o "metro de Almada" (como há quem lhe chame hoje). Era, e é, um projecto que se pretende estruturante para as acessibilidades (ou a mobilidade, para usar um palavrão mais na moda) das populações do "arco ribeirinho do Tejo" (concelhos de Almada, Seixal, Barreiro e Moita). Só começou a funcionar em 2008.

A Câmara de Almada, que sempre esteve na vanguarda deste projecto, tinha lançado a ideia por volta de 1985 (faz agora 25 anos, e uma década antes do primeiro protocolo). Não sei exactamente porque só dez anos mais tarde um governo e as autarquias locais chegaram a acordo. Mas lembro-me, ainda relativamente bem, desse primeiro trimestre de 1995, quando o processo parecia começar, finalmente, a entrar nos carris.

Enquanto jornalista do quinzenário Sul Expresso fui acompanhando esse assunto. Eis a cronologia dos acontecimentos de 1995, tal como apareceram nas páginas daquele periódico.

A primeira referência ao assunto aparece em Fevereiro desse ano. "A assinatura do contrato de fornecimento do Anteprojecto da Rede Base do Metropolitano Ligeiro da Margem Sul realizou-se no dia 29 de Fevereiro no edifício da Presidência da Câmara Municipal do Seixal", com a presença dos municípios envolvidos - Seixal, Moita Barreiro e Almada - do então secretário de Estado dos Transportes, Guilhermino Rodrigues, e de um representante do consórcio francês liderado pela Semaly-HP-Pret, responsável pela elaboração do "anteprojecto".

Este anteprojecto era, de facto, um estudo de viabilidade técnica e económica, uma vez que, segundo o Sul Expresso, o consórcio iria "efectuar a descrição dos previsíveis financiamentos, referindo vantagens e inconvenientes de cada, para além dois montantes de participação atribuídos a cada entidade que venha a envolver-se no referido projecto", bem como "desenvolver e complementar os aspectos geológicos e topográficos de um estudo da viabilidade da extensão da rede até ao concelho da Moita". (Artigo da jornalista Ana Isabel Borralho).

Note-se, então, que esse primeiro documento já previa a ligação - logo numa fase inicial - dos concelhos de Almada, Seixal e Barreiro, com posterior ligação à Moita.

Isso mesmo adiantava o Sul Expresso (em artigo meu, e julgo que com alguns conteúdos em "primeira mão"), na edição de 29 de Março. O jornal divulgava a planta da rede prevista, tal como fora apresentada (mas não muito divulgada) a 20 desse mesmo mês. "O estudo de viabilidade técnica e económica foi concluído e entregue ao ministro Ferreira do Amaral. No passado dia 20 foi publicamente apresentado (...) em cerimónia que contou com a presença do coordenador do estudo, Fernando Nunes da Silva".

Falou-se de números, nessa apresentação. Segundo a presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa, esperava-se "um investimento da parte do Governo de 45 a 60 milhões de contos, com recurso a Fundos Comunitários" e o restante investimento ficaria "a cargo da empresa que vier a contruir e a explorar a rede". Note-se, então, que desde logo tinha ficado assente que a empresa que construísse a rede seria a mesma que a iria explorar. Dito de outra forma: quem explora o serviço teria a "obrigação" de construir os equipamentos.

Apontavam-se também datas. A primeira fase, "fazendo a ligação Barreiro/Almada/Pragal" devia estar concluída em 1999. Ou mesmo antes disso (por volta do final de 1997) porque "a tecnologia utilizada permite a abertura de troços quilómetro a quilómetro" , como garantia o coordenador do estudo de viabilidade.

No dia 5 de Abril, a Câmara de Almada aprovava o estudo, em sessão pública, "por unanimidade e com direito a palmas" - como reportava o Sul Expresso (Ana Isabel Borralho) - e com declarações de voto a favor do projecto por parte de vereadores da CDU e do PSD. No que dizia respeito a contas, "caberá às câmaras pagar 20%, ficando o governo, através da CP, responsabilizado em 80%, ou seja: 150 mil contos a CP e 7.500 contos cada câmara".

Faltava só formalizar a parceria governo-autarquias, com a assinatura do "protocolo para o desenvolvimento do metropolitano ligeiro na margem sul do Tejo". Esse momento tão aguardado chegou a 18 de Abril de 1995, nos Paços do Conselho da Câmara Municipal do Barreiro. E eu tive a sorte, ou o privilégio de fazer a cobertura desse acontecimento que se supunha histórico (na verdade acho que tive mas foi a lata de me oferecer - e insistir muito - para fazer esse "serviço").

Com praticamente tudo dito por parte das autarquias e dos autores do estudo, esperava-se muito da intervenção do então Ministro das Obras Públicas, Ferreira do Amaral. E ele não defraudou as expectativas. Garantiu a disponibilidade do Governo para apoiar a concretização da obra pública. Mas fez mais. Fez uma grande declaração de intenções sobre a importãncia de investir no desenvolvimento dos caminhos de ferro para "revolucionar os meios de transporte", de forma a "transportar mais pessoas, mais frequentemente, mais utilmente e com maior comodidade".

Poucos meses mais tarde, mudava o Governo. Com o novo Executivo, todo este trabalho volta para a gaveta. E as populações do "arco ribeirinho do Tejo" continuam (até hoje!) a ter de fazer percursos estranhos e pouco lógicos para se deslocarem de transportes públicos entre dois grandes centros urbanos, ainda por cima tão próximos, como Almada e Barreiro!

Passam 4 anos. Em 1999 (ano que se previa ser o do arranque da exploração do Metro Sul do Tejo!) é assinado um novo protocolo. Mas é preciso aguardar ainda mais 2 anos até que, em 2002, a obra é finalmente adjudicada... para ficar concluída seis anos mais tarde (mas só numa ínfima parte relativamente ao projecto de 1995)!

Tudo isto já passou à História, dir-me-ão.

Pois passou. Mas era bom que a gente aprendesse alguma coisa com a História. Para quê? Para não repetirmos asneiras do passado, por exemplo. Não é uma boa razão?

Metro Sul do Tejo - o protocolo de 1995





Em 1995, Governo e autarquias de Almada, Seixal, Barreiro e Moita, assinaram o primeiro protocolo para a implementação do Metropolitano de Superfície do "arco ribeirinho do Tejo". Estas páginas são o "fac-simile" do protocolo então assinado, e que previa a concretização do projecto até 1999, com percursos entre Almada, Seixal e Barreiro (numa primeira fase) com posterior extensão ao concelho da Moita. O protocolo foi assinado nos Paços do Concelho da Câmara Municipal do Barreiro, no dia 18 de Abril de 1995, pelos presidentes das 4 câmaras envolvidas, e por: Presiudente do Conselho de Gerência da CP - Caminhos dse Ferro Portugueses; Presidente do Conselho Directivo do Gabinete do Nó Ferroviáro de Lisboa, Coordenador do Grupo de Trabalho criado pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. (Optei por rasurar as assinaturas na última página, por motivos que me parecem óbvios.)

sábado, janeiro 23, 2010

Mais sinalização e menos velocidade para o MST, em Almada. A notícia é essa, não é?


Informar melhor a população para os perigos associados à circulação do Metro Sul do Tejo (MST) nas zonas urbanas, reforçar a sinalização junto ao "espaço-canal" e reduzir a velocidade das composições em áreas pedonais - são medidas previstas pela Autoridade Metropolitana de Transportes, com vista a reduzir o risco de acidentes. As providências agora em estudo surgem na sequência de acidentes relacionados com a circulação do MST e devem ser apresentadas ao Ministério dos Transportes no prazo de um mês.

Isto é, pelo menos, o que consigo concluir, depois de ler com muito cuidado e muita atenção a peça do Notícias de Almada "Acidentes com o metro obrigam a adoptar medidas". No terceiro parágrafo da mencionada peça, o referido periódico cita Carlos Correia, presidente da aluída (perdão: aludida) autoridade metropolitana e coordenar (sic) do mencionado grupo de trabalho(da referida autoridade).

Diz, então, o mencionado senhor, que (e passo a transcrever, com a devida vénia): «uma das acções aponta para a preparação de uma campanha de informação para a população, bem como o reforço da sinalização vertical e horizontal, além de que nalgumas zonas com maior circulação de peões haverá moderação da velocidade do metro, além de que estão também identificadas intervenções físicas para as paragens dos autocarros, em determinados locais». (Por aqui não fico a saber que intervenções para que paragens e em que locais.)

O mesmo responsável adianta outras medidas em estudo, nomeadamente - conforme citado pelo Notícias de Almada - «a criação de um separador que impeça as pessoas de se deslocarem paralelamente ao metro» (coisa que, para mim, não faz sentido: não será antes um separador paralelo à linha de metro?) ou, suponho que em alternativa, «a marcação, a amarelo, de uma faixa de 40 centímetros onde nas zonas onde as pessoas costumam circular» (sic).

Ora bem: se percebi tudo, certinho e direitinho, vamos ter - finalmente! - o MST a circular na malha urbana a uma velocidade decente, vamos ter as linhas devidamente assinaladas e uma campanha de informação para explicar às pessoas que é preciso ter cuidado a atravessar a linha do metro - tanto cuidado como o que é preciso ter a atravessar a estrada, para não sermos atropelados por um carro ou um autocarro.

É isso, não é? Pois. Parece-me bem!

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Uma notícia do Jornal da Região e um comentário meu


Os almadenses ainda não se habituaram a ver circular no centro da cidade um "metropolitano de superfície" (ou "eléctrico rápido", se preferirem - suponho que ambas as designações estão correctas). Há países onde este tipo de transporte convive pacificamente com os peões (por exemplo, em Itália - veja-se aqui o metro de superfície, ou eléctrico rápido, de Milão), mas por cá ainda é novidade.

No entanto, o que me leva a comentar a notícia não é isso. É outra coisa. É o seguinte...

Eu, que ando muito pelas ruas da minha cidade (sou um pedestre, sim), tenho visto, muitas vezes, muitas pessoas a atravessar a linha do "metro", e a ter muito cuidado (muito medo, aparentemente) enquanto a atravessam. Tenho visto, muitas vezes, pessoas que atravessam a linha do "metro" em locais onde não existe passadeira para peões. E já vi - várias vezes - pessoas que, ao atravessar a linha do "metro", olham só para o "metro" - e, a seguir, quase são atropeladas pelos automóveis!

O que quero dizer com isto? Algo muito óbvio e tão básico que faz parte da educação que recebemos desde pequeninos: é preciso ter muito cuidado a atravessar a estrada! Devemos atravessar na passadeira e olhar primeiro para a esquerda e depois para a direita, a ver se vem algum veículo, seja ele qual for!

O "metro" circula, em Almada, em vias onde circulam também automóveis (se exceptuassemos, como deviamos exceptuar, a "zona pedonal" - mas nessa é, também, o que se sabe). Portanto, tenhamos cuidado ao atravessar a faixa de rodagem dos carros e autocarros, depois a linha do "metro", e novamente a faixa de rodagem dos carros e autocarros. (Ou: tenhamos, então, muito cuidado a atravessar a "zona pedonal", não nos vá passar nenhum carro por cima antes de chegarmos, sequer, à linha do "metro".)

Elementar. Ou não?

quarta-feira, julho 22, 2009

Metro Sul do Tejo - o projecto de 1995


O Metro Sul do Tejo (MST) foi proposto pela Câmara de Almada em meados da década de 80, mas foi 1995 o ano decisivo para o arranque do projecto. Nesse ano, as autarquias de Almada, Seixal e Barreiro assinaram com o Ministério das Obras Públicas (liderado então pelo social-democrata Ferreira do Amaral) um protocolo para implementar o projecto - dizia-se que seria até 1999.

A primeira representação gráfica das linhas (reproduzida aqui segundo a versão que publiquei no semanário Sul Expresso, em 29 de Março de 1995) anunciava já que o MST iria passar, à superfície, pelas zonas onde está, actualmente, em funcionamento (cliquem na imagem para ampliar e confirmar isso mesmo).

Assumia-se desde logo não como "o metro de Almada" - há quem, hoje, lhe chame isso - mas como um "projecto estruturante para o arco ribeirinho do Tejo, ligando os concelhos de Almada Seixal e Barreiro, com posterior extensão ao concelho da Moita". (Hoje existe apenas no concelho de Almada, e no Seixal só até Corroios...)

O estudo de viabilidade técnica e económica foi apresentado ao Governo de então no dia 20 de Março de 1995. Em Almada, foi aprovado - por unanimidade e aclamação - numa reunião pública da Câmara, a 5 de Abril (fonte: Sul Expresso, 12 de Abril de 1995, "Almada aprova protocolo do Metropolitano", artigo de Ana Isabel Borralho). Finalmente, o protocolo de colaboração entre os poderes central e local foi assinado no Barreiro, a 18 de Abril de 1995, com a presença do ministro e dos presidentes de câmara.

Escrevi anteriormente sobre as origens do MST - num artigo com mais conteúdo (e melhor documentado, até), mas também mais opinativo.Encontram-no aqui:http://vitorinices.blogspot.com/2008/11/o-metro-sul-do-tejo-contribuies-para.html

Metro Sul do Tejo e zona pedonal de Almada (em Maio de 2002)


O Metro Sul do Tejo (MST) é projecto que está no papel desde 1995 e que, desde logo, definia o traçado actual, assumindo-se como um "metro ligeiro de superfície ou eléctrico rápido" (ver artigo acima deste, sobre o estudo de viabilidade do MST).

Sabia-se, portanto, que autarquias e Governo(s) queriam que o MST passase, como metropolitano de superfície, nos locais por onde hoje passa efectivamente (a única excepção a esse entendimento será - suponho - a zona do "triângulo da Ramalha").
No entanto, só em 2002 se ficaram a conhecer os projectos para a criação de uma zona pedonal (ou zona de trânsito condicionado, como alguns lhe preferem chamar) na cidade de Almada. Só em 2002... Ou melhor: desde 2002. Há sete anos, portanto, que o projecto é público, e tem vindo a ser publicitado pela edilidade almadense.
Veja-se o que foi publicado a este respeito no boletim municipal, em Maio de 2002. E compare-se com a realidade actual (o que foi feito e o que ficou por fazer).













Duas notas de rodapé:

Nota 1 - Não posso deixar de estranhar a exigência dos comerciantes, que querem reabrir ao trânsito automóvel a "zona pedonal" de Almada. Conheci cidades com zonas pedonais (Viseu, nos anos 80; Setúbal e Portalegre, em tempos mais recentes) e em nenhuma delas o facto de não haver trânsito desfavorecia o comércio - antes pelo contrário. E porquê esta contestação só agora? Andaram distraídos durante todo este tempo?

Nota 2 - É que, durante todo este tempo, não foi só a Câmara de Almada a falar sobre este assunto. A comunicação social também o fez. Eu, por exemplo, publiquei algumas coisitas, nos órgãos de comunicação onde trabalhei. Por exemplo, aqui.
http://vitorinices.blogspot.com/2007/05/ateno-vou-opinar-sobre-o-metro-sul-do.html

quarta-feira, novembro 26, 2008

O Metro Sul do Tejo: contribuições para a sua história


No dia em que o Metro Sul do Tejo chega (finalmente!) a Cacilhas, decidi armar-me em pretensioso e publicar aqui no meu cantinho algumas "contribuições para a história" do dito.

Parece que a ideia vinha já dos anos 80. Mas as referências documentais mais antigas que tenho nos meus arquivos pessoais remontam a 1995. Por exemplo, nesta publicação de propaganda política da CDU...



... ou neste jornal, o Sul Expresso, conotado com o Partido Socialista (embora não fosse assim tão "socialista" entre aspas: eu trabalhava lá - e, apesar de me chamar também António Vitorino, não sou o dirigente do PS, como certamente já repararam...).




Portanto, em 20 de Março de 1995, o estudo de viabilidade técnica e económica (entregue ao ministério liderado por Ferreira do Amaral) era apresentado publicamente. E, como se pode ver, já previa o actual traçado dentro da cidade de Almada. Previa ligações à Costa de Caparica (façam o favor de confirmar) e ao Seixal e Barreiro, com a possibilidade de posterior extensão até à Moita (é o que está no mapa, não é?).Claro que os prazos eram muito"optimistas". Mas em Portugal os prazos são sempre "optimistas", certo?



No mesmo ano, a 5 de Abril, a Câmara de Almada aprovava em reunião pública o protocolo do MST, "por unanimidade e com direito a palmas", como reportava então a jornalista do Sul Expresso Ana Isabel Borralho.


A 18 de Abril de 1995, o Governo e as quatro autarquias envolvidas no projecto (Almada, Seixal, Barreiro e Moita) assinavam um protocolo de colaboração. O ministro das Obras Públicas, Ferreira do Amaral, fazia então uma notável "declaração de intenções" na qual considerava ser a ferrovia o "transporte do futuro" (não sei, mas parece-me que ouvi recentemente alguém do actual Governo dizer qualquer coisa semelhante...).





Claro que, já nesse tempo, se levantavam algumas vozes de esclarecidos (e anónimos) cidadãos, indignando-se contra o projecto e avisando as gerações futuras quanto às nefastas consequências do "comboio". Por exemplo, este cronista residente do "socialista" (entre aspas) Sul Expresso, que assinava como "rosinha dos limões":




Entretanto, a antiga Rodoviária Nacional era privatizada, passando a chamar-se então (e até hoje) TST - Transportes Sul do Tejo. Quem nesse tempo chefiava os TST garantia ao Sul Expresso que a empresa estava preparada para "enfrentar a concorrência".




Note-se que os TST pertenciam então ao Grupo Barraqueiro, actual "patrão" do Metropolitano da Margem Sul; e hoje pertencem ao grupo britânico Arriva (que os adquiriram ao Grupo Barraqueiro, pois claro); e note-se também que, há poucos anos, os dois grupos tentaram criar uma "holding" de transportes, numa operação de concetração que foi chumbada pela Autoridade da Concorrência; note-se, por último, que o grupo Arriva é accionista de empresas do grupo Barraqueiro e que este, por seu lado, é accionista de empresas do outro... Confusos?

Enfim, eu em 1996 ainda não sabia de nada disto. Nem desconfiava. Daí as minhas tão "cândidas" perguntas sobre a concorrência entre os dois meios de transporte.

Alguns anos mais tarde - em 2002, para ser mais preciso - voltei a falar com responsáveis dos TST, do grupo Barraqueiro (e, nesse caso, também com a Transtejo). Deixo isso para outro artigo. Mas, se quiserem, podem espreitar o que já escrevi sobre o assunto clicando aqui:
http://vitorinices.blogspot.com/2007/05/ateno-vou-opinar-sobre-o-metro-sul-do.html

quarta-feira, abril 02, 2008

«Desculpe, você é da obra?»



Quase sempre que ando por aí a fotografar as obras do MST, em Almada, aparece alguém a perguntar-me «desculpe, você é da obra?», como se não soubessem muito bem que não, não sou da obra.

Mas pronto, percebe-se: é a chamada pergunta retórica.

Ora, um destes dias, fartei-me de perguntas retóricas e, a quem me perguntava «desculpe, você é da obra?», respondi que não senhor, não sou da obra – mas aproveitei para explicar que, sendo aquilo uma obra pública, e estando a ser executada na via pública, não há nenhuma razão para que eu não a possa fotografar.

O senhor que perguntava não ficou convencido com os meus argumentos. Eu também não fiquei convencido com os argumentos dele.

Enfim, farto da discussão, lá acabei por lhe contar a verdade: sou jornalista (trabalho nesta profissão desde 1992, como os leitores deste blogue já devem ter percebido ) e estou, apenas, a fazer o meu trabalho: neste caso, a recolher imagens documentais de um momento histórico para a cidade.

Responde ele: «então, se é jornalista, sabe muito bem que, com a internet, se podem fazer grandes sacanices».

Pois sei. Mas não por ser jornalista: porque tenho visto por aí, nas minhas “navegações” de internauta, essas grandes sacanices.

Acontece que, enquanto jornalista, gosto muito da minha profissão, levo-a muito a sério – e, por isso mesmo, respeito muito a busca da verdade, da mesma forma que detesto essa manipulação fácil que as “novas tecnologias” permitem.

De resto, como tenho (já) 44 anos, não me deixo deslumbrar pelas actuais “novas tecnologias”. São, para mim, um instrumento de trabalho, tal como eram as “novas tecnologias” dos anos 80, e as dos anos 90, e tal como hão-de ser as “novas tecnologias” do futuro.

Não tenho culpa que alguns psicopatas andem por aí a fazer, com recurso a “novas tecnologias” as coisas que sempre, em todos os tempos, fizeram os psicopatas.

Portanto, se hoje vos apresento estas duas fotos “da obra” devidamente manipuladas – é, como se costuma dizer, uma vez sem exemplo.

E é, também, para mostrar que trabalhadores sem cara são algo de muito ridículo. Embora talvez desse jeito a alguns que eles existissem mesmo – mas isso já é outra conversa.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Em Almada, acontecem coisas realmente bizarras!...

Ontem, na famigerada noite das bruxas, o principal eixo viário de Almada esteve cortado ao trânsito, sem aviso e sem razão aparente. Teria sido devido às obras do Metro Sul do Tejo (MST)? Não se sabe bem, até porque quem lá mora não deu por nada. Ou seria uma “brincadeira de Halloween”? É que a Transportes Sul do Tejo (TST), empresa que assegura o tráfego de passageiros, não foi avisada e, portanto, teve de desviar carreiras sem dar “satisfações” aos utentes. E a própria Câmara Municipal de Almada (CMA) parece ter sido apanhada de surpresa. Bizarro, não é?

Então foi assim: ontem à noite, ia eu apanhar o autocarro das 23h30 para a Costa de Caparica (ou Trafaria, ou Fonte da Telha, ou Marisol... tanto faz, desde que passe pelo Bairro Amarelo)... e fartei-me de esperar, mas... nada! Enfim, eu (e os outros – muitos – utentes que aguardavam na paragem da Praça São João Baptista) já devemos estar tão habituados ao mau desempenho dos TST, que não estrebuchámos muito. Enquanto uns ficaram à espera do autocarro seguinte (que seria à meia-noite e cinco minutos), eu resolvi descer até à paragem acima da Praça Gil Vicente, e esperar aí pelo dito.

Lá esperar, esperei. Eu e os (muitos) candidatos a passageiros que, a essa hora, estavam naquela paragem. Mas autocarro, mais uma vez, nem vê-lo. Resolvi então descer mesmo até ao largo de Cacilhas e perguntar aos funcionários da empresa que raio se estaria a passar. E pronto, foi isso mesmo o que fiz.

Ora, qual não foi o meu espanto quando uns senhores funcionários dos TST, anormalmente simpáticos e solícitos, me explicaram que os autocarros não podiam circular pelo eixo das avenidas 25 de Abril – D. Afonso Henriques – Nuno Álvares Pereira (o tal eixo central da cidade) porque, e passo a citar, «está lá a Polícia a cortar o trânsito, para mudarem os postes de iluminação». A sério?, perguntei, já algo espantado. Então, e vocês não avisam? «Não avisamos, nem podíamos avisar: é que ninguém nos disse nada! Também fomos apanhados de surpresa!», garantiram-me os solícitos funcionários dos TST (assim mesmo, com pontos de exclamação e tudo, mais umas considerações pouco simpáticas –que prefiro não reproduzir - sobre o andamento daquelas obras).

Portanto, fecha-se o acesso a três avenidas de Almada e não se avisa ninguém!... Raios partam esta malfadada Câmara, que não respeita os almadenses!... É isso que a gente fica logo a pensar, não é?

Pois. Mas olhem que a coisa não é assim tão simples. Eu sei, porque me disse alguém que acompanha de perto todo este processo do MST (uma “fonte” que considero credível, mas que não estou autorizado a revelar)... sei, dizia, que o próprio vererador que, supostamente, tem a competência de autorizar as forças de segurança a efectuar cortes de vias de comunicação... também ele, não sabia de nada. (Aliás, sei de pelo menos outro caso em que um autarca foi apanhado de surpresa pelos avanços das obras do MST... mas já lá vamos).

Obras? Àquela hora? E onde?

Portanto, três avenidas de Almada com o trânsito cortado supostamente para “substituição de postes de iluminação pública”, não era?

Ora bem: eu desci as avenidas até ao Largo Gil Vicente, em direcção a Cacilhas, e não vi obras nenhumas em curso. Depois, lá consegui apanhar o autocarro das 00h40 (que fazia um desvio pela Cova da Piedade, em direcção ao Pragal). Aí, passei pelos dois homens fardados com o uniforme da PSP (sei lá já se eram mesmo polícias...) que estavam, junto à rotunda do Canecão, a desviar o trânsito... Olhei para a avenida 25 de Abril e, mais uma vez, nem um único indício de que estivesse ali a decorrer uma obra!

Quem conhece o local, entende, certamente, que seria difícil fazer obras naquele troço que não fossem visíveis em nenhum dos topos da avenida (rotunda de Cacilhas e Praça Gil Vicente). Assim, se havia alguma intervenção no terreno, ou era muito discreta (o que não deixa de ser estranho), ou não estava a ser feita naquele momento... e, nesse caso, para quê manter a rua encerrada ao trânsito?

Acresce que, segundo a minha fonte, a CMA não autoriza obras (nem mesmo as do Metro) a partir das dez da noite. E isto que relato aconteceu (repito) entre as 22h30 e a meia-noite e quarenta. Portanto, se esttivesse a ser realizada ali alguma obra de substituição de postes, seria sem autorização da edilidade. Mas, por falar nisso, havia mesmo alguma obra?

Pessoas que moram naquela zona disseram-me, já hoje, que não se aperceberam de nada! Ora, eu duvido que a susbtituição de postes de iluminação pública seja acção que passe assim tão despercebida... Além disso (já me esquecia de vos dizer...) os “novos” postes, que fazem parte do “mobiliário urbano” do espaço-canal do MST, já estão colocados naquela avenida há alguns meses! Mas, enfim, não vamos dar importância a esse pormenor insignificante...

Seria fuga de gás? Outra vez?

Restam, pois, duas hipóteses, para explicar o que aconteceu ontem: uma intervenção de emergência, ou... pois, lá está... uma “brincadeira de Halloween”. Esqueçamos, por agora, a segunda hipótese.

Uma intervenção de emergência - provocada, por exemplo, por uma rotura nas condutas de gás - parece algo plausível. É que, diz quem lá vive (e a minha “fonte autárquica” até confirma), isso tem acontecido frequentemente. Há mesmo quem assegure que as obras em Cacilhas estão a ser uma «enorme trapalhada», aparentemente por falta de coordenação (ou de diálogo?) entre as diversas entidades que têm responsabilidade no terreno. Portanto, a ser uma fuga de gás, seria “apenas” mais uma desde que as obras começaram (e já lá vão uns meses largos...).

Mas, curiosamente (sussurra-me a minha fonte), o vereador que devia ser alertado para essas “emergências” também não tinha recebido nenhuma informação (pelo menos, até à manhã de hoje) sobre uma eventual fuga de gás em Cacilhas. Sobre isso, ou sobre outra qualquer hipotética anomalia que tenha acontecido ontem à noite naquela zona. Então, em que ficamos?

E agora... uma coisa realmente muito estranha, mas mesmo ainda mais estranha!

Diz-me a minha fonte (que é “segura”, como se diz em jargão jornalístico) que não é esta a primeira vez que, em Almada, nos tempos mais recentes, um autarca com responsabilidades executivas é apanhade de surpresa pelo andamento das obras do Metro. E, apesar de autarca, confrontado com factos consumados, num processo em que, supostamente, as entidades no terreno lhe deviam prestar contas ou, pelo menos, mantê-lo informado.

Querem um exemplo? Está bem.

Lembram-se do abate de árvores na Praça São João Baptista? Lembram-se do alarido que então se fez contra a CMA, com cartazes onde se liam coisas tipo «Socorro! Acudam! Vem aí a Maria Emília com a Moto-serra!». Lembram-se?

Ora bem: e se eu vos disser que aquelas árvores foram cortadas sem autorização, ou conhecimento, do vereador que supostamente teria a última palavra sobre o assunto? E se eu vos disser que o abate foi feito em Agosto, durante as férias do referido vereador? E que, assim que ele regressou de férias (julgo que logo no mesmo dia, mas isso já não posso garantir) essas terríveis moto-serras tiveram logo descanso?

É estranho? Pois, a mim parece-me mesmo muito estranho. Pelo menos tão estranho quanto aquele imprevisto corte no trânsito, ontem à noite. Mas, esperem... estou agora a lembrar-me de outras coisas estranhas, e já antigas. Talvez isto tudo seja apenas a “remake” de um filme realizado na década de 90 do século passado. Ora, vejamos...

Estarão a “excepcionar” Almada?

Bem: a partir daqui não cito fontes actuais nem relato factos recentes. Vou, apenas, relembrar uma história já antiga (mas ainda não completamente resolvida) e, com base nisso, especular um bocadinho. Toda a gente especula, toda a gente dá “bitaites”... eu também tenho direito, não é?

Reparem, então, no que aconteceu a 5 de Dezembro de 1996. foi o seguinte: depois de 3 anos de uma negociação difícil entre a CMA e o governo PSD de Cavaco Silva, o Plano Director Municipal (PDM) de Almada era, finalmente, aprovado, neste caso pelo “novo” governo PS, liderado por António Guterres. Aprovado... mas calminha aí! É que o “novo” governo, contrariamente ao “velho”, fez passar o PDM, sim senhor... mas retirando ao município a tutela sobre 3 zonas do concelho. Lembram-se? Eram elas, a Base Naval do Alfeite, o Plano Integrado de Almada (PIA), onde naquele tempo existia só o Bairro Amarelo e hoje é o que se vê; e, last but not least, os terrenos da Lisnave, na Margueira.

A base do Alfeite, enfim, se calhar até se percebia: era, e é, uma zona militar. Agora, os terrenos da Lisnave, e o PIA, deixarem de ser território municipal?... Claro que a coisa não posia ser pacífica. E não foi.

A presidente da CMA declarava então, no seu estilo habitual, ao semanário Sul Expresso: «Isto é uma desonra para o poder local, é amputar o concelho, e a propósito de quê?».
Ora, na mesma edição do mesmo jornal, o PSD concelhio juntava-se aos protestos da autarca, mas ia mesmo mais longe nas acusações, demonstrando «total discordância e condenação pela ratificação parcial do PDM de Almada.» E acrescentava: «O governo passou a encarar o concelho de Almada como a “galinha dos ovos de ouro” para o saneamento económico e financeiro do IGAPHE (nota minha: IGAPHE - entidade estatal que era o “senhorio” do Bairro Amarelo e que passava a administrar os terrenos do PIA) e para a reestruturação do sector da construção e reparação naval através de projectos desastrosos para o concelho (outra nota minha: referência aos terrenos da Margueira)».

Noutro registo (pudera!), o então presidente da concelhia socialista de Almada, Paulo Pedroso, assegurava que o governo PS fez muito bem em ter «desbloqueado» um processo que não avançara no tempo do primeiro-ministro Cavaco Silva e assegurava que o seu partido queria manter um clima de diálogo com a CMA.
Posição que seria, de resto, reafirmada pelo então Governador Civil de Setúbal, Alberto Antunes, numa longa entrevista ao mesmo jornal almadense. Antunes afirmava mesmo que a CMA não tinha nenhuma razão de queixa, até porque o governo não “amputara” o território de Almada: apenas “excepcionara” algumas áreas. E esperava então que a CMA mostrasse mais «disponibilidade» para resolver o assunto junto da Administração Central.





Não estou a inventar: tudo isto foi publicado na imprensa regional. (E suponho que não se tratava apenas de “pirotecnia verbal”...)

Eu cá não acredito em bruxas... mas, nunca fiando...

Claro que eu estou assim meio a brincar. Não sou político, e vim cá só para fazer a rodagem do carro, percebem? Portanto, e voltando ao que aqui me trouxe – ou seja, aquela coisa bizarra que aconteceu ontem à noite – ocorre-me que, afinal, terá sido apenas (certamente...) uma brincadeirazita de Halloween. Estão a ver: dois tipos disfarçados de polícias, a cortar o trânsito no eixo central da cidade... enganando a CMA, os TST, os utentes dos TST e, já agora, a própria PSP.
Pois, deve ter sido isso. Vá lá.. na noite das bruxas?... Só pode!!!

Ou, como diria o Berardo: helooo!

(E eu que não acreditava em bruxas... ai, ai, pobre de mim!... Parece que afinal, em Almada, elas existem!...)

PS - Para os que ainda não perceberam que o Metro Sul do Tejo não é uma obra da exclusiva responsabilidade da Câmara de Almada, nem de nenhuma outra autarquia, aqui fica o “link” para uma página do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, onde se explica o que é o Gabinete do Metro Sul do Tejo:

www.directorio.moptc.pt/index.asp?detalhe=42&opcao=1

sábado, setembro 22, 2007

E agora? Acredito em quem?

A propósito do mais recente "fórum de participação" sobre o Metro Sul do Tejo (MST)... Um blogue almadense bem conhecido pelas suas constantes tomadas de posição contra tudo o que tenha a ver com o executivo municipal deste concelho (aliás, agora que penso bem no assunto, tais "tomadas de posição" são a única coisa que se pode ler nesse blogue...) veio "informar" que a referida sessão não passou, afinal, de «uma operação de propaganda-defesa do Metro Sul do Tejo (MST) feita por um um jovem Professor da Divisão de Transportes e Energia do Instituto Superior Técnico, "convidado" para falar da Estratégia Local para as Alterações Climáticas , mas provavelmente pago a peso de ouro, pela CMA».

Reparem que acabei de citar o tal blogue. Não acrescentei nada, nem uma única vírgula. Foi mesmo "copy-paste". Se, por acaso, notaram alguma falta de rigor, alguma "confusão" entre informação e opinião, ou mesmo alguma insinuação (sem apresentar provas daquilo que se insinua), não me culpem a mim, está bem?

Entretanto, o semanário Notícias de Almada, publica, sobre o mesmo assunto, uma versão "ligeiramente" diferente. Ora leiam, se fazem favor:

(se não conseguirem apliar a imagem, podem ler, no final deste "post", a transcrição do artigo)E agora? Acredito em quem?


Acredito num "cidadão de Almada e deste país" que, anonimamente (e com que rigor... mas com que rigor, senhores!) exerce os seus direitos de cidadania neste fórum democrático que é a "blogosfera"?

Ou acredito numa jornalista que se identifica, assinando o seu trabalho?

A propósito: eu disponho de informações - oriundas de fonte muito bem posicionada em todo este processo do MST - que desmentem muito do que tem sido afirmado (e em muitos casos apenas insinuado) por esse anónimo e indignado cidadão. Não as publico ainda porque, como tenho a mania que sou jornalista (enfim, só desde 1992...) quero confrontá-las com outras fontes e, se possível, com documentos.

Estou, precisamente, a trabalhar nisso. (Bem, falta-me, por exemplo, o contacto da secretária de Estado dos Transportes... Não há por aí algum aparentado à grande família dos vitorinos que queira dar uma ajudinha?...)

E quando divulgar os resultados do meu trabalho, vocês vão acreditar em quem?

Em cidadãos "anónimos"? Ou em mim, que já vos disse quem sou (e vou continuar a dizê-lo)?

PS: O insuspeito Jornal da Região publica, na sua edição mais recente, um artigo sobre o MST. Vale a pena ler, pois é uma peça jornalística. Não mistura informação com manipulação.

Está em

www.jornaldaregiao.pt/edicoes.htm

(Nessa página encontram "links" para as diversas edições do Jornal da Região. Abrem em pdf.)

E o texto do Notícias de Almada é o seguinte:

Na semana da mobilidade

Fórum discutiu contributo do MST para o ambiente

Inserido na Semana Europeia da Mobilidade 2007, que decorre até amanhã, o 18º fórum de participação do Metro Sul do Tejo (MST) promovido pela autarquia, só poderia ter como tema de fundo as questões ambientais e a sua relação com o novo meio de transporte que será implementado na cidade, num evento que, em dia de jogos para a Liga dos Campeões, reuniu poucas pessoas no Fórum Romeu Correia, na passada terça-feira.
Para além das habituais presenças dos técnicos camarários envolvidos no projecto e do Encarregado de Missão, Eng. Marco Aurélio Martins, o fórum, subordinado ao tema “MST e alterações climáticas”, contou com a participação do professor Tiago Faria, da Divisão de Transportes, Engenharia e Ambiente do Instituto Superior Técnico (DTEA/IST), que veio mostrar como “o MST é energética e ambientalmente um bom negócio”.
Acreditando que “o Metro de Superfície não é uma questão de moda” e que “os veículos eléctricos são freancamente mais eficientes que o automóvel”, o professor explicou como o MST é uma das medidas a adoptar para a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), já que “altera a fonte energética” (é um veículo eléctrico), aposta numa tecnologia eléctrica mais eficiente e, por último, obriga a uma alteração comportamental porque retira o automóvel e oferece mais transporte colectivo”.
“O MST é também uma das medidas incluídas no Plano Nacional Para as Alterações Climáticas, que lhe atribui um potencial de redução de emissões de GEE de 16.000 ton de co2/ano”, lembrou Tiago Faria.

Obras a decorrer como previsto

Quanto aos trabalhos que estão a decorrer em vários pontos da cidade para a implementação da linha do metro, o Encarregado da Equipa de Missão do MST, assegurou que “em princípio não há nada que indique que a obra total não fique concluída em Novembro de 2008, como está previsto”.
Segundo Marco Aurélio Martins, a segunda etapa do projecto, que liga a Cova da Piedade à Universidade está pronta em meados de Dezembro, começando os ensaios em final de Outubro, início de Novembro. Neste momento, contou a mesma fonte, ainda decorrem trabalhos na Rua de Alvalade, Rua Sameiro Antunes e na Av. Bento Gonçalves, que já estão em fase de conclusão.
Em Cacilhas, as obras começam no fim deste mês, sendo que na Av. 25 de Abril o trânsito já está no lugar definitivo e na Praça Gil Vicente concluem-se os serviços afectados. O engenheiro explicou ainda que na Av. Afonso Henriques se começará em breve a fazer a pavimentação definitiva, enquanto nas praças do MFA e S. João Baptista estão a acontecer trabalhos de desvios de ocupação do subsolo.

Segurança contestada

Apesar da fraca adesão a este fórum de participação comparada com anteriores, foram várias as vozes que se fizeram ouvir, principalmente de moradores da zona do chamado “Triângulo da Ramalha” e da Av. 25 de Abril, onde as obras estão a decorrer.
Fernando Felizardo, residente nesta última avenida, lamentou “a falta de interligação entre os intervenientes na obra” e pediu “mais cuidado com os peões”. Também o vizinho Arlindo Castanheira questionou o controlo das obras, explicando que “todos os dias caem ou escorregam idosos”.
“É evidente que as obras têm controlo por parte da concessionária”, garantiu Marco Aurélio Martins, admitindo no entanto “problemas de coordenação das actividades entre as empresas”.
Igualmente, de acordo com o presidente do Conselho de Administração da Metro Transportes do Sul presente no fórum, “há uma equipa responsável pela segurança que está permanentemente na obra”, sendo que desde há cinco anos “nunca se gegistou qualquer incidente grave”. Para José Luís Brandão “é sempre possível melhorar”, afiançando, contudo, que “nunca ao longo desta obra houve uma colaboração tão forte entre todas as entidades envolvidas para tentar causar o mínimo incdómodo possível aos cidadãos”.

(Esta longa transcrição serve, também, para mandar o seguinte recadito: se, por acaso, eu não consegui "linkar" a imagem devido a "interferências externas" - coisa que já tem acontecido neste blogue, diga-se de passagem... - ó meus amiguinhos, podem muito bem tirar o cavalinho da chuva, porque eu não desisto assim tão facilmente. Não me digam que ainda não tinham percebido isso!...)

sábado, setembro 15, 2007

Obras do Metro Sul do Tejo, no centro de Almada:

O ATAQUE DA RETROESCAVADORA ESTRAFEGADORA!!!


A tragédia!!!
O medo!!!
O horror!!!
Já em exibição, numa esplanada
(ou num blogue...) perto de si!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Guerra ao estacionamento em segunda fila??? E se for em terceira?!! E em quarta???

Cumprindo uma promessa feita, em tempos de campanha eleitoral, pelo seu actual presidente – o socialista António Costa - a Câmara Municipal de Lisboa declarou “guerra” ao estacionamento ilegal. (Olha, rima e é verdade!...)
Medida inevtavelmente polémica, mas que demonstra grande coragem por parte do autarca socialista, não é?
Pois, eu cá também penso assim! Parabéns à Câmara Municipal de Lisboa!
Mas... como justificar essa tão incómoda medida?
Ora vejam:


http://videos.sapo.pt/9GhytRnstovawYGZeO3r

Declarações do vereador Marcos Perestrello, da Câmara Municipal de Lisboa, ao Jornal da Tarde, da SIC (terça-feira, 11 de Setembro 2007):

Vereador: As pessoas estacionam nos lugares destinados ao estacionamento. Quando o estacionamento é em segunda fila, necessariamente há uma primeira fila. E essa fila é uma fila destinada a estacionamento. Não havendo lugares para estacionar nessas zonas, as pessoas devem dirigir-se ao parque de estacionamento mais próximo.

Jornalista: E se não houver parque de estacionamento?

Vereador: Há parques de estacionamento em todas estas zonas da cidade. Não havendo lugar para estacionar, as pessoas não podem levar os carros para as zonas onde não há lugares para estacionar.

Jornalista: E se não houver transportes públicos?

Vereador: A cidade é coberta por transportes públicos em toda a sua área.


Ora bem!
Eu imagino o escândalo que seria se isto fosse dito por um vereador da Câmara Municipal de Almada!
Só não caía logo o Carmo e a Trindade porque não os temos... Mas tenho cá um palpite de que cairia, pelo menos o Morro de Cacilhas e talvez uma coisita ou outra lá para as bandas do Centro Sul!...

E, no entanto, em Almada temos, nesta matéria de carros mal estacionados, situações bem mais flagrantes do que aquelas mostradas na reportagem da SIC.
Ora vejam:


Cacilhas, 13 de Julho, às 20h09. Não duas, nem mesmo três filas de estacionamento (conseguem contá-las?)... Algo que é habitual, há muito tempo, aliás...


Avenida Nuno Álvares Pereira, 21 de Agosto, 16h02. Lugares de estacionamento (com parquímetro, pois...) desocupados.


Avenida Nuno Álvares Pereira, 21 de Agosto, alguns metros mais acima, 16h05. Carros estacionados em cima do passeio. Algo que, aliás, é costume há muitos anos, naquele local.


Alguns metros ainda mais acima, 21 de Agosto, 16h07. Mais carros em cima do passeio. O costume...


Ainda no mesmo dia, às 16h38, numa rua perto do Parque Urbano (conhecido como A Relva). Desculpem lá, não me lembro do nome da rua... Mas lembro-me, isso sim, que também neste local o estacionamento em cima do passeio é coisa tão “banalizada” que já ninguém se queixa.


E esta é no dia 4 de Setembro. Mas pronto, aqui é já numa zona onde decorrem as obras do metro, e...
Espera aí, como é que eu não me lembrei disso antes!? Caramba, sou mesmo distraído!..
É que, em Almada, por causa daquela aberração que vai retirar o trânsito da cidade não temos locais para estacionar, coisa que não acontece em Lisboa, onde até foram acabando com as linhas de eléctrico, e tal...
É isso, não é?
Pois, deve ser. Só pode!...

segunda-feira, setembro 03, 2007

Almadenses! Mais um esforço, se não quereis ver destruida a vossa cidade!!!

(Por: Doutor Abreu Santinho, cronista convidado)






Caríssimos:
Aqui há uns dias, uma velha senhora, acabadinha de sair do vetusto Café Central (que, como o próprio nome indica, localiza-se mesmo no centro desta mui nobre e sempre leal freguesia de Almada) comentava, para outra não menos vetusta senhora que, como ela, estava acabadinha de sair do antiquíssimo Café Central (estabelecimento comercial que, como o próprio nome indica, é um ex-libris desta mui valerosa cidade de Almada), com laivos de legítima indignação:


- Bem, por este andar, qualquer dia esta estátua também vai à vida!!!


Eu, que, derivado da minha intensa actividade profissional como Engenheiro, ando sempre à pressa, e distraído, consegui, no entanto (e apesar disso), descortinar que, com a expressão «por este andar», a referida velha senhora se referia ao actual processo de destruição e desmantelamento dos mui aprazíveis recantos e das excelentemente bem delineadas avenidas desta arquitectonicamente exemplar cidade de Almada, de que é triste exemplo a brutal extinção e posterior remoção do Penico... perdão, da Fonte Luminosa do local no qual os cidadãos desta cidade há muito se haviam habituado a vê-la, a apreciá-la e a tê-la, refrescando com os agradáveis repuxos coloridos as suas (deles, cidadãos) noites quentes de Estio e, concomitantemente na mudança de Estação climatérica, acolhendo as simpáticas brincadeiras, dos caloiros e Estudantes Universitários do Monte de Caparica, caloiros e Estudantes Universitários esses que, agora, ficaram, tristemente, sem uma Monumental Fonte Luminosa para se refrescarem, no final da sua Longa Marcha anual, como até agora tinham, o que configura, igualmente, um infame e ignóbil ataque ao já pauperizado Ensino Superior neste depauperado Concelho, posto que, doravante, os caloiros e Estudantes Universitários terão, eventualmente, que se banhar nas conspurcadas águas desta Margem Esquerda do Tejo, cujas as ETARs são, como é sabido, manifestamente incipientes; processo esse - maquiavélico, diria - que tem vindo a ser, qual plano, maleficamente traçado, sistematicamente e de forma metódica cumprido pelos facínoras, que comandam os des(a)tinos deste há mais de trinta anos (aliás, trinta e três, para ser mais preciso...) martirizado município de Almada!!!
E consegui, também, por conseguinte, entender que, nas palavras da vetusta e muito legitimamente, indignada, senhora, «esta estátua» se referia ao Monumento Aos Perseguidos, uma belíssima Obra de Arte erigida pelo Povo de Almada - quiçá à revelia dos actuais (ir)responsáveis autárquicos – situada, como bem sabeis, em plena Praça da Renovação e dedicada, ao valoroso exemplo e à honrosa memória de todos quantos, como acontece hoje com os proprietários de veículos automóveis, foram, ao longo dos anos de obscurantismo (como estes que agora vivemos em almada) pelos sucessivos poderes autárquicos comunistas, humilhados e ofendidos, descriminados e perseguidos!!!


Assim, eu, Engenheiro Abreu Santinho, manifestando a minha solidariedade com a referida e acima mencionada Velha Senhora, aproveito a oportunidade que, muito democraticamente (e algo estranhamente, diga-se, em abono da verdade...) o Senhor Doutor Jornalista António Vitorino me concedeu para me manifestar neste seu Blog, venho, dizia, por este meio, manifestar a minha solidariedade, com a acima citada Velha Senhora e, aproveito, a oportunidade para lançar um repto a todos os Honestos e Honrosos Cidadãos de Almada: para que, em defesa da Honra, e do Bom Nome, da terra da qual somos conterrâneos, nos organizemos como Comissão de Cidadãos Vitimizados e Perseguidos Em Defesa do Património Artístico e Arquitectónico Desta Martirizada Cidade de Almada (CCVPEDPAADMCA) e que, consequentemente, nos manifestemos, da forma que, em reunião a realizar em data a anunciar pela Comissão Instaladora da Comissão de Cidadãos Vitimizados e Perseguidos Em Defesa do Património Artístico e Arquitectónico Desta Martirizada Cidade de Almada (CICCVPEDPAADMCA), por votação secreta e universal, seja democraticamente e maioritariamente decidido!


Eles comem tudo e não deixam nada!!!
They eat all and don’t let anything!!!


Mas nós, Honestos Cidadãos, unamo-nos e não deixemos estes facínoras destruir a nossa amada Almada!!!
But us, honest citizens, unite and don’t let this motherfuckers destroy our beloved Almada!!!


Eng.º Abreu Santinho
(Provedor do blog Debaixo do Bulcão que, por ser, apesar de tudo, e ainda, amigo do administrador deste blog, Doutor Jornalista António Vitorino, acedeu a participar, graciosamente, com um artigo de opinião, no referido blog, artigo esse que é este, e que em nada compromete o mencionado administrador do referido blog, considerando que a opinião aqui expressa pelo Senhor Engenheiro Abreu Santinho é de sua exclusiva responsabilidade e, como tal, não reflecte necessariamente a opinião do administrador deste blog, Doutor Jornalista António Vitorino, o qual, como é de resto evidente, mas nunca será demais referir, tem opinião bem diversa acerca do mencionado assunto.)

Caríssimo amigo Doutor e/ou Engenheiro Abreu Santinho:

Como dizem os políticos, ora ainda bem que escolheu para tema da sua crónica A Estátua Que Tinha o Cu Virado Para o Central... perdão, o Monumento aos Perseguidos!
É que, dessa forma, dá-me o pretexto de que precisava para (demonstrando mais uma vez o quão vendido e desavergonhado sou, neste caso a este despudorado poder comunista que há mais de trinta anos anda a destruir a nossa tão martirizada cidade de Almada... blá blá blá blá blá blá...) colocar aqui no meu bloguezito a imagem virtual do que será futuramente a Praça do Movimento das Forças Armadas, ou do MFA (nome com que que, a propósito, foi rebaptizada para aí há uns trinta anos...).

Ei-la, a imagem:

Está a ver, caro Doutor e/ou Engenheiro?
(Esta imagem está na edição mais recente do Boletim Municipal, instrumento de propaganda que, com os impostos de todos nós, a Câmara de Almada faz chegar às caixas de correio dos martirizados munícipes... blá blá blá... exceptuando talvez os de zonas remotas – e eventualmente desafectadas ao Plano Director Municipal – como, por exemplo, o PIA, também conhecido como Bairro do Picapau Amarelo.)
Portanto, pode dizer à Velha Senhora que fique descansada, porque a estátua vai regressar e, provavelmente, até continuará de cu convenientemente virado para o Central.

(Ah, pois... porquê “a estátua que tinha o cu virado para o Central”, se até nem o tinha? Bem, isso são histórias das décadas de 70 e 80, quando a Câmara de Almada começou a colocar por aí obras de arte, algumas de estilo muito duvidoso - embora, na minha opinião, não seja o caso desta... – e os indignados munícipes se fartaram de protestar – porém debalde... – contra tão manifesto mau gosto. E agora defendem o que antes detestavam... Enfim... Pode ser que um dia eu tenha tempo, e paciência, para contar mais algumas coisas sobre este tão interessante e vasto tema...)


António Vitorino

quinta-feira, agosto 16, 2007

Agora peço a atenção dos que costumam ser mais “distraídos”:

eis o projecto para a “nova” Praça São João Baptista




E olhem que não custou nada a encontrá-lo!
Estava num folheto editado pela Câmara de Almada, que encontrei junto às caixas de correio do edifício do Centro Comercial M. Bica. Foi só agarrar nele e pedir a um amigo que o digitalizasse. (Portanto, aqui estou eu a começar um artigo com propaganda à Câmara de Almada e a um centro comercial… estão a ver?...)
Mas falando sério: estou muito satisfeito por ver que, daqui a uns meses, aquela praça poderá ser, finalmente, uma verdadeira zona pedonal. É que (e isto é explicação suplementar, para quem não conhece Almada) a praça São João Baptista está, actualmente, delimitada por faixas de rodagem que, além do mais, impedem o prolongamento do verdadeiro espaço pedonal que existe ali – a Praça da Liberdade.
Mas é mais fácil explicar mostrando imagens, não é?
Portanto:

Este é o aspecto actual da Praça São João Baptista – com as árvores cortadas, mas eu já falei sobre isso e não estou com vontade de me repetir – vendo-se ao fundo a Praça da Liberdade.





E aqui está uma perspectiva da Praça da Liberdade (durante a realização de um espectáculo integrado no Festival Sementes), com a São João Baptista em fundo:


Estas duas praças foram construídas em épocas distintas. Primeiro, fez-se a São João Baptista; só muitos anos mais tarde se instalou a Praça da Liberdade, num local anteriormente ocupado por um “mercado de levante” (entretanto transferido para a periferia da cidade, num processo que na altura foi pelo menos tão polémico quanto estão a ser agora as obras do Metro Sul do Tejo).

Ahhhh, poooiiis!!!! A propósito...
Depois de dar umas voltinhas pelos blogues que, por sinal, vivem para dizer mal destas obras, acho que comecei finalmente a perceber umas coisitas. Assim tipo a argumentação que se usa nestas ocasiões para dizer mal da Câmara.
Portanto, olhemos novamente para o projecto da praça e… vejamos…
Há aqui muito para criticar, não há?
Pois há!
Então, deixa lá ver o quê...
Já sei! Que tal isto:

ÁRVORES VERMELHAS!!!??? É UMA VERGONHA!!! PORQUÊ VERMELHAS??? LÁ POR OS GAJOS SEREM COMUNAS PENSAM QUE AGORA PODEM OBRIGAR OS CIDADÃOS DE ALMADA A LEVAREM COM A COR DELES ATÉ MESMO NOS ESPAÇOS PÚBLICOS, CARAGO!!!??? NÃO É PARA ISTO QUE NÓS, OS GENUÍNOS ALMADENSES, PAGAMOS OS NOSSOS IMPOSTOS!!!

Hããã… bem, pensando melhor.. acho que não! Esta é tão óbvia, tão socorro-vem-aí-a-maria-emília-com-a-motoserra que acaba por não ter interesse nenhum e… Olha, já sei! Vejam lá esta, que tal:

AHAHAHAHAH!!!! JÁ VIRAM AQUELA ESCADARIA LÁ AO FUNDO, TODA TIPO “REALISMO SOCIALISTA”??? AHAHAHAHAHA!!! DEVE SER PARA FAZER UMA COISA AO ESTILO CÓRAÇADO PÓTEMKINE AHAHAHAHAHA!!!!

… mas, epá, espera aí… isto também não serve!... para isso, precisavam de, pelo menos, conhecer o filme (“O Couraçado Potemkin”, do famoso realizador Sergei Eisenstein – é só uma das obras-primas da arte soviética em geral, e do cinema em particular - ou vice-versa). Pois é, não dá… Deixa lá ver esta:

CHAMAM A ISTO UMA ZONA PEDONAL? ONDE É KE TÃO OS PUTOS A ANDAR DE SKATE? E AQUELES GAJOS QUE TÃO ALI SENTADOS A OLHAR PRÁ ÁGUA TÃO A FAZER O KÊ, A ENROLAR UMA? KÁ PRA MIM TÃO É CA GANDA MOKA! SÓ PODEM!!! HAHAHAHAHA!!! QUAL É O INTERESSE DE OLHAR PÁ ÁGUA??? GANDAS MENINOS!!! HAHAHAHAHA!!!!

Hum… acho que também não!

Já sei! Que tal esta:

COMUNISTA ROUBA CASA AO POBRE + DINHEIRO E DESTRÓI FAMÍLIA AO PRÓXIMO

Mas o quê, também não? Ah, pois, essa já é velha!
Pronto, então...
O melhor é mesmo ficarmo-nos por SOCORRO VEM AÍ A MARIA EMÍLIA COM A MOTOSERRA. (O que, descodificado, significa, se não me engano, "socorro, vou deixar de ter espaço para estacionar o carro em cima do passeio e à porta de casa." Isto é, repito: se não me engano. Mas posso estar enganado...)

PS: Quando me dirigia para o local onde estou agora a escrever este artigo parei no café Tropical (mais publicidade, já sei…) para beber uma bica. À saída, quando quis atravessar a rua, tive de contornar um automóvel que estava estacionado mesmo em cima da passadeira. Para dizer a verdade, ele tinha muito espaço, antes e depois da passadeira. Era estacionamento ilegal na mesma, mas pronto, pelo menos não me obrigava a mim, que sou peão, a atravessar fora do local adequado. Mas nada feito: ele preferiu colocar o popó exactamente em cima da passadeira. E não havia outros locais? Havia. E eram lugares reservados para estacionamento? Eram. Ficavam era uns metros mais longe do local que, pelos vistos era o que dava mais jeito a esse responsável cidadão.

E depois ainda se queixam, não é?
Pois…

sexta-feira, agosto 10, 2007

GRANDE PASSATEMPO DE VERÃO !!!

Entre estas duas imagens existem algumas diferenças.
Descubra-as e habilite-se a mirabolantes prémios.




Está difícil? Ora…
Vá lá, eu dou uma ajudinha…
Aqui vai:

Em cima, temos uma imagem captada dentro de um autocarro dos TST (Transportes Sul do Tejo), algures entre Cacilhas e a zona central de Almada.
Obs: Os TST são uma empresa do Grupo Arriva

Em baixo, uma imagem captada, algures entre a Cova da Piedade e Corroios, dentro de uma carruagem do Metro Sul do Tejo (MST), cuja operadora se denomina Metro Transportes do Sul (MTS).
Obs: o MST é uma operadora do Grupo Barraqueiro.

Então, já se sentem capazes de dar uma resposta?
Ainda não?
Então, aqui vai mais uma ajudinha (e atenção, que é a última).
Nunca, em caso algum, respondam «o Grupo Arriva e o Grupo Barraqueiro são quase a mesma coisa» ! Lamento mas não posso aceitar esse tipo de resposta.
Porquê?
Porque a pergunta era sobre as diferenças, e não sobre as semelhanças.
Descubram, pois, as diferenças! (E não as semelhanças…)